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Fluminense vence Flamengo em clássico eletrizante no Maracanã e lidera o Carioca

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Em um confronto recheado de emoções e com o clima adverso, o Fluminense superou o Flamengo por 2 a 1 neste domingo, no Maracanã, pela quarta rodada do Campeonato Carioca. Os gols tricolores, marcados no segundo tempo por Serna e John Kennedy, garantiram a vitória no clássico, enquanto Everton Cebolinha descontou para o Rubro-Negro.

Com este resultado crucial, o Tricolor das Laranjeiras alcança nove pontos e assume a liderança do Grupo A da competição. Para o Flamengo, a situação é mais delicada: a equipe permanece com apenas quatro pontos no Grupo B, na quinta posição, e agora corre sério risco de não avançar para as quartas de final do torneio.

O jogo

A partida começou sob forte chuva no Maracanã, o que dificultou as ações de ambos os times e comprometeu a qualidade do gramado. Aos nove minutos, o árbitro Alex Gomes Stefano optou por paralisar o jogo para garantir a segurança dos atletas. Após a diminuição da intensidade da chuva e a retomada, o Flamengo conseguiu assumir o controle da posse de bola e criou as melhores oportunidades. Inclusive, o Rubro-Negro chegou a balançar as redes aos 26 minutos com Carrascal, mas o lance foi anulado por impedimento do meia.

Apesar do domínio flamenguista, o Fluminense também levou perigo. Aos 31 minutos, Lima arriscou de fora da área, obrigando o goleiro Andrew a fazer boa defesa. Pouco depois, em cobrança de escanteio, Jemmes escorou para Samuel Lino, que não conseguiu finalizar com precisão. Nos minutos finais da etapa, Serna testou Andrew com um chute colocado após um escanteio, mas o goleiro rubro-negro fez mais uma grande intervenção.

Segundo tempo

O segundo tempo trouxe mais intensidade e os gols. Logo aos seis minutos, o Fluminense abriu o placar: Serna foi lançado em profundidade, invadiu a área e finalizou na saída de Andrew, colocando o Tricolor em vantagem. O gol pareceu abalar o Flamengo, e o Fluminense aproveitou para dominar o clássico. Aos 20 minutos, em mais um lance de bola parada, John Kennedy se beneficiou de um erro na tentativa de corte de Emerson Royal após um escanteio e não perdoou, ampliando para 2 a 0.

Quando a vitória tricolor parecia encaminhada para um placar mais confortável, o Flamengo reagiu. Aos 27 minutos, em cobrança de escanteio, Vitão desviou e Everton Cebolinha, de cabeça, completou para o fundo das redes, diminuindo a diferença. O gol acendeu o jogo, que ficou aberto nos minutos finais. Santi Moreno quase fez o terceiro para o Fluminense, parando em Andrew, enquanto Everton Cebolinha exigiu uma boa defesa de Fábio do lado flamenguista. Nos instantes decisivos, o Fluminense soube administrar o resultado, garantindo a importante vitória no clássico carioca.

Aqui está a tabela com as informações do clássico entre Fluminense e Flamengo:

FICHA TÉCNICA
                                                          Fluminense 2 x 1 Flamengo
Competição Campeonato Carioca (4ª rodada)
Local Maracanã
Data 25 de janeiro de 2026 (domingo)
Horário 18h (de Brasília)
Cartões Amarelos Guga, Lima, John Kennedy e Canobbio (Fluminense); Allan e Vitão (Flamengo)
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Alex Gomes Stefano
Assistentes Luiz Cláudio Regazone e Daniel de Oliveira Alves Pereira
VAR Paulo Renato Moreira da Silva Coelho
Gols (Fluminense) Serna (6′ 2ºT), John Kennedy (20′ 2ºT)
Gols (Flamengo) Everton Cebolinha (27′ 2ºT)
Escalação Fluminense Fábio; Guga, Jemmes e Freytes e Guilherme Arana (Renê); Bernal, Nonato (Lucho Acosta) e Lima (Martinelli); Serna, Canobbio (Santi Moreno) e John Kennedy (Everaldo). Técnico: Maxi Cuberas.
Escalação Flamengo Andrew; Emerson Royal, Léo Ortiz, Vitão e Alex Sandro (Varela); Evertton, Allan (Pulgar) e Carrascal (Plata), Luiz Araújo, Samuel Lino (Everton Cebolinha) e Pedro (Bruno Henrique). Técnico: Felipe Luís.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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