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Flamengo vence o Bahia nos acréscimo e é líder do Brasileirão

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Em uma emocionante partida realizada no Maracanã nesta quinta-feira (20.06), o Flamengo reassumiu a liderança do Campeonato Brasileiro ao vencer o Bahia por 2 a 1.

Com o resultado, o Rubro-Negro carioca chegou aos 21 pontos, ultrapassando o rival Botafogo. Já o time baiano, que segue entre os líderes da Série A, caiu para a quinta posição com 18 pontos.

O primeiro gol da partida foi marcado pelo Flamengo, com Gerson balançando as redes no primeiro tempo. O Bahia não demorou para reagir e igualou o placar com um gol de Everaldo. Porém, nos acréscimos da etapa final, David Luiz garantiu a vitória do time carioca.

O confronto começou movimentado, com ambas as equipes buscando o ataque. O Flamengo teve mais posse de bola, mas o Bahia assustou primeiro com um chute forte de Cauly aos cinco minutos. O Rubro-Negro cresceu na partida e abriu o placar aos 23 minutos com um belo chute de Gerson.

Após o gol, o Bahia reagiu e conseguiu empatar com Everaldo aos 34 minutos. O restante da partida foi equilibrado, com boas chances para ambos os lados, mas foi nos acréscimos que o Flamengo garantiu a vitória, com um gol de David Luiz.

Com uma atuação sólida, o Flamengo assegurou os três pontos e a liderança do Brasileirão, mostrando sua força na competição e deixando os torcedores empolgados para os próximos desafios.

Na próxima rodada, o Flamengo terá um clássico contra o Fluminense no Maracanã, no domingo, às 16 horas (horário de Brasília). Enquanto isso, o Bahia receberá o Cruzeiro na Fonte Nova, também no domingo, no mesmo horário.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 2 X 1 BAHIA

Local: Estádio do Maracanã, RJ
Data: 20/06/2024
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC-Fifa)
Assistentes: Nailton Júnior de Sousa Oliveira (CE-Fifa) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)
VAR: Rafael Traci (SC)

GOLS: Gerson, aos 23 minutos do primeiro tempo; David Luiz, aos 48 minutos do segundo tempo (Flamengo) / Everaldo, aos 34 minutos do primeiro tempo (Bahia)
Cartões amarelos: Léo Ortiz (Flamengo) / Jean Lucas (Bahia)

FLAMENGO: Rossi; Wesley, David Luiz, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Cleiton); Léo Ortiz (Evertton), Gerson e Lorran (Gabriel); Luiz Araújo (Allan), Everton Cebolinha (Bruno Henrique) e Pedro. Técnico: Tite

BAHIA: Marcos Felipe; Gilberto, Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba; Caio Alexandre (Rezende), Jean Lucas, Everton Ribeiro (De Pena) e Cauly (Biel); Everaldo (Ademir) e Thaciano (Estupiñan). Técnico: Rogério Ceni

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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