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Cade aprova transferência de ativos da Cemig em concessionárias

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Acordo firmado com a Taesa foi aprovado sem restrições; empresa deve pagar R$ 76,7 milhões pela transferência

Da Redação

 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições acordo firmado entre a Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, 25.

A operação consiste na transferência da totalidade das participações minoritárias detidas pela Cemig em três empresas concessionárias de transmissão de energia elétrica atuantes em Minas Gerais. Trata-se de Transleste, Transudeste e Transirapé, que, juntas, são denominadas Transmineiras.

Segundo parecer divulgado pelo Cade, o negócio envolve a aquisição de ativos correspondentes às linhas de transmissão Montes Claros/Irapé (345 kV), Itutinga/Juiz de Fora (345 kV) e Irapé/Araçuaí (230 kV).

“A operação tem em vista a concentração dos ativos de transmissão de energia elétrica em questão em uma única entidade empresarial, a Taesa. A iniciativa é justificada pelo intento de otimização da atual estrutura organizacional da Cemig, com vistas à redução de custos e à ampliação dos níveis de retorno de seus acionistas. Objetiva, do mesmo modo, a elevação dos níveis de eficácia e de rentabilidade da Taesa nos negócios de transmissão de energia elétrica”, cita o documento.

De acordo com as empresas, a Taesa pagará à Cemig R$ 76,71 milhões pela transferência dos ativos. Ainda pode ser pago um valor adicional de R$ 11,786 milhões, caso as Transmineiras tenham decisões favoráveis em processos judiciais que estão em curso.

O valor principal será corrigido pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e por 100% dos Depósitos Interfinanceiros (DI), a partir de 1º de janeiro de 2017. O valor adicional será corrigido pelo DI, também acumulado a partir de 1º de janeiro.

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

 

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BNDES tem lucro recorde de R$ 9,2 bi no primeiro semestre

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No primeiro semestre deste ano, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões, o que representou alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. Já no acumulado dos últimos 12 meses, até junho deste ano, o lucro recorrente alcançou R$ 17,1 bilhões, um recorde histórico para a instituição.

Para o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, os resultados do primeiro semestre foram bastante positivos.

“É um balanço extraordinário. É muito raro você conseguir combinar essas condições que estamos aqui apresentando hoje, com consistente e acelerado crescimento no volume de créditos e uma rentabilidade que é a segunda maior do mercado”, disse ele no final da manhã de hoje (12), em entrevista coletiva concedida na sede da instituição, em São Paulo.

Os ativos totais do banco, nesse primeiro trimestre, somaram R$ 1,05 trilhão, maior valor de sua da história, segundo o BNDES. Já a carteira de crédito alcançou R$ 684 bilhões, maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido, por sua vez, atingiu R$ 181 bilhões, maior patamar histórico.

Além disso, informou o banco, as aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões no período, aumento de 52% na comparação com o ano passado. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+ 91%) e agropecuária (+ 46%), que somaram, respectivamente, R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões. Já os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões, o que significou aumento de 27%, enquanto os créditos para a indústria atingiram R$ 22,5 bilhões, alta de 24%.

Por sua vez, o apoio às micro, pequenas e médias empresas somou R$ 108,2 bilhões, maior valor da história para o período, com alta de 22% sobre o mesmo período do ano passado.

Quanto à inadimplência registrada para 90 dias, ela se manteve praticamente estável, em torno de 0,05%, inferior à do Sistema Financeiro Nacional, que é 4,68% no geral e 0,66% para grandes empresas.

Diversificação

Durante a entrevista coletiva, Mercadante informou que o BNDES tem procurado diversificar sua carteira, investindo em novos setores e projetos como o carro voador, inteligência artificial, minerais críticos e terras raras. “Vamos entrar forte em terras raras, lítio e em mobilidade. Estamos financiando o PIB de toda indústria automotiva para fazer o elétrico flex para trazer o biocombustível junto com a mobilidade elétrica, que é uma rota tecnológica própria que o Brasil está perseguindo”, afirmou.

O presidente do banco explicou que o BNDES tem trabalhado em projetos de reconstrução e antecipado ações de prevenção e combate às mudanças climáticas. “Nós vamos ter novas emergências climáticas. O El Niño está vindo com força e tudo sinaliza que este ano já está muito mais quente no Brasil do que em 2024. Devemos ter muita chuva no sul, ondas de calor no Sudeste e muita seca no Norte e Nordeste. Então [o BNDES] vai ter que entrar [nesse tema]. Vamos ter que ajudar essas empresas, essas comunidades, essas famílias”, explicou.

 



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