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Após assembleia, ações do Magazine Luiza ultrapassam os R$ 600

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Reunião serviu para deliberar sobre o desdobramento da ação da companhia na razão de 1 para 8; companhia fechou entre as maiores altas da B3 com valorização de 10,22%

Da Redação

 

O Magazine Luiza realizou nesta segunda-feira, 4, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre o desdobramento da ação da companhia na razão de 1 para 8. Mesmo antes de anunciar ao mercado o resultado da votação dos acionistas, a ação superou os R$ 600, e fechou entre as maiores altas da B3. Dentro do Ibovespa, os destaques voltaram a ser as siderúrgicas, com valorizações que chegam aos dois dígitos neste início de setembro. Na ponta negativa, a estreia da Taesa no índice foi com realização de lucros, após subir quase 4% na última sexta.

Magazine Luiza ON fechou com alta de 10,22%, com a cotação de R$ 621,79. Com esse preço, a ação desdobrada em 8 passaria a valer R$ 77,72. Segundo operadores, a maior liquidez do ativo provocada pela operação, e os seguidos bons resultados recentes apresentados pela rede varejista devem impulsionar o papel no curto prazo.

Na semana passada, o BTG Pactual atualizou suas estimativas para o Magazine Luiza, projetando que em cinco anos, 50% da margem bruta venha das vendas online, sejam diretas ou por meio do marketplace. Para os analistas, o Magazine Luiza se posiciona melhor que seus concorrentes no e-commerce, que está em crescimento no Brasil. Para o BTG, a rede deve entregar resultados acima da média e ser um “concorrente vencedor” nas vendas pela internet.

“A grande aposta da rede para a próxima década é o marketplace”, declarou na última semana o presidente da rede, Frederico Trajano, após ter participado do evento Latam Retail Show, em São Paulo. O grande impulso foi dado no final de março, com a compra da startup de tecnologia IntegraCommerce, o que facilitou e acelerou a inclusão de novos vendedores na plataforma do Magazine Luiza. “Saímos de menos de 10 sellers no primeiro trimestre para mais de 350, e a perspectiva é chegar a 500 no final do ano”, afirmou Trajano.

Siderúrgicas. Em continuidade a um movimento recente, as siderúrgicas predominaram na lista de maiores altas do Ibovespa. Subiram Usiminas PNA (+7,89%, na máxima), novamente com desempenho acima de seus pares, Metalúrgica Gerdau PN (+5,03%), Gerdau PN (+2,54%) e CSN ON (+2,05%).

Em sua carteira recomendada para o mês de setembro, a XP Investimentos incluiu a Gerdau e retirou Usiminas. No entanto, a corretora ressalta que o momento é positivo para o setor, com sinais consistentes de recuperação da atividade econômica local, sobretudo na cadeia do aço. A troca foi justificada com uma realização de lucros com a ação da Usiminas, com retorno superior a 30% em agosto. Somente nestas duas primeiras sessões de setembro, o papel subiu 19%.

Na última sexta-feira, 1, a CSN informou que os debenturistas da 5ª emissão aprovaram não declarar o vencimento antecipado das emissões diante do descumprimento do prazo da companhia para divulgação das demonstrações financeiras de 2016, que ocorrerá até o dia 31 de outubro. Por isso, será pago um prêmio de 0,10% sobre o saldo remanescente.

As ações da Vale subiram 1,21% (ON) e 0,54% (PNA), mesmo em um dia de queda do minério de ferro na China. No entanto, analistas ressaltam que o prêmio do minério de ferro de melhor qualidade ainda está alto, o que beneficia a Vale, principalmente por conta de sua planta em Carajás (PA).

Taesa e Rumo. Movimentos de realização de lucros justificaram dois destaques negativos do Ibovespa hoje, segundo operadores. Rumo ON (-2,42%) e Taesa Unit (-1,71%). No caso da empresa de logística, a ação ainda acumula valorização próxima de 65% neste ano.

