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Superávit comercial cresce 10,8% em maio puxado por soja e cobre

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O aumento nas exportações de soja e de cobre fez o superávit da balança comercial crescer em maio, divulgou nesta quinta-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 7,823 bilhões.

O resultado representa alta de 10,8% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o superávit ficou em US$ 7,059 bilhões. Desde o início da série histórica, em 1989, o superávit é o quarto maior para o mês, só perdendo para maio de 2023 (US$ 10,978 bilhões), de 2021 (US$ 8,536 bilhões) e de 2024 (US$ 8,302 bilhões).

O valor das exportações e das importações ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 31,904 bilhões, alta de 6,6% em relação a maio do ano passado;
  • Importações: US$ 24,081 bilhões, alta de 5,3% na mesma comparação.

Tanto no caso das exportações como das importações, os valores são o segundo maior para meses de maio desde o início da série histórica. Em relação às exportações, só perde para o mesmo mês de 2023. Em relação às importações, para maio de 2022.

Acumulado

Nos cinco primeiros meses do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 32,662 bilhões, valor 34,2% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Além da recuperação das commodities (bens primários com cotação internacional), o crescimento deve-se à importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, operação que não se repetiu em 2026.

A composição ficou a seguinte:

  • Exportações: US$ 148,571 bilhões, alta de 8,7% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado;
  • Importações: US$ 115,908 bilhões, alta de 3,2% na mesma comparação.

O superávit acumulado é o terceiro maior da série histórica, só perdendo para os cinco primeiros meses de 2024 (US$ 35,227 bilhões) e de 2023 (US$ 34,540 bilhões).

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em maio variaram da seguinte forma em relação ao mesmo mês do ano passado:

  • Agropecuária: +9,8%, com alta de 6,1% no volume e de 2,8% no preço médio;
  • Indústria extrativa: -1,9%, puxada pelo petróleo, com queda de 26,6% no volume e crescimento de 33,8% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +9%, com alta de 1% no volume e de 7,4% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela alta das exportações em maio foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+14,6%); algodão bruto (+45,3%); e milho não moído, exceto milho doce (+267,2%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-9,3%); minério de ferro (-15,2%) compensados pelo crescimento das vendas de minério de cobre (+149,4%);
  • Indústria de transformação: carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+50,2%); combustíveis (+75,2%); e ouro não monetário (+56,7%).

Em valores absolutos, os dois itens que mais puxaram o crescimento mensal foi a soja, com alta de US$ 804,1 milhões nas exportações em relação a maio do ano passado, motivada pela safra e pela alta nos preços. Em seguida, vem o minério de cobre, com alta de US$ 617,9 milhões.

No caso do petróleo bruto, as exportações recuaram US$ 390,8 milhões, com o volume recuando 42,1%, apesar da alta de 56,7% no preço médio, provocada pela guerra no Oriente Médio. A queda no volume está parcialmente relacionada à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação de petróleo, imposta em meados de março como medida para segurar a alta dos combustíveis após o início do conflito.

Apesar do crescimento das exportações agropecuárias, as vendas de café despencaram em maio. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 297,6 milhões a menos do que em maio de 2025 (-24,5%). A queda deveu-se à redução de 8,6% no volume e de 13,4% no preço médio.

Importações

Em relação às importações, a alta está vinculada principalmente a veículos, cujas compras do exterior subiram US$ 833,5 milhões em maio na comparação com o mesmo mês de 2025. Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

  • Agropecuária: pescados (+38,1%); produtos hortícolas (+26,6%); e soja (+24,4%);
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos (exceto adubos) (+68,4%); carvão não aglomerado (+59,8%); e linhita e turfa (+115,1%);
  • Indústria de transformação: combustíveis (+45,2%); válvulas e tubos termiônicos (+49%); e automóveis de passageiros (+80,1%).

Projeções

Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, alta de 5,9% em relação ao resultado positivo de US$ 68,1 bilhões em 2025.

Segundo o Mdic, as exportações deverão encerrar o ano em US$ 364,2 bilhões, alta de 4,6% em relação a 2025. As importações deverão chegar a US$ 280,2 bilhões em 2026, aumento de 4,2% na comparação com o ano passado.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em julho. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão menos otimistas que a das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano com superávit de US$ 76,2 bilhões, projeção que subiu após o início da guerra no Oriente Médio.



