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Vai à Câmara ‘filtro de relevância’ para reduzir excesso de recursos no STJ

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (1), projeto que cria um “filtro de relevância” no Superior Tribunal de Justiça (STJ). São regras para a Corte decidir se analisa ou não os chamados recursos especiais — aqueles em que se alega má aplicação da lei federal por um tribunal de segundo grau. Agora, a Câmara dos Deputados analisará o texto, salvo em caso de requerimento de senadores para votação em Plenário.

Pelo Projeto de Lei (PL) 3.085/2026, o recurso especial não será analisado se dois terços dos ministros não reconhecerem sua relevância. Eles devem considerar questões econômicas, políticas, sociais ou jurídicas que ultrapassem os interesses dos envolvidos no processo. A decisão é irrecorrível.

O relator, senador Sergio Moro (PL-PR), afirmou que o STJ está sobrecarregado de processos, o que diminui o tempo dedicado a estabelecer os precedentes a serem observados pelos demais magistrados. 

— Quando o cidadão perde [uma ação], é natural querer recorrer. Mas a racionalidade exige uma pirâmide, em que aos tribunais de primeira e segunda instâncias cabe fazer justiça no caso concreto. Ao STJ cabem os precedentes, para orientar as demais cortes. A proposta em nada impede o acesso à Justiça, que é assegurado pelas cortes ordinárias — opinou.

O projeto regulamenta a Emenda Constitucional 125, de 2022, que prevê a criação do filtro de relevância para aliviar a Corte de recursos especiais. Em 2024, a quantidade de ações julgadas foi a mesma de todo o período dos 11 primeiros anos de existência do órgão, justificou o senador Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente do Senado, que propôs o texto.

Regras

Quando a relevância for reconhecida, os efeitos processuais do recurso especial devem ser observados em outros processos do STJ e nas instâncias de origem da ação. Ou seja, o relator no STJ poderá determinar a suspensão total ou parcial das ações judiciais que tratem da mesma questão.

O texto também permite que o relator no STJ admita a manifestação de terceiros interessados na análise da relevância. 

O interessado pode entrar com uma reclamação no STJ, caso considere que a decisão no âmbito do recurso especial relevante foi aplicada indevidamente, desde que já esgotadas as instâncias ordinárias. Poderá haver multa de 20% do valor da causa, em caso de reclamação inadmissível, considerado ato atentatório à dignidade da Justiça.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Após ser alvo de operação, Hugo Garcia nega desvios e aponta disputa interna em instituto

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O candidato a deputado estadual Hugo Henrique Garcia (PSDB) negou ter cometido irregularidades durante sua passagem pela presidência do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT). Alvo da Operação Mandato Espúrio, deflagrada pela Polícia Civil, Hugo divulgou nota afirmando que as movimentações financeiras investigadas estavam relacionadas a pagamentos de serviços regularmente contratados pela entidade.

Segundo o candidato, sua atuação como presidente se limitava à autorização de pagamentos previstos em contratos firmados pelo instituto, com respaldo documental e fiscal. Hugo também sustentou que os serviços foram efetivamente prestados e destacou que, conforme sua versão, nenhuma das transferências investigadas teve ele como destinatário.

A operação foi deflagrada nesta terça-feira (25) para apurar supostas irregularidades na gestão do IMAFIR-MT, envolvendo movimentações que ultrapassam R$ 1 milhão. Entre as transações sob investigação estão uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil, destinada, segundo a apuração, a uma conta pessoal e a uma empresa ligada ao então diretor executivo do instituto, além de outra movimentação de R$ 270 mil para um escritório de advocacia.

Em sua defesa, Hugo afirmou ainda que o caso tem origem em uma disputa interna pela representação legal do instituto. Segundo ele, adversários estariam levando para a esfera criminal uma discussão que, em sua avaliação, deveria ser resolvida na Justiça Cível.

“Ao que tudo indica, os adversários de Hugo se valem indevidamente da seara criminal para resolver questão que deveria ser dirimida no âmbito cível”, diz trecho da nota divulgada pelo candidato. Hugo afirmou que irá colaborar com as investigações e disse confiar que a apuração demonstrará a regularidade de sua conduta.



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