Já a Taesa subiu quase 4% na última sexta-feira. Profissionais do mercado lembram que o papel é muito influenciado pelo noticiário sobre a Cemig, já que é controlado pela estatal mineira, e está na lista de ativos que podem ser vendidos.

A Cemig poderá ter o prazo estendido para entregar ao governo garantias de que terá como pagar R$ 11 bilhões ao governo por quatro usinas que tiveram as concessões vencidas, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O objetivo da companhia é tentar, com isso, evitar que a União leiloe os ativos. A grande questão é que a empresa está com dificuldades de encontrar uma forma de pagar o valor. O prazo dado pelo governo foi no último dia 30 de agosto, mas até agora, de acordo com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a mineira ainda não se pronunciou.

O Ibovespa fechou em alta de 0,29%, aos 72.128,83 pontos. Em setembro, o índice acumula avanço de 1,83%, e em 2017, ganhos de 19,76%. O giro financeiro nesta segunda-feira de feriado nos Estados Unidos foi de R$ 5,42 bilhões, segundo dados preliminares.

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

 

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Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic

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A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), foi considerada insuficiente por entidades do setor produtivo e por representantes sindicais, que apontam efeitos negativos sobre investimentos, consumo e renda.

A Selic foi reduzida de 14,75% para 14,50% ao ano, mas, na avaliação dessas instituições, o nível ainda elevado dos juros continua pressionando a economia.

Indústria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que o corte foi tímido e mantém o custo do crédito em patamar elevado. Para a entidade, isso compromete investimentos e a competitividade do setor produtivo.

“O custo do capital continuará em um nível proibitivo, inviabilizando projetos e investimentos que poderiam ampliar a competitividade industrial”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A entidade também aponta deterioração financeira de empresas e famílias. “O endividamento das empresas e das famílias bate recorde mês a mês, fragilizando a saúde financeira de toda a economia”, completou.

Comércio

A Associação Paulista de Supermercados (APAS) também considera que o Banco Central poderia ter adotado uma redução mais significativa da taxa de juros.

“O Banco Central, desde a última reunião, já poderia ter ampliado o afrouxamento monetário”, afirmou o economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz.

Segundo Queiroz, o atual patamar da Selic penaliza a atividade econômica. “Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial, endividamento das famílias aumentando e o custo com o serviço da dívida também”, disse.

A entidade também destaca o efeito dos juros sobre os investimentos. “Há um estímulo muito grande ao capital especulativo, em detrimento do setor produtivo”, avaliou.

Centrais sindicais

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores (Contraf-CUT) critica o ritmo de queda da Selic e afirma que a política monetária tem impacto direto sobre a renda da população.

“A redução de 0,25% é muito pouco. O nível de endividamento das famílias está enorme”, afirmou a presidenta da entidade, Juvandia Moreira.

Ela ressalta que a taxa básica influencia todo o sistema financeiro. “Quando a Selic sobe, os bancos cobram mais caro no crédito. Quando cai, o crédito fica mais barato, mas essa redução ainda é insuficiente”, disse.

A Força Sindical também classificou a decisão como insuficiente e destacou impactos negativos sobre a economia.

“A redução foi tímida e mantém os juros em patamar elevado”, afirmou a entidade em nota.

Segundo a central, a política de juros altos afeta diretamente o crescimento do país. “Os juros restringem investimentos, freiam a produção e comprometem a geração de empregos e renda”, destacou.

A entidade também relaciona o cenário ao endividamento das famílias. “O alto nível de endividamento está diretamente ligado ao custo elevado do crédito”, concluiu.

Pressão por novos cortes

Apesar de representarem setores diferentes, as entidades convergem na avaliação de que há espaço para uma redução mais acelerada da taxa básica de juros.

O ponto em comum entre indústria, comércio e representantes dos trabalhadores é o diagnóstico de que o atual nível da Selic ainda impõe restrições relevantes ao crescimento econômico, ao crédito e ao consumo no país.



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