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Justiça aprova chapa de Pivetta e Gisela após MPE questionar troca de vice

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A Justiça Eleitoral deferiu o Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da coligação “Mato Grosso Não Pode Parar”, garantindo a regularidade da chapa encabeçada pelo governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) e pela advogada Gisela Simona (União Brasil), candidata a vice-governadora.

A decisão foi assinada pelo juiz Pérsio Oliveira Landim, que reconheceu que a coligação cumpriu as exigências legais necessárias para participar das eleições de 2026. A análise ocorreu mesmo após o Ministério Público Eleitoral (MPE) apontar possíveis irregularidades envolvendo a mudança no nome escolhido para ocupar a vaga de vice na chapa.

Inicialmente, o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) integrava a composição como candidato a vice-governador. Posteriormente, ele deixou a chapa e foi substituído por Gisela Simona, mudança que motivou questionamentos do Ministério Público Eleitoral.

Ao analisar o processo, no entanto, o magistrado concluiu que os documentos e atos partidários apresentados estavam regulares. Segundo a decisão, os partidos que integram a coligação estão devidamente constituídos e as convenções partidárias ocorreram dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral, com as respectivas atas encaminhadas à Justiça.

Com o deferimento do DRAP, a coligação fica formalmente habilitada, no âmbito dos atos partidários, para disputar o Governo de Mato Grosso com Pivetta e Gisela Simona na composição.



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Mauro desafia investigação da PF e diz não ter “a menor dúvida” de que caso será arquivado

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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) afirmou estar tranquilo diante da investigação da Polícia Federal sobre o acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo do Estado e a Oi. Alvo da Operação Heritage, Mauro negou ter participado diretamente da formalização do acordo e disse acreditar que a investigação terminará com o arquivamento do caso.

“Não tenho a menor dúvida que será tudo arquivado porque o que o Estado de Mato Grosso, através da Procuradoria, fez, está absolutamente correto e legal”, afirmou durante entrevista ao Jornal Primeira Página.

Mauro sustentou que o acordo foi conduzido pela Procuradoria-Geral do Estado e afirmou que órgãos de controle já haviam analisado o procedimento. Segundo ele, manifestações do Ministério Público de Contas, do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público Estadual respaldariam a legalidade da negociação.

O ex-governador também comentou um dos pontos levantados na investigação: o intervalo de apenas três minutos entre o encaminhamento do processo à Procuradoria e a assinatura do acordo. Mauro afirmou que não assinou o documento e explicou que a formalização foi feita pelo então secretário de Governo, argumentando ainda que a rapidez na tramitação, especialmente no fim do expediente, não representa necessariamente uma irregularidade.

A Operação Heritage investiga suspeitas relacionadas ao acordo firmado em abril de 2024, que encerrou uma cobrança de ICMS inicialmente estimada em R$ 690 milhões por R$ 308 milhões. Entre as medidas adotadas no inquérito estão buscas, quebras de sigilos, bloqueio de bens e recolhimento de passaportes de investigados. Mauro também negou que recursos relacionados ao acordo tenham beneficiado fundos ligados à sua família.



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