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Cursos fortalecem geração de renda e o empreendedorismo em Várzea Grande

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Qualificação profissional certificou alunas dos cursos de unha em gel e patchwork. Ação despertou habilidades, incentivou novos começos e abriu perspectivas para que dezenas de alunas invistam no próprio futuro

A Prefeitura de Várzea Grande concluiu mais uma etapa do programa Capacita Mulher com a certificação das participantes dos cursos gratuitos de unha em gel e patchwork realizados no bairro Jardim Maringá. A iniciativa transformou o talento manual em oportunidade de renda e autonomia para mulheres várzea-grandenses.

Voltada à qualificação profissional e ao incentivo ao empreendedorismo feminino, a ação despertou habilidades, incentivou novos começos e abriu perspectivas para que dezenas de alunas invistam no próprio futuro.

Ao longo das aulas, as participantes tiveram acesso a todos os equipamentos necessários, além de suporte completo para o aprendizado, incluindo lanche durante os dias de formação.

O projeto é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o Instituto Elevart e conta com emenda parlamentar do deputado estadual Wilson Santos (PSD).

Ao todo, o Capacita Mulher prevê a formação de cerca de 200 mulheres nesta etapa, com turmas compostas, em média, por 18 alunas e carga horária distribuída ao longo de duas semanas.

A próxima fase do programa já está em planejamento e será realizada simultaneamente em 11 bairros de Várzea Grande, com novas inscrições a serem abertas em breve. A expectativa é ampliar ainda mais o alcance da iniciativa, fortalecendo políticas públicas voltadas à geração de renda, qualificação profissional e independência financeira feminina.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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Morre a demógrafa Elza Berquó, referência em estudos populacionais 

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Faleceu nesta quinta-feira (16), em São Paulo, aos 100 anos, a demógrafa Elza Salvatori Berquó. Professora e cientista, matemática em sua primeira formação, atuou por décadas na compreensão do Brasil, analisando dados demográficos e censitários.

Elza se destacou na articulação de alguns dos centros de pesquisa mais importantes do continente, fundamentais para entender o Brasil, sua urbanização e as transformações que marcaram nosso país entre as décadas de 1960 e 2000. 

Defendia o acesso aos métodos contraceptivos, ao aborto e aos direitos reprodutivos de forma consciente e esclarecida por toda a população, além de discutir, com persistência e rigor, problemas como a mortalidade infantil.

“Ela trouxe ao mesmo tempo o rigor acadêmico e o compromisso político com os direitos humanos, o que é uma coisa rara”, disse a fundadora da ONG Cepia Cidadania, Jacqueline Pitanguy, em entrevista ao programa Viva Maria, na Rádio Nacional. 

Natural de Guaxupé (MG), Elza estudou Matemática na Universidade Católica de Campinas, concluiu mestrado em Estatística pela Universidade de São Paulo (USP) em 1949 e fez Especialização em Bioestatística na Columbia University, USA, no ano seguinte.

Se destacou em 1965, ao analisar o desenvolvimento da população paulista a partir dos censos de 1940 e 1950. Atuando na Faculdade de Saúde Pública da USP, foi aposentada compulsoriamente em 1968.

No ano seguinte participou da fundação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), ao lado de Fernando Henrique Cardoso, Octávio Ianni, José Arthur Giannotti e outros intelectuais que a ditadura tentava calar.

“Elza é a história da demografia no Brasil e, particularmente, da Unicamp, que se tornou pioneira nos estudos na área e abriu um flanco importante para o desenvolvimento da pesquisa e do ensino”, disse o ex-coordenador do Nepo-Unicamp José Marcos Cunha. 

Berquó foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos de População da Unicamp (Nepo-Unicamp), que desde 2014 leva seu nome. A instituição também centralizou as comemorações de seu centenário, em outubro do ano passado, em justas homenagens a sua presença e legado. 

“Hoje é um dia triste porque perdemos uma mulher fantástica, uma cientista inspiradora. Mas, ao olhar para a vida de Elza, celebramos suas conquistas, as pessoas que ela formou, as instituições que criou e sua trajetória incrível”, comentou a cientista social, antropóloga e demógrafa Gláucia Marcondes, atual coordenadora do Nepo.

Em 1995, fundou e presidiu a Comissão Nacional de População e Desenvolvimento, órgão do governo federal que assessora a tomada de decisões estratégicas nesse campo.

“Elza Berquó, nossa primeira presidente da CNPD, acreditou profundamente no Brasil, contribui para a ampliação dos direitos humanos de todas as pessoas, viu pessoas atrás dos números e defendeu ao longo de toda sua vida, no marco dos seus 100 anos, a democracia e as políticas públicas baseadas em evidências”, aponta o presidente da CNPD, Richarlls Martins.

“Elza é a mãe da demografia brasileira, teve uma trajetória excepcional no desenvolvimento de instituições relevantes na área, como a criação da ABEP, do NEPO e da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento do Governo Federal (CNPD).”, afirmou o Acadêmico Eduardo Rios Neto, que trabalhou junto a Elza na ABEP.



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