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Botafogo perde para Nacional Potosí e sai em desvantagem na Libertadores

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O Botafogo amargou sua sexta derrota consecutiva na temporada ao ser superado pelo Nacional Potosí por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (18.02), no jogo de ida da segunda fase preliminar da Copa Libertadores. O confronto, disputado no desafiador Estádio Víctor Agustín Ugarte, em Potosí, a 4.090 metros de altitude, foi marcado pelas dificuldades impostas pelo cenário boliviano, deixando o time carioca em situação delicada para a partida de volta.

O único gol do embate veio logo no primeiro minuto do segundo tempo, com o lateral-direito Baldomar aproveitando uma cobrança de falta ensaiada para cabecear firme e balançar as redes de Léo Linck. O gol deu ao Nacional Potosí a vantagem mínima necessária para a decisão no Rio de Janeiro.

O jogo

No primeiro tempo, o Nacional Potosí tentou impor seu ritmo, explorando as bolas paradas. Otormin teve uma chance em cobrança de falta que passou por cima, e Baldomar, em escanteio, cabeceou para a trave após desvio em Alex Telles. O goleiro Léo Linck também foi acionado em chute de Otormin. O Botafogo, por sua vez, demonstrou dificuldade na saída de bola e na adaptação à altitude, mas conseguiu criar duas oportunidades no final da etapa inicial, com Barrera e Newton finalizando perto do gol adversário.

Segundo tempo

A volta do intervalo foi fatal para o Alvinegro. Com menos de um minuto, Baldomar abriu o placar, colocando o time boliviano em vantagem. A equipe de Martín Anselmi buscou reagir e teve sua melhor chance aos nove minutos, quando Vitinho cruzou rasteiro e Montoro, dentro da pequena área, acertou a trave, perdendo a oportunidade de igualar o marcador. O Nacional Potosí ainda teve um gol anulado por impedimento e continuou a ameaçar, enquanto o Botafogo parecia sentir os efeitos da altitude, priorizando a manutenção da desvantagem mínima.

Cenário para a Volta

Com o resultado, o Botafogo terá que reverter o placar no jogo de volta, que será realizado na próxima quarta-feira (25) no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Para garantir a classificação direta à próxima fase, os alvinegros precisarão vencer por dois ou mais gols de diferença. Um triunfo por apenas um gol levará a decisão para os pênaltis. O Nacional Potosí, por sua vez, jogará por um empate para avançar.

FICHA TÉCNICA
                                                  Nacional Potosí 1 X 0 Botafogo
Competição 2ª rodada da Pré-Libertadores (jogo de ida)
Local Estádio Víctor Agustín Ugarte
Data 18 de fevereiro de 2026
Horário 21h30 (de Brasília)
Gols Baldomar, aos 1′ do 2ºT (Nacional Potosí)
Cartões Amarelos Mateo Ponte, Newton e Barrera (Botafogo)
Arbitragem Árbitro: Augusto Aragon (Equador)
Assistentes: Ricardo Baren (Equador) e Dennys Guerrero (Equador)
VAR: Gabriel González (Equador)
Nacional Potosí Galindo, Baldomar, Restrepo, Demiquel e Torrico (Orellana); Azogue, Nuñez (Rojas), Otormin (Hoyos) e Solis (Abastoflor); Álvarez e Villalba (Tobar)
Técnico: Leonardo Egüez
 Botafogo Léo Linck, Barboza, Bastos e Mateo Ponte (Ythallo); Vitinho, Wallace Davi (Villalba), Newton e Alex Telles; Montoro (Kauan Toledo), Barrera (Marquinhos) e Matheus Martins (Kadir)
Técnico: Martín Anselmi

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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