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Comissão aprova regras mais rígidas para loteamentos em áreas sujeitas a alagamentos

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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou proposta que cria regras mais rígidas para a abertura de loteamentos em áreas sujeitas a alagamentos. O texto exige estudos técnicos prévios para garantir o escoamento seguro da água da chuva em eventos climáticos extremos.

A matéria altera a Lei do Parcelamento do Solo Urbano (Lei 6.766/79). O objetivo é evitar a construção de casas em zonas de perigo e prevenir tragédias climáticas, como as ocorridas no Rio Grande do Sul.

A comissão aprovou o substitutivo do relator, deputado Icaro de Valmir (Republicanos-SE), ao Projeto de Lei 1901/24, do deputado Zeca Dirceu (PT-PR).

O projeto original exigia estudos hidrológicos complexos para qualquer loteamento em área alagadiça. O relator concordou com o mérito, mas tornou a regra proporcional.

“O estudo técnico deverá observar critérios de proporcionalidade”, explicou Icaro de Valmir no parecer. A exigência vai variar conforme o tamanho da obra, o nível de risco do local e a capacidade da prefeitura.

Simulações computadorizadas complexas (modelagem hidrodinâmica) serão obrigatórias apenas em três situações:

  • Áreas classificadas como de alto risco;
  • Obras com grande impacto ambiental ou urbano;
  • Locais sem infraestrutura prévia de drenagem.

Transparência e participação
Pelo texto aprovado, o poder público deverá disponibilizar os estudos técnicos na internet para acesso da população. Em casos de obras com grande impacto na cidade, as prefeituras deverão realizar audiências ou consultas públicas com os moradores.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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Juíza nega pedido de Janaina e mantém maior tempo de TV para Medeiros

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A juíza auxiliar da propaganda eleitoral Glenda Moreira Borges, do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), negou o pedido apresentado pela candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) para alterar a divisão do tempo de propaganda eleitoral destinado aos candidatos da coligação Coração da Gente. Com a decisão, permanece, ao menos neste momento, a distribuição que garante ao deputado federal José Medeiros (PL) uma parcela maior do tempo de televisão.

Janaina havia recorrido à Justiça Eleitoral questionando a forma como as inserções foram divididas entre os partidos que compõem a coligação. O MDB defendia que, por disputarem o mesmo cargo e integrarem a mesma aliança, os candidatos ao Senado deveriam ter acesso igualitário ao tempo reservado à propaganda.

No entanto, a magistrada rejeitou a tentativa de modificar a divisão. A decisão representa uma vitória para Medeiros, que continuará com a maior fatia do tempo de TV dentro da coligação, enquanto Janaina terá que manter, por ora, o espaço definido no plano de mídia.

A disputa judicial expõe mais um ponto de tensão entre os dois candidatos, que, apesar de estarem na mesma coligação e concorrerem às duas vagas ao Senado, já enfrentaram divergências desde a formação da aliança eleitoral. Agora, o embate político entre os aliados chegou também à divisão do espaço na propaganda eleitoral.



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