Economia
Farmácia Regional André Maggi registra 97 atendimentos no primeiro fim de semana e amplia acesso da população aos medicamentos
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A ampliação do atendimento da Farmácia Regional II André Maggi já demonstra resultados positivos para a população de Sinop. No primeiro fim de semana de funcionamento, realizado no sábado (11) e domingo (12), a unidade registrou 97 atendimentos, sendo 69 no sábado e 28 no domingo, garantindo mais acesso aos medicamentos e contribuindo para a continuidade dos tratamentos prescritos.
A iniciativa da Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, passou a disponibilizar o serviço de dispensação de medicamentos aos sábados e domingos, das 7h às 13h, beneficiando principalmente pacientes atendidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e trabalhadores que enfrentavam dificuldades para buscar os medicamentos durante os dias úteis.
A diretora do Departamento de Assistência Farmacêutica, Emily Nunes, destaca que a ampliação representa um importante avanço na oferta dos serviços de saúde do município. “O atendimento aos finais de semana representa um avanço muito importante para a população, principalmente quando falamos em acesso aos medicamentos. Muitas pessoas trabalham durante a semana e não conseguiam retirar seus medicamentos. Agora elas têm essa oportunidade também aos sábados e domingos. Além disso, conseguimos atender pacientes que passam pela UPA nos finais de semana e já iniciam o tratamento sem precisar esperar até segunda-feira”, explicou.
Emily também ressaltou que o funcionamento da farmácia aos finais de semana contribui para evitar a interrupção dos tratamentos medicamentosos. “Nosso objetivo é garantir que o paciente dê continuidade ao tratamento, sem interrupções, aumentando a eficácia da medicação e oferecendo mais qualidade na assistência prestada pela rede municipal de saúde”, acrescentou.
Somente nas primeiras três horas de funcionamento, no sábado, a unidade já havia ultrapassado a marca de 50 atendimentos. Segundo a diretora, a maior parte da demanda foi de pacientes atendidos na UPA, além de moradores que aproveitaram a abertura da farmácia para retirar medicamentos prescritos anteriormente.
Ela também agradeceu o comprometimento da equipe da Assistência Farmacêutica, que aderiu à ampliação do serviço. “Quero agradecer a toda a nossa equipe, que se colocou à disposição para trabalhar também aos finais de semana. Esse comprometimento dos servidores foi fundamental para que conseguíssemos oferecer esse novo serviço à população”, afirmou.
População aprova novo atendimento
Quem precisou utilizar o serviço já aprovou a novidade. A moradora do Jardim São Paulo, Mirian Oliveira, conta que aproveitou o atendimento logo no primeiro dia de funcionamento. “Para nós que trabalhamos durante a semana é muito difícil por causa da correria. Passei pela UPA na manhã de sábado, peguei a receita e já consegui retirar o medicamento. Foi uma maravilha. Espero que continue assim”, destacou.
A moradora do Jardim Primavera, Sandra Santos, também comemorou a iniciativa. Segundo ela, o novo horário evita que seja necessário sair do trabalho durante a semana para buscar os medicamentos. “Facilita muito. Eu trabalho até às cinco da tarde e esse é praticamente o único horário que tenho para vir. Abrir aos finais de semana ajuda bastante e evita precisar sair do serviço para retirar o medicamento”, relatou.
Atendimento
A Farmácia Regional II André Maggi funciona de segunda a sexta-feira, das 6h às 18h, e aos sábados e domingos, das 7h às 13h, exclusivamente para a dispensação de medicamentos.
Para o atendimento, é necessário apresentar a receita médica, documento oficial com foto, CPF e Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).
Localizada na Avenida André Maggi, nº 5.860, no Jardim Violetas, a unidade amplia o acesso da população aos medicamentos e reforça o compromisso da Prefeitura de Sinop em oferecer uma saúde pública cada vez mais humanizada, acessível e eficiente.
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Orçamento de 2027 tem estimativa de superávit de R$ 83,4 bilhões
Enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, o projeto do Orçamento de 2027 tem estimativa de superávit primário de R$ 83,4 bilhões. O valor é cerca de R$ 10 bilhões acima da meta de resultado positivo de R$ 73,2 bilhões, 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país).

No entanto, ao incluir gastos fora do arcabouço fiscal, a estimativa é de superávit de R$ 18,6 bilhões para o próximo ano.
“Uma das nossas mensagens centrais é que, no próximo ano, teremos um Orçamento equilibrado”, disse o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
O resultado primário representa a diferença entre receitas e gastos nas contas do governo sem os juros da dívida pública.
O arcabouço fiscal em vigor desde 2023 prevê uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB para cima ou para baixo, o que permite que o governo encerre o ano com superávit de 0,25% do PIB, sem descumprir a meta.
Para o próximo ano, a proposta do Orçamento prevê receitas totais líquidas de R$ 2,849 trilhões, o equivalente a 19,27% do PIB. As receitas líquidas excluem as transferências obrigatórias da União para estados e municípios.
As despesas totais estão estimadas em R$ 2,83 trilhões (19,14% do PIB), mas o valor usado para o cálculo do resultado primário representa apenas o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central). Ao confrontar as receitas e as despesas, o governo estima superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões (0,13% do PIB).
No entanto, ao excluir R$ 64,8 bilhões de gastos do cumprimento de meta, a previsão para as contas federais melhora, com a estimativa de superávit de R$ 83,4 bilhões, R$ 10,2 bilhões acima da meta de R$ 73,2 bilhões.
Por um acordo com o Supremo Tribunal Federal no fim de 2023, gastos com precatórios (dívidas do governo com sentença judicial definitiva) estão fora do cálculo da meta de resultado primário. Além disso, leis aprovadas nos últimos anos excluem alguns gastos com saúde, educação e defesa das metas fiscais.
Gatilhos
Em entrevista coletiva para apresentar o Orçamento de 2027, o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que gatilhos do arcabouço fiscal que limitam o crescimento de gastos estão fazendo efeito e segurando gastos obrigatórios, ocasionando uma folga em relação às metas fiscais.
Instituído pelo Artigo 6 do arcabouço fiscal, um dos gatilhos limita o crescimento dos gastos com servidores públicos a 0,6% acima da inflação, exceto os gastos com sentenças judiciais. O dispositivo deve gerar economia de cerca de R$ 9 bilhões no próximo ano.
Outro gatilho, instituído pelo artigo 14 do arcabouço fiscal, limita o crescimento de gastos legalmente vinculados, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a 2,5% acima da inflação.
O artigo também estabelece que receitas com a comercialização de petróleo, que subiram significativamente após o início da guerra no Oriente Médio, estão excluídas do cálculo de gastos atrelados à receita corrente líquida, como o piso da saúde.
Os limites do Artigo 14, informou o Ministério do Planejamento e Orçamento, gerarão economia adicional de R$ 8,9 bilhões.
Outro gatilho do arcabouço fiscal que entrará em vigor em 2027 será a proibição de criação e ampliação de benefícios fiscais, por causa do déficit fiscal registrado em 2025. O ministro Bruno Moretti não apresentou uma estimativa de economia por causa desse dispositivo.
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