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Prefeitura de Sinop reforça apoio ao Corpo de Bombeiros no combate a incêndio e orienta população sobre prevenção

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, atuou em apoio ao 4º Batalhão Bombeiro Militar no combate a um incêndio de grandes proporções registrado na tarde desta quinta-feira (23), no bairro Alto da Glória. A ação conjunta reforça o compromisso do município com a proteção da população, do patrimônio e do meio ambiente, além de evidenciar a importância da integração entre os órgãos públicos em situações de emergência.

Assim que acionada, a Secretaria de Meio Ambiente disponibilizou um caminhão-pipa com capacidade para 15 mil litros de água e uma equipe capacitada para auxiliar diretamente nas ações de combate às chamas, prestando suporte ao trabalho desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros.

O incêndio teve início por volta das 15h e atingiu áreas de pastagens, capins, palhada de milho e leiras, avançando em direção a residências, empresas e armazéns. Em razão das condições climáticas desfavoráveis e das diversas frentes de propagação do fogo, as equipes concentraram esforços, inicialmente, na proteção das edificações ameaçadas.

Após aproximadamente cinco horas de trabalho, o incêndio foi controlado, sem registro de vítimas. Todas as residências, empresas e armazéns próximos à área atingida foram preservados. Estima-se que cerca de 160 hectares de vegetação tenham sido consumidos pelas chamas. Além das viaturas especializadas do Corpo de Bombeiros e do caminhão-pipa da Prefeitura, a operação contou com o apoio de maquinários de produtores rurais da região.

Além da atuação nas ocorrências, a secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Rúbia Naves, reforça o trabalho permanente de conscientização da população sobre os riscos provocados pelas queimadas, especialmente durante o período de estiagem, quando as condições climáticas favorecem a rápida propagação do fogo.

“Neste período de estiagem, todo cuidado faz a diferença. A Prefeitura de Sinop atua em parceria com o Corpo de Bombeiros sempre que necessário, disponibilizando estrutura, caminhão-pipa e pessoal capacitado para auxiliar no combate aos incêndios. Mas o mais importante é evitar que essas ocorrências aconteçam. Por isso, pedimos à população que não utilize fogo para limpar terrenos, queimar restos de poda ou qualquer outro material. Uma pequena chama pode se transformar rapidamente em um incêndio de grandes proporções, colocando em risco vidas, residências, empresas e causando sérios danos ao meio ambiente. A prevenção continua sendo a melhor forma de proteger nossa cidade”, disse ela.

A administração municipal orienta que a população não utilize fogo para limpeza de terrenos, descarte de resíduos vegetais ou qualquer outra finalidade. Além de representar risco à vida, ao patrimônio e ao meio ambiente, a prática é passível de responsabilização conforme a legislação ambiental vigente.

Em casos de focos de incêndio ou queimadas, a orientação é acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193, evitando qualquer tentativa de combate sem as condições adequadas de segurança.



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Com precatórios, previsão de déficit primário soma R$ 52 bilhões

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A queda na previsão de gastos obrigatórios fez a estimativa total de déficit primário para este ano cair de R$ 60,3 bilhões para R$ 52 bilhões. A previsão consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, enviado nesta sexta-feira (24) ao Congresso Nacional.

O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública. A estimativa considera os precatórios, que estão fora da meta fiscal até este ano após acordo fechado em 2023 com o Supremo Tribunal Federal (STF). Também há alguns gastos com defesa, saúde e educação excluídos da meta por lei.

Ao incluir os precatórios e as despesas fora do arcabouço fiscal, a previsão de gastos excluídos da meta de resultado primário está em R$ 62,8 bilhões, contra R$ 64,4 bilhões no relatório anterior. A estimativa de déficit primário total impacta diretamente o endividamento do governo.

Ao excluir os precatórios e as exceções do arcabouço fiscal, no entanto, o governo prevê superávit primário de R$ 10,8 bilhões. O superávit primário representa a economia de gastos do governo para pagar os juros da dívida pública.

Por causa dessa previsão de superávit, o governo não contingenciou verbas no Orçamento deste ano. Neste relatório, os Ministérios da Fazenda e do Planejamento desbloquearam R$ 5,7 bilhões.

Esse bloqueio é necessário para cumprir os limites de gastos do arcabouço fiscal, mas não está relacionado à meta de resultado primário. Com a liberação dos R$ 5,7 bilhões, o total bloqueado do Orçamento de 2026 caiu de R$ 23,7 bilhões para R$ 17,9 bilhões.

Despesas

O relatório bimestral prevê alta de R$ 12,3 bilhões nas receitas líquidas em relação ao valor aprovado no Orçamento de 2026, decorrentes principalmente do aumento na estimativa da arrecadação do Imposto de Renda, originária do crescimento da inflação após o início da guerra no Oriente Médio. 

A equipe econômica também estima um aumento de R$ 4 bilhões nas despesas totais.

Esse montante foi obtido da seguinte forma:

  •    –R$ 2,9 bilhões de gastos obrigatórios;
  •    +R$ 6,9 bilhões de gastos discricionários (não obrigatórios, dos quais R$ 5,7 bilhões vêm do desbloqueio.

Em relação aos gastos obrigatórios, as principais variações de despesas foram os seguintes:

  •    Despesas obrigatórios com controle de fluxo (gastos com saúde): +R$ 3,4 bilhões
  •    Abono e seguro-desemprego (defeso para pescadores): +R$ 1,6 bilhão.
  •    Pessoal e encargos sociais: -R$ 4,2 bilhões;
  •    Benefícios previdenciários: -R$ 3,2 bilhões;
  •    Benefício de Prestação Continuada (BPC): -R$ 3,2 bilhões;
  •    Demais despesas: -R$ 100 milhões.

Receitas administradas

Do lado das receitas administradas pelo Fisco, que representam os tributos, as principais variações foram as seguintes:

  •    Imposto de Renda: +R$ 12,7 bilhões (influenciado pela inflação e pelo desempenho de determinados setores da economia);
  •    Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): +R$ 5,6 bilhões;
  •    Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): +R$ 4,8 bilhões;
  •    Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): +R$ 4,4 bilhão.

Ao descontar as transferências para os estados e municípios, que aumentarão R$ 7 bilhões, a alta total das receitas líquidas ficou em R$ 12,3 bilhões.

Receitas não administradas

Em relação às receitas não administradas pela Receita Federal, o relatório reduziu a estimativa em R$ 4,3 bilhões. As principais variações foram as seguintes:

  •    Receitas próprias e de convênios: +R$ 600 milhões;
  •    Dividendos de estatais: +R$ 100 milhões;
  •    Contribuição do salário-educação: -R$ 500 milhões;
  •    Exploração de recursos naturais (royalties): -R$ 400 milhões, com redução da estimativa do preço médio do barril de petróleo de US$ 91,25 para US$ 79,16;
  •    Concessões: -R$ 100 milhões;
  •    Outras receitas não administradas: -R$ 4,1 bilhões.



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