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Corinthians empata com Cuiabá em confronto emocionante na Neo Química Arena

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Em um confronto válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentou o Cuiabá nesta quarta-feira (26/06), e saiu com um empate por 1 a 1. A partida, disputada na Neo Química Arena, foi marcada por momentos intensos e decisivos, incluindo um pênalti defendido por Matheus Donelli que evitou uma derrota do Timão.

Logo aos cinco minutos de jogo, o zagueiro Marllon abriu o placar para o Cuiabá, aproveitando um descuido da defesa corintiana em uma cobrança de escanteio.

O Corinthians buscou reagir, assumindo o controle do jogo, mas enfrentou dificuldades para superar o goleiro Walter. Wesley e Hugo tiveram chances de marcar, mas não conseguiram vencer o arqueiro adversário.

No segundo tempo, o Cuiabá teve a oportunidade de ampliar sua vantagem com um pênalti assinalado a favor do time visitante. No entanto, Pitta parou na defesa espetacular de Matheus Donelli, trazendo alívio e empolgação para a torcida corintiana.

Mesmo pressionando em busca do empate, o Corinthians encontrou dificuldades para furar a defesa bem montada do Cuiabá. Aos 34 minutos, Lucas Fernandes quase marcou para os visitantes, mas Donelli fez outra grande defesa.

Quando a derrota parecia iminente, o Corinthians conseguiu igualar o placar aos 39 minutos com um belo gol de Matheus Bidu, que acertou um chute certeiro pelo lado esquerdo, sem dar chances para Walter. O empate foi comemorado pelos jogadores e torcedores do Timão, que continuam em uma situação delicada na tabela, ocupando a 18ª posição com nove pontos.

Na próxima rodada, o Corinthians terá um clássico contra o Palmeiras no Allianz Parque, enquanto o Cuiabá enfrentará o Red Bull Bragantino na Arena Pantanal.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 X 1 CUIABÁ

Local: Neo Química Arena, em São Paulo (SP)
Data: 26/06/2024
Horário: às 20 horas
Árbitro: Fabio Augusto Santos Sa Junior (SE)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG) e Felipe Alan Costa de Oliveira (MG)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (Fifa-RJ)
Público total: 38.473 pessoas
Renda: R$ 2.099.895,00
Cartões amarelos:
Léo Mana, Cacá, Matheuzinho (Corinthians); Alan Empereur, Filipe Augusto, Clayson e Lucas Fernandes (Cuiabá)

Gols: Marllon, aos 5 do 1ºT (Cuiabá). Matheus Bidu, aos 39 do 2ºT (Corinthians)

CORINTHIANS: Matheus Donelli; Léo Mana (Matheuzinho), Cacá, Caetano (Pedro Raul) e Hugo (Bidu); Raniele, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Igor Coronado (Kayke), Wesley (Gustavo Mosquito) e Yuri Alberto. Técnico: António Oliveira

CUIABÁ: Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Alan Empereur e Ramon; Lucas Mineiro, Denilson (Lucas Fernandes) e Filipe Augusto (Fernando Sobral); Jonathan Cafú (Eliel), Clayson (Derik Lacerda) e Isidro Pitta (Bruno Alves). Técnico: Petit

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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