Economia
Governo quer concluir privatização da Eletrobras até junho de 2018
Economia
Em esclarecimento, ministro Fernando Coelho Filho garantiu que a Eletronuclear e a Usina Hidrelétrica de Itaipú ficarão de fora do processo
Da Redação
O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou nesta terça-feira (12) que a privatização da Eletrobras deve ocorrer no primeiro semestre de 2018 paralelamente à recuperação da empresa.
De acordo com o anúncio feito na teleconferência a veículos de mídia internacional, em que Coelho Filho tratou das mudanças que estão ocorrendo nos segmentos de petróleo e gás, mineração e energia elétrica, o ministro ressaltou que o tempo é curto já que pretende vender distribuidoras e ativos da Eletrobras para dar liquidez às suas contas.
O anúncio da privatização da empresa foi anunciado em agosto pelo governo federal, com a redução da participação da União no capital da empresa.
Em esclarecimento, Coelho Filho garantiu que a Eletronuclear e a Usina Hidrelétrica de Itaipú ficarão de fora do processo.
O objetivo do governo é pulverizar o controle da empresa, estimulando a entrada de investidores privados na companhia, na bolsa de valores. “O governo só venderá ações da Eletrobras se a entrada de investidores não for suficiente para que a União fique com menos de 50% das ações na distribuição final da companhia”, disse o ministro.
Eletrobras
A futura empresa privada é responsável por um terço do total da geração de energia do País, o que equivale a 47 hidrelétricas, 114 termelétricas, duas termonucleares, 69 usinas eólicas e uma de caráter solar. Ao lado da Petrobras, Coelho Filho avalia que as estatais são as maiores vítimas da recessão e da má gestão dos últimos anos, quando se trata de companhias.
Leilões
Ainda neste mês acontecerá a 14ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, com participação de mais de 30 empresas. Em outubro, por outro lado, serão feitas duas rodadas de leilão do pré-sal. “Também foi anunciado leilões para 2018 e 2019, dando previsibilidade para as empresas e a indústria que se movimenta em torno do setor de óleo e gás”, acrescentou o ministro.
Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca)
Ao contrário das diversas críticas sobre a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), o ministro Coelho Filho explicou que ela pode ajudar a combater o garimpo ilegal. “A presença do Estado e da iniciativa privada vai expelindo a atividade que acontece de forma ilegal”, disse.
De acordo com o ministro, cabe ao seu Ministério às fiscalizações de atividades de mineração reguladas, e que as reservas ambientais federais e estaduais só poderão ser tocadas com a permissão de desenvolvimento de pesquisas, estudos e possivelmente no futuro, exploração da área dentro das limitações da legislação ambiental. Em relação aos valores da privatização da Eletrobras basta aguardar.
Fonte: Agência Brasil
Economia
Consumidores poderão escolher fornecedores de energia a partir de 2027
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12) o decreto que regulamenta o funcionamento do mercado livre de energia, que permite a venda direta a pequenos e médios consumidores de energia elétrica. Na prática, a medida permitirá aos consumidores escolher de quem comprará sua energia, de forma semelhante à que ocorre com a telefonia.

A medida vale para clientes atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV). Para consumidores industriais e comerciais, a regra começa a partir de novembro de 2027. Para os demais clientes, incluindo os residenciais, a escolha poderá ser feita a partir de novembro de 2028.
As regras não alteram a produção e transmissão de energia, que têm outras regulamentações.
O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), que será responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço. Essa função ficará com as distribuidoras de energia até o final de 2030, quando poderá ser exercida por outros agentes, abrindo ainda mais o mercado.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneell) fará essa regulamentação e é quem terá a responsabilidade de organizar a transição entre os ambientes regulado (atual) e livre. A ela caberá estabelecer as regras sobre informação e proteção ao consumidor.
Energia Sustentável
Outros três decretos foram assinados no mesmo evento, que regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e à captura e armazenamento de carbono.
Para a aviação foi criado o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), com regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo. A medida estabeleceu um prazo de dez anos, entre 2027 e 2037, para que o setor reduza suas emissões em 10%.
Foram definidas, ainda, as regras para certificação de combustível sustentável de aviação, tanto para importação quanto para produção nacional.
Foram criados também o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), além do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2).
Na prática foram estabelecidas responsabilidades sobre certificação, determinação de regras e estabelecimento de critérios para avaliar o hidrogênio frente a outros combustíveis sustentáveis, permitindo a entrada do Brasil de maneira definitiva neste mercado.
Quanto à regulamentação da captura e armazenamento de carbono, foi estabelecido o marco regulatório para a atividade, decisiva para o avanço da descarbonização da indústria nacional. Também determina que o Ministério das Minas e Energia (MME) lidere a construção de um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.
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