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Ministro do Turismo diz que PEC das Praias tem pontos positivos

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, teceu elogios à chamada Proposta de Emenda Constitucional – PEC das Praias – que estabelece novas diretrizes para propriedade e gestão dos chamados terrenos de Marinha. 

A afirmação foi feita durante entrevista, nesta quarta-feira (19), ao programa Bom Dia, Ministro, exibido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo afirmou, apesar de polêmica, a proposta apresenta alguns pontos positivos, como uma maior arrecadação para o Poder Público, geração de emprego e renda, bem como investimentos “em locais onde não existe nenhuma infraestrutura instalada”.

As áreas de marinha são terrenos localizados em uma faixa de até 33 metros contados a partir da linha da maré alta. A PEC teve seu texto aprovado em dois turnos na Câmara dos Deputados e está em discussão no Senado.

“Esse tema virou um tema bastante polêmico, sobretudo com envolvimento de um jogador de futebol [Neymar] e uma atriz [Luana Piovani], que ficaram debatendo [em público o assunto]. Teve também uma grande emissora que botou um apelido, [dando a ideia] de que vai privatizar as praias. Quando um projeto adquire um apelido assim, muitas vezes acaba fugindo da realidade. Isso despertou o debate e a discussão sobre esse projeto que tem muitos pontos positivos”, disse o ministro.

Dimensão das versões

Na avaliação de Celso Sabino, esse projeto dificilmente será votado, devido ao “volume e à dimensão das versões que o impregnaram”.

“Eu não vejo nenhuma possibilidade de alguém chegar e dizer ‘olha, a partir de agora, ali na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, vamos atravessar uma corrente e só vai entrar quem pagar uma taxa porque eu vendi isso aqui para A ou para B. Acho que quem pensou isso aí tá realmente muito equivocado. Mas acho que [o assunto] merece um debate mais técnico e aprofundado”, argumentou.

Acrescentou que a legislação dessas regiões tangenciais a rios e oceanos diz que essas áreas pertencem ao governo federal, mas que existem pessoas morando nelas, bem como empresas que as exploram.

“Elas [habitantes e empresas] possuem legalmente direitos. Não de propriedade, que é do governo federal, mas de posse. Por essa posse, é pago uma espécie de um tributo anual. Se não me falha a memória, não é laudêmio”, disse ele referindo-se ao tributo chamado foro, pago anualmente pelo domínio útil da propriedade.

Arrecadação e investimentos

“O governo tem uma certa arrecadação com isso. Segundo esse projeto, uma pessoa que mora ali há 40 anos, naquela casa, poderia adquirir a propriedade. Não só a posse. O governo então teria uma arrecadação ampla com isso. Em vez de ter um faturamento, talvez de R$ 1 mil por ano, poderia vender aquela propriedade por milhões de reais. Multiplica isso por milhares de propriedades similares em todo o Brasil às margens de rios e de oceanos”, argumentou.

Outro ponto do projeto elogiado pelo ministro são os investimentos que poderiam ser feitos pela iniciativa privada nessas áreas. “Em todo mundo, você tem a instalação de grandes empreendimentos a custos altíssimos que empregam milhares de pessoas”, argumentou.

“No caso de praias em locais onde não existe nenhuma infraestrutura instalada, onde não vai ninguém; um lugar paradisíaco e atrativo, podemos atrair um grande empresário nacional e internacional para, ali, fazer um investimento. É como tem na Grécia, nos Estados Unidos, na Turquia e em outros lugares no mundo. Um empreendimento, de repente, vai investir bilhões de reais e gerar milhares de empregos diretos, movimentando a economia e arrecadando recursos com as pessoas que vão para lá se hospedar”, acrescentou.

Por fim, ele defendeu que o assunto seja debatido de forma “isenta de ideologia partidária ou ideologia política” e com “respeito ao direito adquirido de todos e com a propriedade garantida aos brasileiros dessas áreas”.  



Fonte: Agência Brasil

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BB recebe até 31 de outubro inscrições para projetos de impacto social

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Projetos de impacto social podem se inscrever até 31 de outubro para receber recursos do Banco do Brasil (BB). A instituição financeira abriu edital de 2026 do Programa Mãos Dadas, que também inclui projetos de saúde e, a partir deste ano, empreendimentos de reciclagem e de economia circular.

Podem participar iniciativas que já tenham sido aprovadas nos mecanismos de incentivo fiscal previstos no regulamento de cada modalidade.

A novidade desta edição é a inclusão de projetos amparados pela Lei de Incentivo à Reciclagem, que busca fortalecer a cadeia de reaproveitamento de resíduos, ampliar a coleta seletiva e promover a inclusão socioprodutiva de trabalhadores do setor.

Quem pode participar

O programa contempla duas frentes. A primeira mantém o apoio a projetos sociais e de saúde voltados a públicos específicos. A segunda é destinada a iniciativas de reciclagem e economia circular.

Na modalidade social e de saúde, podem concorrer projetos aprovados pelos seguintes mecanismos:

  • Conselhos e fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente;
  • Conselhos e fundos dos Direitos da Pessoa Idosa;
  • Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon);
  • Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Foco na reciclagem

Na nova modalidade ambiental, podem se inscrever organizações da sociedade civil, cooperativas e associações de catadores, fundações e instituições sem fins lucrativos. Os projetos precisam estar previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, conforme as regras específicas da seleção.

Entre as ações que poderão receber apoio estão:

  • Ampliação da coleta seletiva;
  • Fortalecimento de cooperativas e associações de catadores;
  • Geração de trabalho e renda;
  • Educação ambiental;
  • Desenvolvimento de soluções inovadoras para a economia circular;
  • Aumento da reciclagem e da recuperação de resíduos.

Entre os critérios de priorização estão projetos que promovam a inclusão socioprodutiva, ampliem a infraestrutura de reciclagem, fortaleçam a coleta seletiva e incentivem a educação ambiental e a inovação.

R$ 22 milhões em 2025

Criado em 2012, o Programa Mãos Dadas reúne recursos do Banco do Brasil e de suas entidades ligadas para apoiar iniciativas de interesse público em todo o país. Desde o início, foram destinados mais de R$ 300 milhões.

Em 2025, 31 entidades receberam um valor total de R$ 22 milhões. Segundo o banco, os projetos apoiados tiveram impacto social positivo estimado em 81 mil pessoas, distribuídas por 26 municípios.

Com a nova frente, a instituição pretende ampliar o apoio a iniciativas que combinem desenvolvimento social, preservação ambiental e geração de renda.

Quando sai o resultado

O resultado da seleção de 2026 deve ser divulgado em 7 de dezembro, no Portal BB. Os interessados devem consultar o regulamento específico de sua modalidade para verificar os requisitos e os procedimentos de inscrição.

Confira as principais informações:

  • Prazo: 13 a 31 de outubro de 2026.
  • Projetos sociais e de saúde: iniciativas aprovadas nos mecanismos de incentivo previstos no regulamento.
  • Projetos de reciclagem: iniciativas amparadas pela Lei de Incentivo à Reciclagem e previamente aprovadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
  • Resultado previsto: 7 de dezembro de 2026.
  • Dúvidas: bbinvestimentosocial@bb.com.br.
  • Informações e acesso: Portal BB — Programa Mãos Dadas.



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