Economia
Governo não definiu data para devolução de R$ 180 bi do BNDES, diz ministro
Economia
Ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira afirmou que instituição tem ‘seus compromissos’ e que governo ‘não quer inviabilizar’ os empréstimos do banco
Da Redação
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse nesta segunda-feira, 11, que não tem uma data estipulada para que os recursos que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entrem no caixa do Tesouro.
Segundo reportagem do Estadao, o governo federal pediu oficialmente que o BNDES devolva, antecipadamente, R$ 180 bilhões dos empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional ao banco. Desse total, R$ 50 bilhões entrariam no caixa do governo ainda este ano, e R$ 130 bilhões no ano que vem.
“O BNDES tem seus compromissos e estamos discutindo as condições do banco em devolver o dinheiro”, disse Dyogo Oliveira. O ministro proferiu na manhã desta segunda palestra de uma hora e meia na abertura do 14º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.
Segundo Dyogo Oliveira, o que existe de prático, até agora, foi o pedido de devolução de recursos solicitado pelo governo. De acordo com o ministro, não há no governo nenhuma intenção de fazer algo com o BNDES que venha a prejudicar as suas atribuições, que inviabilize os empréstimos do banco.
“Não queremos fazer nada que inviabilize os empréstimos do BNDES”, disse o ministro.
O BNDES já se pronunciou sobre o caso, afirmando que sem os recursos do governo, o banco pode ter dificuldade em ampliar crédito para as empresas.
Segundo o diretor da Área Financeira e Internacional, Carlos Thadeu de Freitas Gomes, com os sinais de crescimento maior que o esperado, pode haver alta na demanda por empréstimos, mas o fluxo de caixa do banco de fomento não comportaria uma alta nos desembolsos junto da devolução bilionária.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Economia
Painel ajuda empresas a identificar oportunidades de negócios com a UE
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançou uma ferramenta para ajudar empresas a identificar oportunidades de negócios a partir do Acordo Mercosul – União Europeia (UE). O Painel Acordo Mercosul-União Europeia: Oportunidades por Estado foi lançado nesta sexta-feira (26) durante o encontro Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia, em São Paulo. 

O painel visa auxiliar as empresas a conhecerem os mercados do bloco europeu e a entenderem quais os produtos brasileiros que se beneficiam de redução ou eliminação gradual de tarifas previstas no acordo. No momento são 543 oportunidades de exportação com redução tarifária imediata para 25 países da UE, abrangendo setores como alimentos, máquinas e equipamentos, produtos químicos, artigos manufaturados e segmentos da indústria de transformação.
O encontro em São Paulo foi promovido pela ApexBrasil, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e teve a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que esteve à frente da pasta até abril.
O evento é voltado à qualificação da indústria na exportação direta para mercados de países do bloco. Houve destaque para ferramentas e programas de apoio às empresas exportadoras.
“Celebrado o acordo, o desafio é fazer negócios, ampliar vendas, aproveitar oportunidades”, afirmou Alckmin em discurso voltado a empresários e representantes do setor produtivo.
“Com esse acordo Mercosul-União Europeia, pode crescer ainda mais a corrente de comércio, com o Brasil exportando mais, a União Europeia também, e com aumento dos investimentos no país”, completou o vice-presidente, ao se referir ao acordo, que entrou em vigor em maio.
O bloco europeu é o segundo parceiro comercial do Brasil. Atualmente, o comércio entre o país e o bloco movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano. A UE também responde por metade dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. As possibilidades de expansão são consideráveis, principalmente para pequenas e médias empresas, que hoje tem uma participação minoritária no comércio entre os blocos.
“A assinatura do acordo abre novas perspectivas para o comércio entre os dois blocos, mas é fundamental que essas oportunidades cheguem às empresas”, destacou o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.
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