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PIB cresce 0,2% no segundo trimestre e mantém recuperação

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Comércio e consumo das famílias foram as principais influências para a variação positiva, segundo o IBGE

Da Redação

 

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresce 0,2% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Ainda segundo o instituto, o PIB do segundo trimestre do ano totalizou R$ 1,639 trilhão.

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 0,50% a crescimento de 0,30%, que resultou em mediana de 0%. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB também avançou 0,3% no segundo trimestre deste ano. O resultado ficou no teto das estimavas dos analistas, que previam desde uma queda de 0,80% a alta de 0,30%, com mediana também de estabilidade (0%).

 
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Com alta de 1,4% na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2017, o consumo das famílias voltou a registrar crescimento após nove trimestres. No trimestre passado, o indicador havia mostrado estabilidade (0,0%), e, neste segundo trimestre, registrou o primeiro crescimento em nove trimestres.

“O comércio, pelo lado da oferta, e o consumo das famílias, pelo lado da demanda, foram as principais influências para a variação positiva de 0,2% do PIB”, destaca Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

O crescimento nas despesas de consumo das famílias foi influenciado pela evolução de alguns indicadores macroeconômicos ao longo do trimestre, como a desaceleração da inflação, a redução da taxa básica de juros e o crescimento, em termos reais, da massa salarial.

O consumo do governo, por sua vez, caiu 0,9% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o consumo do governo mostrou queda de 2,4%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 0,7% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, a FBCF mostrou queda de 6,5%. 

O PIB de serviços subiu 0,6% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB de serviços mostrou queda de 0,3%. Já o resultado da agropecuária ficou estável (0,0%) no segundo trimestre contra o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB da agropecuária mostrou alta de 14,9%. O da indústria caiu 0,5% no segundo trimestre de 2017 ante o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, o PIB da indústria mostrou queda de 2,1%.

As exportações cresceram 0,5% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, as exportações mostraram alta de 2,5%.  As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, caíram 3,5% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, as importações mostraram queda de 3,3%. 

Relembre:  O PIB cresceu 1,0% no primeiro trimestre deste ano em relação ao quarto trimestre de 2016 e interrompeu um ciclo de oito quedas trimestrais consecutivas. O resultado foi comemorado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e pelo presidente da República, Michel Temer (PMDB). Logo após o resultado, Meirelles afirmou que o País “saiu da maior recessão do século”. No Twitter, o presidente disse que a alta foi resultado das medidas que estão sendo tomadas.

PIB

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic

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A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.

Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.

“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.

Comércio

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.

“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.

Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.

A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.

Centrais sindicais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.

“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.

Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.

A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.

“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.

Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.

A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.

Pressão por novos cortes

Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.

O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.



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