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Palmeiras garante 27º título Paulista e consolida hegemonia estadual

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Em uma noite de domingo marcada pela chuva no estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, o Palmeiras conquistou seu 27º Campeonato Paulista ao superar o Novorizontino por 2 a 1. A vitória confirmou o favoritismo alviverde e garantiu o quinto título estadual da equipe desde 2020, reforçando uma sequência impressionante de sete finais consecutivas disputadas.

A equipe da capital já havia largado em vantagem na decisão, após vencer o primeiro confronto por 1 a 0 na Arena Barueri, com um gol de Flaco López. Na partida de volta, o Palmeiras não demorou a abrir o placar com Murilo, mas viu o Novorizontino empatar ainda no primeiro tempo, em um lance de falha do goleiro Carlos Miguel que resultou no gol de Matheus Bianqui. O gol que selaria o título veio na etapa complementar, através de Vitor Roque.

O triunfo também consagra o técnico Abel Ferreira como o mais vitorioso da história do clube, com 11 troféus, superando a marca de Oswaldo Brandão e somando seu quarto Campeonato Paulista.

O jogo

Com o gramado molhado pela intensa chuva, o Palmeiras explorou as jogadas aéreas desde o início. Aos cinco minutos, Andreas Pereira cobrou uma falta que encontrou Marlon Freitas, que cabeceou na trave. No rebote, Murilo estava atento e empurrou a bola para as redes, colocando o Alviverde em vantagem.

O Novorizontino buscou a reação e conseguiu o empate aos 24 minutos. Após um cruzamento de Vinicius Paiva, Carlos Miguel falhou ao tentar agarrar a bola, que escorregou e caiu nos pés de Matheus Bianqui, que não perdoou e igualou o marcador, reacendendo as esperanças da torcida local. Antes do intervalo, o Verdão quase retomou a liderança com uma cabeçada de Marlon Freitas após escanteio, mas o goleiro Jordi fez uma bela defesa.

No segundo tempo, a emoção tomou conta. Aos 17 minutos, Vitor Roque aproximou o Palmeiras do título. Carlos Miguel chutou longo, Flaco López desviou de cabeça, e na saída equivocada do goleiro Jordi, que se chocou com Jhon Arias, a bola sobrou para o camisa 9, que apenas completou para o gol vazio. Nos minutos finais, o Novorizontino tentou pressionar, mas não conseguiu reverter o placar. Um gol de Sosa para o Palmeiras foi anulado por impedimento já nos acréscimos, e o time da capital administrou o resultado até o apito final, celebrando mais uma conquista.

Próximos confrontos

O Palmeiras já se prepara para o Campeonato Brasileiro, onde enfrentará o Vasco na próxima quinta-feira, 12 de março, às 19h30 (de Brasília), em São Januário.

O Novorizontino, por sua vez, aguarda a definição da data para sua estreia na Série B do Campeonato Brasileiro, jogando em casa contra o Londrina, no Jorge Ismael de Biasi.

FICHA TÉCNICA
                                                 NOVORIZONTINO 1 x 2 PALMEIRAS
Competição Campeonato Paulista (jogo de volta da final)
Local Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP)
Data 8 de março de 2026 (domingo)
Horário 20h30 (de Brasília)
Cartões Amarelos Palmeiras: Flaco López, Gustavo Gómez e Abel Ferreira
Novorizontino: Rômulo e Alvariño
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Flávio Rodrigues de Souza
Assistentes Neuza Inês Back e Alex Ang Ribeiro
VAR José Claudio Rocha Filho
Gols Murilo, aos 5′ do 1ºT (Palmeiras)
Matheus Bianqui, aos 24′ do 1ºT (Novorizontino)
Vitor Roque, aos 17′ do 2ºT (Palmeiras)
Novorizontino Jordi; Alvariño (Alemão), Dantas, Patrick e Mayk; Léo Naldi, Luís Oyama (Juninho), Matheus Bianqui (Nicolas Careca), Vinícius Paiva (Tavinho) e Rômulo (Ortiz); Robson.
Técnico: Enderson Moreira
 Palmeiras Carlos Miguel; Khellven, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Marlon Freitas, Andreas Pereira (Lucas Evangelista), Jhon Arias (Allan) e Mauricio (Felipe Anderson); Flaco López (Emiliano Martínez) e Vitor Roque (Sosa).
Técnico: Abel Ferreira

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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