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Brasil empata com a Costa Rica na estreia da Copa América e decepciona torcedor

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Nesta segunda-feira (24.06), o Brasil empatou sem gols com a Costa Rica no SoFi Stadium, em Inglewood, região metropolitana de Los Angeles, pela estreia na Copa América. O time comandado por Dorival Júnior até balançou as redes com Marquinhos no primeiro tempo, mas o VAR anulou o lance por impedimento do zagueiro. A Seleção Brasileira não conseguiu superar a retranca adversária, apesar de ter criado inúmeras chances de perigo. Neymar, em fase final de recuperação de sua lesão no joelho esquerdo, esteve no estádio acompanhando o Brasil.

Com o resultado, o Brasil perdeu a oportunidade de empatar com a Colômbia, que venceu o Paraguai, na liderança do Grupo D da competição. Com apenas um ponto, o time verde e amarelo ocupa a segunda colocação da chave ao lado da Costa Rica.

Primeiro tempo

A Seleção Brasileira impôs seu ritmo de jogo desde o começo e logo aos seis minutos criou a primeira oportunidade de gol. Danilo achou um bom passe em profundidade para Raphinha, que invadiu a área e bateu em cima do goleiro costarriquenho.

Pouco depois, foi a vez de Rodrygo tabelar com Lucas Paquetá, invadir a área, se livrar da marcação e bater rasteiro, cruzado, tirando tinta da trave. O camisa 10 da Seleção Brasileira, aliás, foi o destaque do primeiro tempo, protagonizando as melhores jogadas.

Aos 22 minutos, Rodrygo puxou o contra-ataque e abriu na esquerda para Vinícius Júnior, que tocou para Paquetá na entrada da área. O camisa 8 da Seleção tinha liberdade suficiente para dominar a bola, mas preferiu bater de primeira, não conseguindo pegar em cheio, mandando para fora.

 Gol anulado

De tanto insistir, a Seleção Brasileira foi premiada com o gol aos 29 minutos. Raphinha cobrou falta pela esquerda, Rodrygo desviou de ombro no primeiro pau e Marquinhos apareceu no segundo para completar para o fundo das redes, abrindo o placar para o Brasil contra a Costa Rica. Porém, após revisão do VAR, o lance foi anulado por impedimento do zagueiro.

Antes do intervalo, o Brasil ainda teve outras duas chances para, enfim, abrir o placar, mas sem sucesso. Na primeira, Vinícius Jr. foi para cima da marcação, chegou na linha de fundo e cruzou para Paquetá, que mais uma vez apareceu na entrada da área para finalizar de primeira, desta vez sem deixar a bola cair no chão, mas mandou para fora. Já na segunda, Rodrygo costurou a marcação na entrada da área e soltou a bomba, mandando por cima do travessão.

Segundo Tempo

Na etapa complementar, nada de novo foi visto. O Brasil continuou tendo o controle total da partida. Aos 14 minutos, Paquetá deu passe de letra para Raphinha, que entrou na área e tocou para Vinícius Júnior também acionar Rodrygo de letra. O camisa 10 chegou batendo para o gol, mas a zaga costarriquenha conseguiu travar o chute na hora “h”.

Pouco depois, aos 17 minutos, Lucas Paquetá ficou com a bola dominada na entrada da área e soltou a bomba, carimbando a trave da Costa Rica. Foi a melhor chance do Brasil até então.

Entrada de Endrick

Aos 25 minutos do segundo tempo, o técnico Dorival Júnior decidiu promover a entrada de Endrick na vaga de Vinícius Júnior, que não fez uma boa partida nesta segunda-feira, na esperança de fortalecer seu sistema ofensivo e chegar ao gol.

No minuto seguinte, quase a Seleção balançou as redes. Savinho, que substituiu Raphinha, chegou na linha de fundo e cruzou no segundo pau. Quirós apareceu para tirar o perigo de cabeça, mas acabou jogando contra o próprio gol, exigindo grande defesa do goleiro Sequeira.

Mais tarde, aos 33 minutos, Paquetá deu um lindo drible no marcador dentro da área e tocou para trás, encontrando Guilherme Arana, que bateu de primeira, obrigando Sequeira a fazer outra ótima intervenção para evitar o gol do Brasil.

Nos últimos minutos, o Brasil foi com tudo para cima da Costa Rica na intenção de, enfim, furar a retranca adversária. Aos 45 minutos, Bruno Guimarães ficou com o grito de gol entalado na garganta ao receber de Savinho após linda jogada do ponta direita e bater de primeira, buscando o ângulo, tirando tinta do travessão. Assim, coube aos comandados de Dorival Júnior se conformarem com o frustrante empate na estreia na Copa América.

Próximos confrontos

O Brasil volta a entrar em campo na próxima sexta-feira, às 22h (de Brasília), no Allegiant Stadium, em Las Vegas, contra o Paraguai. Já a Costa Rica terá pela frente a Colômbia, no mesmo dia, mas um pouco mais cedo, às 19h, em Phoenix.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0 X 0 COSTA RICA 

Local: SoFi Stadium, em Inglewood (EUA)
Data: 24/06/2024
Horário: 22 horas
Árbitro: Cesar Arturo Palanzuelos (MEX)
Assistentes: Alberto Morin Mendez (MEX) e Marco Antonio Mendiola (MEX)
VAR: Guillermo Pachelo Larios (MEX)
Cartões amarelos: Calvo, Ugalde (Costa Rica); Militão (Brasil)

BRASIL: Alisson; Danilo, Militão, Marquinhos e Arana; João Gomes (Gabriel Martinelli), Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha (Savinho), Vinícius Jr (Endrick). e Rodrygo. Técnico: Dorival Júnior.

COSTA RICA: Sequeira; Quirós, Mitchell, Vargas, Calvo e Lassiter (Mora); Brenes (Alejandro Bran), Galo e Brandon Aguilera (Taylor); Ugalde (Madrigal) e Zamora (Campbell). Técnico: Gustavo Alfaro.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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