Mato Grosso
Corpo com marcas de tiro é encontrado próximo ao Lixão de Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
O corpo de um homem ainda não identificado foi encontrado no final da noite deste domingo (15), em um matagal próximo ao Lixão de Cuiabá, no bairro Residencial Jamil Boltros Nadaf.
De acordo com as informações, o corpo estava com marcas de disparos de arma de fogo na região da cabeça. Um morador da região afirma ter ouvido ao menos três disparos e em seguida avistou um veículo de cor branca fugindo em alta velocidade.
Após ir até o local no qual vinham os disparos e encontrou o corpo do jovem que aparenta ter cerca de 20 anos de idade, posteriormente a testemunha acionou a Polícia Militar (PM) que se dirigiu até o local.
As equipes de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e a Polícia Judiciária Civil (PJC) estiveram no local. Segundo o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem aparenta ter cerca de 20 anos, tem ente 1,61 e 1,70 metros de altura.
O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) onde passará por exames de necropsia e posteriormente será liberado.
A PJC investiga o caso para chegar até a identidade e também os autores do homicídio, até o momento ninguém foi preso.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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