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Atleta de Sinop é convocado para Seleção Brasileira de Futsal nos jogos Pan-Americano Universitário

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A Prefeitura de Sinop celebra mais uma importante conquista do esporte local com a convocação do goleiro Danilo de Oliveira Camilo para defender a Seleção Brasileira de Futsal nos IV Jogos Pan-Americanos Universitários (FISU America Games), realizados entre hoje (20) e 1º de agosto, em Lima, no Peru. O atleta integra a delegação brasileira que busca o bicampeonato da competição continental, após o título conquistado na edição de 2024, na Colômbia.

Morador de Sinop, Danilo conquistou espaço no cenário estadual e nacional após se destacar no futsal mato-grossense. A convocação veio depois da participação nos Jogos Universitários Mato-Grossenses (JUMs), quando chamou a atenção do técnico Marcus Penna, comandante da Seleção Brasileira Universitária.

“Eu tenho uns amigos que já jogam há bastante tempo lá. Um amigo me falou que o treinador estava à procura de um goleiro. Foi onde ele me indicou para jogar primeiro o JUMs. Nós fomos até Cuiabá, conseguimos ser campeões, e o treinador Marcus Penna falou que ia precisar de um goleiro para representar o Brasil no Pan-Americano, lá em Lima. Fiquei aguardando, até que ele confirmou e me mandou os dados. Foi onde tudo começou e eu confirmei que ia estar lá representando o Brasil”, contou.

A equipe brasileira é formada por 13 atletas, sendo dez deles e a comissão técnica de Mato Grosso. A base do elenco pertence à Faculdade FAIPE, de Cuiabá, atual campeã brasileira universitária de futsal, instituição que também representa o Brasil na competição continental.

Para Danilo, vestir a camisa da Seleção Brasileira representa a realização de um sonho construído com muito trabalho e dedicação. “Estou bastante ansioso. É a primeira vez que vou jogar em nível internacional, fora do Brasil. A gente assiste Copa do Mundo e pensa como seria representar o Brasil. Essa chance é fruto do meu trabalho, treinando aqui em Sinop, e também da ajuda dos amigos. Consegui essa vaga para representar o meu país e pode ter certeza que vou dar o meu melhor lá”, afirmou.

Natural de Baião, no Pará, Danilo chegou a Sinop ainda jovem, acompanhando a mãe em busca de melhores oportunidades. Foi na cidade que iniciou sua trajetória esportiva e encontrou o apoio necessário para desenvolver seu talento. “Quando cheguei aqui em Sinop, tive muita ajuda do Patrício, no começo. Foi onde consegui jogar no Sinop e alavancar mais a minha carreira, construir meu nome. Hoje vou a cidades vizinhas e as pessoas já me conhecem. Isso é graças a todo mundo que me ajudou até aqui”, destacou.

O responsável técnico da Diretoria de Esportes da Prefeitura de Sinop, Patrício Souza, acompanhou de perto o desenvolvimento do atleta e destaca que a convocação é resultado da dedicação de Danilo e do investimento realizado no esporte de base no município. “Danilo é uma pessoa muito humilde, muito parceiro. No primeiro contato que tivemos, ele demonstrou que queria participar e estar junto do nosso elenco. Nós demos essa oportunidade para ele. Hoje ficamos muito emocionados em ver ele colhendo todos esses frutos. Tenho certeza de que vai ser um dos melhores atletas do Estado. Tudo isso é fruto da competência e da humildade que ele tem”, apontou.

Patrício também ressalta que a conquista reforça a importância das políticas públicas voltadas ao fortalecimento das categorias de base. “A gente, dentro da gestão do prefeito Roberto Dorner e do vice Paulinho Abreu, dá muito fortalecimento para esses atletas da categoria de base. O Danilo é um espelho desse trabalho. Trouxemos ele para desenvolver o trabalho junto ao Clube Futsal Sinop, em parceria com a Prefeitura, e hoje estamos colhendo os frutos do que plantamos lá atrás”, acrescentou.

Emocionado, o goleiro fez questão de dedicar a conquista à mãe, que esteve ao seu lado durante toda a trajetória. “Quero agradecer à minha mãe. Ela vem lutando comigo desde o começo, desde onde a gente veio até onde estamos hoje. Só tenho a dizer que amo ela. É uma mulher sensacional”, concluiu.



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