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Sinop alcança 2º lugar em Mato Grosso e 25º no Brasil entre os maiores exportadores

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, destaca o desempenho do município no comércio exterior. Entre janeiro e julho de 2026, Sinop alcançou US$ 1,562 bilhão em exportações, resultado que coloca a cidade na segunda posição entre os municípios que mais exportaram em Mato Grosso e na 25ª colocação no ranking nacional.

O levantamento tem como base dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do Comex Stat, sistema oficial do Governo Federal para consulta das estatísticas brasileiras de comércio exterior. O sistema reúne informações sobre exportações e importações e é atualizado mensalmente.

No ranking estadual, Sinop aparece atrás apenas de Rondonópolis, que registrou US$ 1,700 bilhão em exportações no período. Sorriso ocupa a terceira posição, com US$ 1,495 bilhão. O resultado evidencia a força da produção local e a participação cada vez maior de Sinop no comércio internacional.

O desempenho também reforça a posição estratégica do município na economia de Mato Grosso. Além da força do agronegócio, Sinop vem ampliando sua participação em cadeias produtivas ligadas à indústria, ao beneficiamento e à transformação de matérias-primas, contribuindo para agregar valor à produção e ampliar a inserção do município em mercados internacionais.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, José Pedro Serafini, o resultado reforça a importância de criar condições para que esse crescimento continue. “Esse resultado mostra a força e a capacidade de Sinop de produzir, transformar e comercializar para o mundo. Estar entre os maiores municípios exportadores do Brasil é motivo de orgulho, mas também demonstra que temos espaço para avançar ainda mais. A Prefeitura trabalha para fortalecer o ambiente de negócios, atrair novos investimentos e estimular a industrialização, para que cada vez mais produtos sejam produzidos e tenham valor agregado aqui no município”, destacou.

Em janeiro de 2026, Sinop já havia registrado US$ 92,8 milhões em exportações, crescimento de 52,7% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico com base no Comex Stat.



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Cortes em auxílios sociais podem gerar retração em cidades do interior

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São Paulo – A estagnação ou cortes no valor dos benefícios sociais e previdenciários poderão causar uma retração severa à atividade econômica em municípios do interior do Brasil, mostra levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), lançado nesta semana.

Segundo o estudo, as aposentadorias, o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) têm peso significativo na economia dessas cidades e chegam a representar quase metade do orçamento das famílias mais pobres.

“Como o valor recebido por essas famílias é usado quase integralmente para a aquisição de itens de primeira necessidade, o dinheiro circula imediatamente no comércio local, garante empregos e mantém a arrecadação municipal ativa”, destaca a co-diretora do Made-USP, a economista Luiza Nassif.

De acordo com o levantamento, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 4 mil estão fora das regiões metropolitanas. Nessas cidades, segundo o estudo, o peso das transferências públicas chega a ser o dobro em relação aos dos grandes centros urbanos. No Ceará, por exemplo, os benefícios sociais e previdenciários respondem por 22% da renda agregada da capital e região metropolitana. Já nas cidades do interior, esse número é de 40%.

Impactos futuros

O estudo do Made/USP projetou os efeitos econômicos da evolução da renda dos benefícios sociais e previdenciários nas cidades do interior para os próximos três anos. O estudo tomou como base os anos de 2022 a 2025, em que houve um crescimento real para BPC e aposentadorias, e comparou esse cenário ao contexto de reajustes utilizados entre 2019 e 2022, sem ganhos reais do salário mínimo e congelamento total.

O levantamento mostra que, sem os reajustes, a renda agregada do interior do país sofreria uma retração severa, ficando entre 6,8% e 10,8% abaixo do patamar com a valorização real dos benefícios sociais e previdenciários. 

“Isso geraria uma reação em cadeia na atividade econômica que atinge inclusive as famílias que não dependem do socorro público”, avalia Nassif. 

O estudo mostra que os cenários mais críticos ocorreriam no interior do Rio Grande do Norte, Amapá e Piauí, em que a renda total cairia entre 17% a 18%, sem o ritmo atual de aumento dos benefícios sociais. No Amazonas, Sergipe e Pernambuco, a perda seria na casa dos 15%. No Ceará, Maranhão, em Alagoas e Bahia, a queda ficaria entre 10% e 13%, enquanto no Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o prejuízo chegaria a 6,5%.  

Os efeitos na pobreza

O levantamento destaca que, além dos efeitos sobre a renda e a atividade econômica dos municípios do interior, os benefícios desempenham um papel decisivo no combate à pobreza.

“Para quem vive no limite, qualquer reajuste abaixo da inflação empurra a família diretamente para a pobreza”, afirma Nassif. Segundo ela, para famílias com rendimento de até 1,5 salário mínimo per capita, os benefícios podem chegar a 50% do rendimento. 

Simulações realizadas pelo levantamento indicam que a ausência de ganhos reais nos benefícios, entre 2022 e 2025, teria empurrado aproximadamente 2,7 milhões de pessoas para a pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, 2,4 milhões delas para extrema pobreza.

Em números absolutos, as maiores altas na pobreza ocorreriam na Bahia (até 336 mil pessoas a mais), São Paulo (até 263 mil) e Minas Gerais (até 251 mil), seguidos por Maranhão, Pará e Ceará (com mais de 200 mil pessoas cada).

“Olhando para o impacto que a queda de renda provoca, fica nítido o estrago que uma trava no crescimento dos benefícios pode fazer nas economias locais”, observa Nassif. “Manter a valorização real da previdência, do BPC e dos programas de transferência de renda é a garantia mínima de dignidade para as famílias e de sobrevivência para o comércio local no Brasil profundo”, acrescenta.




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