Economia
Bolsa fecha em máxima histórica com prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud
Economia
Diante de uma visão mais otimista em relação à política brasileira, Ibovespa sobe 1,70%, a 74.319 pontos nesta segunda-feira, 11; dólar à vista fechou em alta de 0,39%, aos R$ 3,10
Da Redação
A Bolsa brasileira teve um dia histórico nesta segunda-feira, com o Ibovespa fechando no patamar recorde de 74.319,21 pontos, alta de 1,70%. Já o dólar, após sete pregões seguidos de queda, avançou 0,39%, e fechou cotado a R$ 3,10.
A valorização generalizada na Bolsa brasileira foi atribuída a uma conjunção de fatores, internos e externos. Em Nova York, as bolsas tiveram ganhos expressivos, acima de 1%, refletindo fatores como a menor tensão geopolítica e o enfraquecimento do furacão Irma, cujos prejuízos devem ser menores que o inicialmente esperado. Internamente, contribuem os sinais de recuperação econômica e a contínua melhora de percepção dos investidores em relação ao cenário político.
Os cenários mais benignos levaram a um aumento do apetite do investidor estrangeiro por ativos de risco, o que vem dando sustentação às ações.
Análises gráficas também indicam que o Ibovespa tem fôlego para seguir em tendência de valorização. De acordo com a corretora Itaú, o índice superou uma forte resistência nos 74 mil pontos e, com isso, tende a buscar os patamares dos 77 mil pontos e, posteriormente, dos 82 mil pontos.
Na análise por ações, os destaques ficaram com Petrobras ON e PN, que avançaram 2,19% e 1,90%, respectivamente. Os preços do petróleo subiram na bolsa de Nova York, mas ficaram estáveis na de Londres. Vale ON avançou 1,77% e Itaú Unibanco PN ganhou 1,69%. O desempenho das ações de petróleo, mineração e financeiro tende a ser observado de perto nos próximos dias, uma vez que os papéis também estão testando patamares históricos.
Dólar. Ainda que o dólar tenha terminado em alta nesta segunda-feira, 11, o cenário externo e interno segue positivo. Os especialistas do mercado destacaram otimismo com a reforma da Previdência depois que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu que as discussões sobre a reforma foram retomadas. “A expectativa é que [a reforma] seja votada no Congresso em outubro”, escreveu o ministro em sua conta no Twitter.
Além disso, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, ressaltou que o País já está em recuperação e crescendo por dois trimestres consecutivos. “Mas do ponto de vista fiscal, a recuperação será ainda mais lenta e gradual e o ajuste nas contas públicas precisa ser profundo”, disse.
Contribuiu para o bom humor durante a manhã números melhores na projeções da inflação e do Produto Interno Bruto (PIB) na pesquisa semanal Focus. Para este ano, a estimativa de inflação passou de 3,38% para 3,14% e a do PIB cresceu de 0,50% para 0,60%.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Economia
Consumidores poderão escolher fornecedores de energia a partir de 2027
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12) o decreto que regulamenta o funcionamento do mercado livre de energia, que permite a venda direta a pequenos e médios consumidores de energia elétrica. Na prática, a medida permitirá aos consumidores escolher de quem comprará sua energia, de forma semelhante à que ocorre com a telefonia.

A medida vale para clientes atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV). Para consumidores industriais e comerciais, a regra começa a partir de novembro de 2027. Para os demais clientes, incluindo os residenciais, a escolha poderá ser feita a partir de novembro de 2028.
As regras não alteram a produção e transmissão de energia, que têm outras regulamentações.
O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), que será responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço. Essa função ficará com as distribuidoras de energia até o final de 2030, quando poderá ser exercida por outros agentes, abrindo ainda mais o mercado.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneell) fará essa regulamentação e é quem terá a responsabilidade de organizar a transição entre os ambientes regulado (atual) e livre. A ela caberá estabelecer as regras sobre informação e proteção ao consumidor.
Energia Sustentável
Outros três decretos foram assinados no mesmo evento, que regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e à captura e armazenamento de carbono.
Para a aviação foi criado o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), com regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo. A medida estabeleceu um prazo de dez anos, entre 2027 e 2037, para que o setor reduza suas emissões em 10%.
Foram definidas, ainda, as regras para certificação de combustível sustentável de aviação, tanto para importação quanto para produção nacional.
Foram criados também o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), além do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2).
Na prática foram estabelecidas responsabilidades sobre certificação, determinação de regras e estabelecimento de critérios para avaliar o hidrogênio frente a outros combustíveis sustentáveis, permitindo a entrada do Brasil de maneira definitiva neste mercado.
Quanto à regulamentação da captura e armazenamento de carbono, foi estabelecido o marco regulatório para a atividade, decisiva para o avanço da descarbonização da indústria nacional. Também determina que o Ministério das Minas e Energia (MME) lidere a construção de um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.
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