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Flamengo vence o Santos de virada no Maracanã e sonha com G4
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O domingo de Páscoa no Maracanã foi palco de uma emocionante virada no Campeonato Brasileiro. O Flamengo, com uma exibição de garra no segundo tempo, superou o Santos por 3 a 1, após ver o adversário abrir o placar. Pedro, Jorginho e Paquetá garantiram a vitória rubro-negra na décima rodada, enquanto Lautaro Díaz anotou o único gol santista.
O jogo
A partida começou com um Flamengo dominante na posse de bola, buscando espaços na defesa santista. As primeiras investidas do time da casa vieram com Arrascaeta, que aos sete minutos teve sua finalização bloqueada e, em seguida, cabeceou para fora. Pouco depois, Lino cruzou para Varela, que também testou a meta para longe.
O Santos, por sua vez, focou em se defender e tentou algumas escapadas. Aos 24 minutos, Lautaro Díaz iniciou uma jogada que terminou em uma finalização fraca de Thaciano. Já próximo ao fim da primeira etapa, Carrascal arriscou de longe, mas a bola passou por cima do gol de Brazão. O placar de 0 a 0 refletia um período de pouca criatividade e defesas bem postadas de ambos os lados.
Segundo tempo incendiário e virada rubro-negra
A etapa complementar reservou as maiores emoções. Logo aos dois minutos, o Santos surpreendeu a torcida local. Oliva lançou com precisão para Lautaro Díaz, que demonstrou velocidade ao superar Léo Ortiz e, de fora da área, desferiu um chute indefensável para Rossi, abrindo o marcador com um golaço.
A resposta do Flamengo não tardou. Aos oito minutos, Arrascaeta cobrou falta, e Pedro finalizou para uma defesa espetacular de Brazão. No rebote, Léo Ortiz balançou as redes, mas o gol foi rapidamente anulado por impedimento, para alívio do Peixe.
A pressão rubro-negra, no entanto, era incessante. Aos 19 minutos, Carrascal cruzou da direita na medida para Pedro, que se impôs sobre Zé Ivaldo e cabeceou com precisão para empatar a partida, inflamando o Maracanã. A virada se concretizou em apenas dois minutos. Arrascaeta, novamente participativo, sofreu pênalti após ser puxado por Escobar na área. Jorginho, com frieza, converteu a cobrança no canto direito, colocando o Flamengo em vantagem.
Para coroar a atuação e selar a vitória, Lucas Paquetá, aos 44 minutos, recebeu de Plata na entrada da área e acertou um potente arremate que venceu Brazão, ampliando para 3 a 1. Nos acréscimos, o Santos ainda teve uma chance clara com um cabeceio de Veríssimo, mas Rossi garantiu a vitória com uma bela defesa.
Situação na tabela
Com o triunfo, o Flamengo salta para a quarta colocação do Campeonato Brasileiro, somando 17 pontos e entrando provisoriamente no G4. A equipe ainda aguarda o resultado de Bahia contra Palmeiras para confirmar sua posição.
Para o Santos, a derrota mantém o clube com 10 pontos na 14ª posição, e a situação pode se agravar dependendo do desempenho do Corinthians contra o Internacional. O Peixe precisa reorganizar-se para evitar a zona de rebaixamento nas próximas rodadas.
FICHA TÉCNICA
| Flamengo 3 x 1 Santos | |
|---|---|
| Competição | Campeonato Brasileiro |
| Local | Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) |
| Data | 05 de abril de 2026 |
| Horário | 17h30 (de Brasília) |
| Gols | Minuto | Time |
|---|---|---|
| Lautaro Díaz | 2′ do 2ºT | Santos |
| Pedro | 19′ do 2ºT | Flamengo |
| Jorginho | 26′ do 2ºT | Flamengo |
| Paquetá | 44′ do 2ºT | Flamengo |
| Cartões Amarelos | Time |
|---|---|
| Gabriel Bontempo | Santos |
| Barreal | Santos |
| Arbitragem | Nome |
|---|---|
| Árbitro | Anderson Daronco (RS) |
| Assistente 1 | Michael Stanislau (RS) |
| Assistente 2 | Thiaggo Americano Labes (SC) |
| VAR | Emerson de Almeida Ferreira (MG) |
| Flamengo | |
|---|---|
| Jogadores | Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas; Evertton Araújo (Paquetá), Jorginho e Arrascaeta (De La Cruz); Carrascal (Plata), Pedro (Luiz Araúo) e Lino (Bruno Henrique) |
| Técnico | Leonardo Jardim |
| Santos | |
|---|---|
| Jogadores | Gabriel Brazão; Zé Ivaldo (Gabigol), Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Oliva (Willian Arão), Gustavo Henrique e Bontempo (Zé Rafael); Barreal (Rollheiser), Thaciano (Moisés) e Lautaro Díaz |
| Técnico | Cuca |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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