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Cruzeiro anuncia contratação de Gerson em negócio recorde para o futebol brasileiro
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O Cruzeiro Esporte Clube agitou o mercado da bola neste sábado ao confirmar a contratação do meio-campista Gerson, ex-Zenit, da Rússia. O anúncio oficial foi feito por meio das redes sociais do clube, acompanhado de um vídeo que selou o retorno do jogador ao futebol brasileiro, desta vez vestindo a camisa celeste.
Gerson, de 28 anos, posou com a camisa de número 97 da Raposa, recebendo-a das mãos de Pedro Lourenço, presidente da SAF do Cruzeiro. No vídeo, o atleta expressou sua empolgação com a nova fase, declarando: “Agora eu sou Cabuloso. Vapo!”. O contrato firmado com o clube mineiro tem validade até o final de 2030, sinalizando um projeto de longo prazo.
Transferência milionária bate recorde histórico
A chegada de Gerson ao Cruzeiro não é notável apenas pelo nome do jogador, mas também pelos valores envolvidos na transação. A negociação total pode atingir a cifra astronômica de 30 milhões de euros (aproximadamente R$ 188,6 milhões na cotação atual), sendo 27 milhões de euros fixos (cerca de R$ 169 milhões) e 3 milhões de euros (aproximadamente R$ 18,9 milhões) vinculados a metas de desempenho.
Esses números catapultam Gerson para o posto de jogador mais caro da história do futebol brasileiro, superando o recorde anterior estabelecido pelo Palmeiras na contratação de Vitor Roque em 2025, que custou 25 milhões de euros (R$ 157 milhões).
Passagem relâmpago pela Rússia e auge no Flamengo
Antes de desembarcar em Belo Horizonte, Gerson teve uma breve passagem pelo Zenit, da Rússia. Ele foi contratado pelo clube russo após o Mundial de Clubes de julho de 2025, mas sua estadia foi curta, participando de apenas 15 jogos e marcando dois gols. Curiosamente, no mesmo ano, o meia havia renovado seu vínculo com o Flamengo até 2030.
Foi no Rubro-Negro Carioca que Gerson viveu o período de maior brilho em sua carreira. Em duas passagens (2019-2021 e 2023-2025), o “Coringa” disputou 253 jogos, contribuindo com 19 gols e 34 assistências. Sua performance consistente lhe rendeu convocações frequentes para a Seleção Brasileira.
Além dos números individuais, Gerson foi peça fundamental em um dos períodos mais vitoriosos da história do Flamengo, empilhando títulos importantes como três Supercopas do Brasil, três Campeonatos Brasileiros, duas Copas Libertadores, uma Recopa Sul-Americana, uma Copa do Brasil e quatro Campeonatos Cariocas.
A contratação de Gerson pelo Cruzeiro demonstra a ambição do clube mineiro em reforçar seu elenco e disputar grandes títulos, apostando em um jogador com histórico vitorioso e grande projeção no cenário nacional e internacional.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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