Economia
Petrobras descobre poço de gás em área de grande potencial na Colômbia
Economia
A Petrobras anunciou, nesta quarta-feira (18), a descoberta de acumulação de gás em um poço exploratório no litoral da Colômbia. O poço Copoazu-1 fica na Bacia de Guajira, no Mar do Caribe, a 36 quilômetros da costa.

De acordo com comunicado da companhia a investidores, o poço no Bloco GUA-OFF-0 fica em águas profundas, sob lâmina d’água de 964 metros, a 76 quilômetros da cidade de Santa Marta.
A Petrobras considera que a descoberta “consolida a província gasífera e o potencial de gás no offshore colombiano, ao mesmo tempo em que adiciona um maior volume de gás para contribuir com a segurança energética da região”.
O novo poço fica a 8 quilômetros de duas descobertas da Petrobras consideradas significantes: os poços Sirius-1 e Sirius-2. “Ressalta a relevância dentro do contexto exploratório do Bloco Gua-Off-0”, diz a estatal.
“Os intervalos portadores de gás foram constatados por meio de perfis elétricos e amostragem de fluido, confirmando presença de gás em outro objetivo além do objetivo principal, tornando a descoberta ainda mais relevante.”
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Consórcio
A perfuração do poço foi iniciada em 11 de novembro de 2025. A Petrobras atua na exploração e produção de petróleo e gás na Colômbia por meio da subsidiária Petrobras International Braspetro B.V – Sucursal Colômbia (PIB-COL).
A exploração foi feita em consórcio com a estatal colombiana Ecopetrol. Os colombianos detêm 55,56% do consórcio, e os brasileiros, 44,44%. Apesar de minoritária, a Petrobras é a operadora da exploração no bloco.
A Petrobras informou que a atuação no bloco exploratório colombiano está alinhada à estratégia de longo prazo que visa “recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria com outras empresas, assegurando o atendimento à demanda global de energia durante a transição energética”.
Campo gigante
A região onde estão os poços Sirius pode ser entendida como parte da margem equatorial, como afirmou a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, em 5 de dezembro de 2024.
Na ocasião, a estatal informou ter descoberto na região o maior reservatório de gás natural da história do país vizinho.
Apesar do grande volume de gás, a estatal brasileira afirmou, também na ocasião, que o destino da produção seria para o mercado de gás colombiano, devido à grande demanda do país.
Margem equatorial brasileira
Aqui no Brasil, a Petrobras obteve licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente – para exploração de petróleo na margem equatorial, em outubro do ano passado.
Em janeiro, a petroleira confirmou que houve um vazamento durante uma perfuração a 175 quilômetros do Amapá, na Margem Equatorial brasileira. Após a identificação do vazamento, a estatal precisa superar condições impostas pela Agência Nacional de Petróleo para retomar a exploração.
Petrobras no mundo
Além de na Colômbia e no Brasil, a Petrobras atua na produção de petróleo em outros países.
Na África, a estatal opera na Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul. Nas Américas, a empresa está presente na Bolívia, Argentina e Estados Unidos.
Economia
IBGE disponibiliza a partir de amanhã mapas-múndi inéditos
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) irá liberar, a partir de amanhã (7), Dia da Independência do Brasil, no site de sua loja, o acesso aos mapas-múndi do Brasil lançados de 2024 a 2026. A versão mais recente foi aprovada globalmente, na última sexta-feira (4), na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

A reunião é a oportunidade para que chefes de Estado e governo dos Estados-membros debatam tópicos mundiais e proponham deliberações que, embora não tenham força de lei, são dotadas de relevante carga política. No caso dos mapas-múndi, a votação foi encerrada com 164 países favoráveis à mudança e utilização da projeção Equal Earth, que se aproxima dos mapas disseminados pelo IBGE.
O único voto contrário foi dos Estados Unidos. Seis abstenções foram registradas.
Embora somente agora a pauta tenha ganhado destaque na assembleia, a reivindicação por uma representação mais fidedigna à realidade, com proporções corretas, é antiga. A fundamentação da proposta aprovada é resultado de um esforço da União Africana (UA), algo coerente, já que o continente africano é, desde o século 16, diminuído nos mapas-múndi adotados, assim como é a América do Sul.
Como referência daquela época até a atualidade, é usado um feito pelo cartógrafo Gerardus Mercator, para navegação e que espelha a percepção dos colonizadores. Regiões como a América do Norte e a Groenlândia nele aparecem ampliadas, sem corresponder às dimensões que têm concretamente.
“A adoção da projeção Equal Earth pela ONU reforça a posição da Diretoria de Geociências do IBGE de acompanhar de forma contínua as inovações cartográficas e de adotar representações do mundo que dialoguem com demandas sociais por mais equilíbrio e justiça na forma de mapear o nosso planeta”, argumenta Maria do Carmo Bueno, Diretora de Geociências do IBGE.
-
Política6 dias atrásIncentivo para instalação de data centers no Brasil é aprovado pelo Senado
-
Agricultura2 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Agricultura6 dias atrásMilho deve ocupar área recorde de 7,48 milhões de hectares na próxima safra
-
Política4 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Política3 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
-
Agricultura4 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Agricultura6 dias atrásAgronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre
-
Polícia7 dias atrásApós veto de Toffoli, YouTube e Instagram derrubam contas de Renan Santos no Brasil

