Esporte

Remo arranca empate heroico contra o Vasco em noite de chances perdidas

Publicado em

Esporte


O Remo conquistou um ponto valioso ao empatar por 1 a 1 com o Vasco, em partida disputada neste sábado (11.04). Andrés Gómez abriu o placar para os cariocas, mas Marllon garantiu a igualdade nos minutos finais, deixando os donos da casa com gosto de vitória não concretizada.

O jogo

O Vasco dominou o início, com Rojas acertando o travessão logo aos cinco minutos em chute de média distância. O Remo reagiu aos 29, quando Alef Manga, lançado por Taliari, finalizou por cima de Robert Renan. Jajá ainda levou perigo com cruzamento rasteiro, defendido por Léo Jardim.

No segundo tempo, os visitantes saíram na frente aos oito: Thiago Mendes trocou passes com Rojas, cruzou na medida e Gómez driblou a marcação para vencer Marcelo Rangel. Rojas quase ampliou três minutos depois. A partir dos 25, o jogo ganhou emoção: Thiago Mendes chutou fraco, Rojas desperdiçou livre na área, enquanto Jaderson assustou o goleiro vascaíno aos 28.

Aos 38, Diego Hernández cobrou falta precisa e Marllon cabeceou mais alto que todos para empatar. Na reta final, JP e Saldivia tentaram para o Vasco, sem sucesso.

Próximos desafios

Remo
Jogo: Águia de Marabá x Remo
Competição: Copa Norte (4ª rodada)
Data e horário: 15 de abril (quarta-feira), 20h30 (Brasília)
Local: Estádio Zinho Oliveira, Marabá (PA)

Vasco
Jogo: Vasco x Audax Italiano-CHI
Competição: Copa Sul-Americana (2ª rodada)
Data e horário: 14 de abril (terça-feira), 21h (Brasília)
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)

FICHA TÉCNICA

Remo 1 x 1 Vasco

Competição Campeonato Brasileiro (11ª rodada)
Local Estádio do Mangueirão, em Belém (PA)
Data 11 de abril de 2026 (sábado)
Horário 17h (de Brasília)
Cartões Amarelos Cuiabano (Vasco)
Cartão Vermelho Nenhum
Gols Andrés Gómez, aos 8′ do 2ºT (Vasco); Marllon, aos 39′ do 2ºT (Remo)
Árbitro Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
Assistentes Luanderson Lima dos Santos (BA) e Francisco Chaves Bezerra Junior (PE)
VAR Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN)
Remo Marcelo Rangel; Marcelinho, Marllon, Tchamba e Mayk; Zé Welison, Patrick (Zé Ricardo) e Braga; Jajá, Alef Manga (Diego Hernández) e Gabriel Taliari (Gabriel Poveda) – Técnico: Léo Condé
Vasco Léo Jardim; Paulo Henrique, Saldivia, Robert Renan e Cuiabano; Cauan Barros (JP), Tchê Tchê (Spinelli), Thiago Mendes e Rojas (Hinestroza); David (Brenner) e Andrés Gómez – Técnico: Renato Gaúcho

Fonte: Esportes



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA