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MPMT discute proteção das vítimas no simpósio Por Todas Elas

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional, realiza o simpósio “Por Todas Elas – Direito, Proteção e Responsabilidade” nos dias 26 e 27 de março, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, em Cuiabá. Voltado aos membros da instituição, o evento integra a programação alusiva ao Mês da Mulher.A iniciativa reafirma o compromisso do MPMT com a tutela efetiva dos direitos das mulheres. Para o coordenador do Ceaf, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, fortalecer o enfrentamento à violência de gênero e ao feminicídio passa necessariamente pela formação qualificada e pela atualização técnica permanente.“O simpósio Por Todas Elas reforça a missão do Ceaf de promover capacitação contínua sobre temas essenciais para a atuação ministerial. O combate à violência contra a mulher exige preparo técnico, atualização constante e integração entre as áreas do sistema de justiça. Por isso, reunir especialistas e incentivar a troca de experiências é fundamental para aprimorar nossa atuação”, destaca o promotor.A programação terá início na quinta-feira (26), às 17h30, com o credenciamento dos participantes. A abertura oficial ocorre às 18h, com a presença do procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa, do corregedor-geral do MPMT, João Augusto Veras Gadelha, do coordenador do Ceaf, Caio Márcio Loureiro, e da subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Januária Dorilêo. Às 18h20, será apresentada a peça teatral “RE-cortes”, da Companhia VostraZ de Teatro.Em seguida, às 18h40, ocorre o lançamento de livro e a palestra “Matou Uma, Matou Todas – A violência contra a Mulher no Brasil”, conduzida pelo jornalista, escritor e roteirista Klester Cavalcanti, com mesa presidida pela promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira.A programação será retomada na sexta-feira (27), às 9h, com fala institucional do procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa. Às 9h30, será realizada a palestra “A Lei Antifeminicídio e os Desafios Práticos no Tribunal do Júri”, ministrada pelos promotores de Justiça Renne do Ó Souza e Élide Manzini de Campos, sob presidência da promotora de Justiça Tessaline Higuchi.Às 10h30, ocorre a palestra “Proteção da Mulher e as Decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos”, com a promotora de Justiça Luane Rodrigues Bomfim e o professor titular de Direito Internacional da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Valério de Oliveira Mazzuoli. A mesa será presidida pela procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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Capacitação aborda atuação da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica

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Duas mulheres palestram à frente de uma plateia sentada. À esquerda, uma delas fala ao microfone diante de uma tela de projeção; ao lado, outra observa em frente a um banner da CEMULHER.A atuação integrada da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foi debatida em capacitação realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quinta-feira (16). A atividade teve como público-alvo integrantes das equipes multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

Promovido por meio da Escola do Servidor e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o encontro reúne, entre os dias 15 e 17 de julho, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de saúde e da área jurídica para discutir formas de qualificar o atendimento à mulher em situação de violência.

A palestra foi conduzida pela assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e pela psicóloga Maristela Sobral Cortinhas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As palestrantes abordaram questões como as raízes históricas e sociais da violência contra a mulher e passaram orientações sobre a elaboração de estudos, laudos, relatórios, pareceres, declarações e outros documentos produzidos pelas equipes multidisciplinares.

Mulher de óculos e vestido estampado fala ao microfone, segurando um passador de slides. Ela palestra diante de uma plateia, cujas cabeças aparecem desfocadas em primeiro plano. Fundo branco.Ao tratar da contribuição do Serviço Social, Bruna Woinorvski destacou a importância de uma atuação articulada entre diferentes instituições e políticas públicas. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de manifestação da violência é fundamental para identificar situações de risco, acolher as mulheres de forma humanizada e garantir a efetivação dos direitos previstos em lei.

“As expressões de violência contra a mulher acabam se manifestando de diversas formas no contexto doméstico e familiar, nas relações íntimas de afeto. E esse é o maior desafio profissional. É preciso acompanhar essas formas de expressões, estar preparado para identificá-las, e assim acolher e fazer um atendimento humanizado às mulheres que necessitam”, apontou.

Mulher de óculos e cabelos grisalhos longos fala ao microfone. Ela veste camisa branca com bordados no ombro e colar claro. Ao fundo, um banner vermelho onde se lê A psicóloga Maristela Sobral ressaltou que a violência doméstica exige um olhar amplo e sensível por parte dos profissionais. Durante a palestra, ela explicou como a psicologia atua na avaliação das situações vividas pelas mulheres, na elaboração de documentos técnicos e na articulação com a rede de proteção, considerando também aspectos sociais, culturais, econômicos e familiares que influenciam cada caso.

“Abordamos, na verdade, toda a complexidade desse tema, que é a violência doméstica e familiar contra a mulher. Precisamos compreender o que fez a mulher denunciar, solicitar medida protetiva, o que faz ela pedir a revogação da medida e até mesmo a situação daquela mulher que está em um contexto de violência, mas não denuncia”, explicou a psicóloga.

Para as especialistas, momentos de formação como esse fortalecem a atuação das equipes multidisciplinares e contribuem para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes. A iniciativa busca aprimorar o atendimento prestado às mulheres, crianças e famílias impactadas pela violência doméstica.

“A atuação das equipes multidisciplinares demanda esse conhecimento constante, não só das expressões da violência, mas dos contextos técnicos e normativos também. Eles mudam constantemente. Então, momentos de formação como esses são essenciais para que as equipes se sintam mais capacitadas para abordar essas situações”, completou Bruna Woinorvski.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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