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Comunidade Peixinho discute regularização fundiária e defesa dos pescadores

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O deputado estadual Eduardo Botelho (União) participou, na sexta-feira (13), de um encontro na comunidade de Peixinho, em Santo Antônio de Leverger, que reuniu autoridades municipais e lideranças locais para discutir demandas da comunidade e ações voltadas ao desenvolvimento da região.

O encontro contou com a presença da prefeita Francielli Magalhães (Podemos), do secretário de Governo Izaías Júnior, do vereador Rafael Silva (PL), do secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Dudu Moreira, do secretário de Agricultura, Sidnei Magalhães, além de diversas lideranças da comunidade.

Durante a reunião, Botelho destacou sua atuação em defesa da regularização fundiária em Mato Grosso e comentou sobre os entraves enfrentados no processo de emissão de escrituras. Segundo ele, há um grande volume de documentos parados nos cartórios, o que dificulta a segurança jurídica das famílias.

“Hoje nós temos mais de 50 mil escrituras paradas nos cartórios. Isso mostra o tamanho do desafio que precisamos enfrentar para garantir que as pessoas tenham o direito de possuir legalmente a sua propriedade”, afirmou o parlamentar.

Botelho também abordou uma das principais preocupações da população de Santo Antônio de Leverger, a atividade pesqueira. O deputado explicou que apresentou uma proposta de emenda ao Projeto de Lei nº 27/2024, que tratava de alterações à Lei nº 9.096, de 16 de janeiro de 2009, que dispõe sobre a Política de Pesca de Mato Grosso. Segundo ele, a emenda tinha como objetivo reduzir o prazo de restrição ao transporte de pescado. No entanto, a proposta foi rejeitada. O projeto foi posteriormente sancionado e deu origem à Lei nº 12.434/2024.

Segundo ele, a proposta de Emenda reduz o prazo da proibição para três anos, com previsão de revisão técnica após esse período.

“Em Santo Antônio existe uma situação muito delicada que é a pesca. Por isso, apresentei uma emenda para flexibilizar a lei, reduzindo o prazo de proibição de cinco para três anos, com uma revisão técnica depois desse período. Quase ninguém sabe desse trabalho que fiz na Assembleia. Naquele momento, nós não tínhamos votos suficientes para derrubar o projeto, então entendi que era importante apresentar essa emenda para buscar um equilíbrio”, explicou Botelho.

O secretário de Governo, Izaías Júnior, destacou o apoio do parlamentar à Baixada Cuiabana. Segundo ele, Botelho representa um importante elo de representação política para a região.

“Conhecemos a trajetória do deputado Eduardo Botelho e da sua família há muitos anos. Sabemos da sua dedicação e determinação. A Baixada Cuiabana passou muito tempo sem ter uma representação forte, e hoje ele cumpre esse papel com trabalho e compromisso com a nossa região”, finalizou.

A prefeita Francielli Magalhães e demais lideranças presentes reforçaram a importância do diálogo entre o Legislativo estadual e o município para buscar soluções para temas como infraestrutura, agricultura familiar, regularização fundiária e desenvolvimento econômico da região.

Fonte: ALMT – MT



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Rogerinho Dakar diz que operação investiga sua gestão no DAE e nega participação em eleição da Câmara

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O vereador Rogerinho Dakar (PSDB), de Várzea Grande, afirmou que as buscas realizadas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) em sua residência estão relacionadas à gestão dele à frente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), e não à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O parlamentar foi um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na manhã desta terça-feira (20).

Rogerinho negou envolvimento na disputa pelo comando do Legislativo e ressaltou que não participou da votação realizada em maio, cujo resultado foi posteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquele período, segundo ele, estava à frente do DAE.

De acordo com o vereador, os agentes recolheram documentos referentes à administração do departamento. Ele afirmou que já havia organizado um dossiê sobre sua passagem pelo órgão e defendeu que os registros sejam examinados pelas instituições responsáveis pelo controle da gestão pública.

O parlamentar declarou que, durante os cinco meses em que esteve à frente do DAE, foram realizadas 15 licitações e adotadas medidas para ampliar a transparência administrativa. Segundo ele, a documentação também foi encaminhada ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, à Prefeitura de Várzea Grande e à própria Câmara Municipal.

Vereador comenta vídeo com dinheiro

Durante a entrevista, Rogerinho também foi questionado sobre um vídeo que circulou nas redes sociais, no qual aparece com maços de dinheiro dentro de uma sacola. O parlamentar classificou as imagens como “totalmente fora de contexto”, mas não apresentou, na ocasião, explicações adicionais sobre a situação registrada.

A gravação foi mencionada em meio aos questionamentos sobre as suspeitas de compra de votos investigadas pelo Gaeco. Rogerinho, por sua vez, reiterou que não participou da eleição da Mesa Diretora e sustentou que as buscas em sua residência estão relacionadas aos documentos referentes à gestão do DAE.

Operação investiga suspeitas de corrupção

A Operação Cathedra Venalis apura possíveis irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, incluindo suspeitas de compra de votos, obtenção de vantagens indevidas e atuação de uma possível organização criminosa envolvendo agentes públicos.

Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A investigação busca reunir elementos para esclarecer as suspeitas.

A inclusão de Rogerinho Dakar entre os alvos da operação não representa comprovação de envolvimento em crimes. As circunstâncias das diligências e as responsabilidades individuais dos investigados deverão ser esclarecidas no decorrer da apuração.



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