Economia
Na China, Temer atribui queda do desemprego no Brasil à reforma trabalhista
Economia
Presidente disse que País vive momento de confiança e otimismo ‘fortes’ e está ‘aberto’ a grandes negócios
Da Redação
Em discurso a empresários dos países dos Brics na China, o presidente Michel Temer atribuiu a recente queda do desemprego no Brasil à aprovação da reforma trabalhista. Sancionada em meados de julho, ela só entrará em vigor no mês de novembro. Temer disse que o País vive um momento de confiança e otimismo “fortes” e está “aberto” a grandes negócios.
O presidente repetiu as linhas gerais do discurso que havia feito no dia anterior a empresários brasileiros e chineses em Pequim. Disse que o País atravessa um momento de modernização, mencionou as reformas já aprovadas e afirmou que ainda pretende promover a simplificação tributária e mudanças nas regras da Previdência Social.
Chefe de uma gestão marcada por recuos e mudanças de posições, Temer afirmou que não há lugar para “improvisos” no mundo de hoje. “Quem deseja prosperar, tem de fazer a lição de casa, tem de se antecipar ao futuro. E, no Brasil, para por em ordem as contas públicas, temos conduzido reformas que há muito tempo foram adiadas, mas que restituem a saúde fiscal do Estado brasileiro.” O evento teve participação de cerca de 1.000 representes de grandes empresas.
No fim da tarde, Temer se reuniu no hotel em que está hospedado com dirigentes de companhias brasileiras que participam do Conselho Empresarial dos Brics: Embraer, Vale, Banco do Brasil, Weg e BRF, além da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Temer participará nesta segunda-feira da reunião de cúpula dos países dos Brics, na cidade de Xiamen, no sul da China. O presidente também terá uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Economia
Lula visita estaleiro que constrói embarcações para a Petrobras
O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva visitou na tarde desta sexta-feira (26) o estaleiro Detroit Brasil, em Itajaí, norte de Santa Catarina. O local é onde estão sendo fabricadas dez embarcações de apoio marítimo offshore para fornecer suporte logístico, operacional e de segurança às plataformas e navios-sonda em alto-mar.

Seis embarcações são do tipo PSV (Platform Supply Vessel), para transporte de cargas a granel, alimentos, fluidos, equipamentos e materiais usados na operação contínua das plataformas.
As quatro demais embarcações são do tipo OSRV (Oil Spill Recovery Vessel), usadas para identificar, conter e recolher eventuais derramamentos de petróleo no mar.
Além dos barcos no estaleiro Detroit Brasil, mais seis embarcações (do tipo PSV) estão em construção no estaleiro de Navship, em Navegantes – município também catarinense a 3,5 quilômetros de Itajaí.
A fabricação dos barcos está prevista no Programa Mar Aberto, criado para ampliar e renovar a frota utilizada pela Petrobras.
A iniciativa prevê a construção de 42 embarcações no estado de Santa Catarina, e exigirá investimento de R$ 12 bilhões. A expectativa é de gerar mais de 5 mil postos de trabalho diretos no estado.
Tecnologia e emprego
Em seu discurso, o presidente Lula afirmou que a construção de navios no Brasil ajuda a desenvolver um setor estratégico da economia.
“Quando você compra de lá, você não desenvolve a indústria nacional. Quando você compra de lá, você não desenvolve tecnologia aqui. Quando você compra de lá, você não gera emprego aqui. Quando você compra de lá, você não paga imposto aqui.”
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, acrescentou que, afora os navios em fabricação, há previsão de mais embarcações.
“Prometi em janeiro de 2025 ao presidente Lula que em dezembro de 2026 teríamos 48 barcos contratados ou com edital na praça. Promessa é dívida, presidente. Eles estão aí contratados”, disse dirigindo-se ao presidente da República.
Segundo Chambriard, a Petrobrás também negociou a fabricação de mais 18 barcaças para o transporte de grandes volumes de combustível e mais 18 empurradores para fazer a movimentação das barcaças.
A Petrobras é reconhecida como a principal demandante de fabricações de navios no Brasil. A projeção da empresa é investir até 2032 cerca de R$ 32 bilhões na indústria naval brasileira, por meio do Programa Mar Aberto e com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), criado em 1958, para financiar a expansão e a modernização da frota marítima, dos estaleiros e da infraestrutura portuária.
Além de barcos para auxiliar as atividades da Petrobrás, os estaleiros de Santa Catarina fabricam embarcações de defesa para a Marinha.
De acordo com o governo, o Programa Fragatas Classe Tamandaré deverá investir R$ 13,9 bilhões até 2030. A maior parte dos recursos, R$ 10,5 bilhões, é do Novo PAC, e deve gerar cerca de 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos.
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