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Fluminense perde para o Atlético-GO no Maracanã pela oitava rodada do Brasileirão

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O Fluminense perdeu para o Atlético-GO por 2 a 1, na noite deste sábado (15/06), em partida válida pela nona rodada do Brasileirão. Com o resultado, o Tricolor mantém seis pontos e ocupa a 16ª posição na tabela de classificação.

A equipe comandada pelo técnico Fernando Diniz volta a campo na próxima quarta-feira (19/06) para enfrentar o Cruzeiro, fora de casa, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo será no Mineirão, em Belo Horizonte (MG), às 21h30.

PRIMEIRO TEMPO

O Fluminense iniciou a partida ditando o ritmo, trocando passes e procurando espaços para atacar. A primeira chance clara da equipe veio aos 23 minutos, quando Lima cruzou rasteiro para Cano na área, mas a defesa afastou. Aos 30, Cano recebeu lançamento na quina da grande área e mandou cruzado para o gol, mas a bola foi para fora.

Aos 32 minutos, Alexsander arriscou de longe e o goleiro defendeu. O primeiro gol da partida saiu aos 40 minutos, quando Ganso interceptou a bola na defesa adversária, ajeitou e acertou o ângulo, marcando um golaço para abrir o placar para o Tricolor.

SEGUNDO TEMPO

O Fluminense teve a primeira chance de ampliar o placar aos 6 minutos, quando Marcelo cruzou para Cano, que mandou de cabeça para o gol, exigindo grande defesa do goleiro. Aos 19, Samuel Xavier lançou para Cano, que finalizou de primeira por cima do gol. Keno teve oportunidade de deixar o seu aos 22 minutos, quando recebeu passe na entrada da área e mandou direto em direção ao gol, mas foi para fora.

Aos 23, Luiz Fernando empatou para o adversário. Aos 30, Ganso cobrou escanteio na área e Marlon tentou de cabeça, mas a bola foi para fora. Nos acréscimos, Zuleta marcou o segundo para o adversário.

FICHA TÉCNICA

FLUMINENSE 1 X 2 ATLETICO-GO

Brasileirão – 9ª rodada
Local: Maracanã – 15/06/2024, 21h

Arbitragem: Gustavo Ervino Bauermann, auxiliado por Thiaggo Americano Labes e Bruno Muller.

Gols: P.H. Ganso (40’ 1T) (FLU); Luiz Fernando (23’ 2T) Zuleta (49′ 2T) (ACG)
Cartões amarelos: Samuel Xavier, P.H. Ganso e Manoel (FLU); Adriano Martins (ACG)

Fluminense: Fábio; Samuel Xavier (Renato Augusto), Marlon, Felipe Melo (Manoel) e Marcelo (Diogo Barbosa); Alexsander ;(John Kennedy), Lima e PH Ganso; Marquinhos, Keno (Isaac) e Germán Cano. Técnico: Fernando Diniz.

Atlético-GO: Ronaldo; Maguinho, Adriano Martins, Pedro Henrique e Alejo Cruz; Lucas Kal, Gabriel Baralha (Max)  Rhaldney e Shaylon; Luiz Fernando e Emiliano Rodriguez (Derek). Técnico:

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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