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Fortaleza vence Sportivo Trinidense e é lider do Grupo D da Sul-Americana

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Na noite desta quarta-feira (29.05), o Fortaleza recebeu na Arena Castelão, pela sexta rodada da Copa Sul-Americana, a equipe do Sportivo Trinidense-PAR, e saiu vitorioso pelo placar de 2 a 0. Pochettino e Lucero marcaram para o Tricolor de Aço. Com o resultado, o Leão do Pici termina em primeiro lugar do Grupo D.

Voltando a jogar em casa após três jogos, o Fortaleza começou a partida pressionando o adversário. Intenso em busca do gol, o Leão do Pici não deixava o Trinidense sair jogando e foi justamente em uma jogada como essa que o primeiro gol da partida saiu. Zé Welison conseguiu bloquear o lançamento do goleiro, que após o chute disputou de cabeça com Lucero e a bola sobrou para Pochettino com o gol aberto fazer 1 a 0. Com a vantagem, o segundo gol saiu minutos após o primeiro, onde Bruno Pacheco fez boa jogada individual e passou para Lucero, que de cavadinha ampliou o marcador.

Na etapa final, o Tricolor de Aço soube administrar bem o placar. Chegando na grande área, o atacante Lucero teve chance de ampliar ainda mais o marcador, mas acabou empurrado e reclamou bastante de pênalti, mas a arbitragem mandou seguir. Próximo ao fim, os visitantes descontaram, mas não o suficiente para buscar o empate.

 FICHA TÉCNICA

Fortaleza 2×1 Sportivo Trinidense

Sud-Americana – 6ª Rodada
29/05/2024 – 21h00 – Arena Castelão

Arbitragem: Augusto Aragón (EQU)
Gols: Pochettino e Lucero (FOR); Rayer (CST)
Cartões Amarelos:
Público total: 29.227
Renda bruta: R$ 358.259,00

Fortaleza: João Ricardo; Brítez, Kuscevic, Titi e Bruno Pacheco; Rosseto (Hércules), Zé Welison e Pochettino (Martinez); Yago Pikachu (Kervin Andrade), Moisés (Machuca) e Lucero (Renato Kayzer). Técnico: Juan Pablo Vojvoda

Sportivo Trinidense: Quiñonez; Ruiz Diaz, Juan Vera, Villalba e Wildo Alonso; Jorge Jara (Salcedo), Mercado (Luis de la Cruz), Christian Martínez, Andrada (Tomás Rayer) e Delvalle (Sinisterra); Alan Pereira (Fernando Romero). Técnico: José Arrúa.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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