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Flamengo vence Botafogo por 3 a 0 pelo Brasileirão

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Em um confronto que prometia agitar a 6ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Flamengo visitou o Botafogo neste sábado, no Estádio Nilton Santos, e garantiu uma vitória por 3 a 0. Samuel Lino, Léo Pereira e Pedro foram os responsáveis por selar o triunfo rubro-negro, que reconfigura as posições na tabela.

Com o resultado, o time da Gávea ascende à terceira colocação do Brasileirão, somando agora 10 pontos e com um jogo a menos, solidificando sua campanha inicial. Já o Botafogo, por sua vez, enfrenta um momento delicado, permanecendo com apenas três pontos e afundando na 17ª posição, abrindo a zona de rebaixamento.

O jogo

O clássico começou com ambos os times buscando o ataque. O Flamengo assustou cedo com Pedro, que após tabela com Carrascal, finalizou para fora. A resposta alvinegra veio em seguida, quando Alex Telles encontrou Medina livre na pequena área, mas o jogador não conseguiu converter a chance em gol.

Aos 12 minutos, o Flamengo abriu o placar. Em jogada iniciada por Varela, a bola sobrou para Samuel Lino, que chutou. O desvio em Bastos enganou o goleiro Raul, e a rede balançou para o time visitante. O Botafogo tentou reagir, com Arthur Cabral buscando espaços, mas a defesa rubro-negra se mostrou sólida.

Nos acréscimos da primeira etapa, a situação do Botafogo se complicou ainda mais. Aos 46, Léo Pereira cobrou uma falta magistral por cima da barreira, ampliando o marcador. Pouco depois, após revisão do VAR, Barboza foi expulso por puxar Pedro e impedir uma clara chance de gol, deixando o Glorioso com um a menos.

Com superioridade numérica, o Flamengo não demorou a liquidar a fatura no segundo tempo. Aos três minutos, Varela fez um cruzamento preciso pela direita, e Pedro, bem posicionado, apenas completou para o gol, marcando o terceiro e definitivo tento da partida. O Rubro-Negro ainda teve outras oportunidades com Samuel Lino e Lucas Paquetá, e chegou a ter um gol de Luiz Araújo anulado por falta.

Próximos desafios:

O Botafogo terá pela frente um difícil compromisso fora de casa, visitando o Palmeiras no Allianz Parque pela próxima rodada do Campeonato Brasileiro. Já o Flamengo retorna ao Maracanã para receber o Remo.

                                                                 FICHA TÉCNICA

Botafogo 0 x 3 Flamengo
Competição Campeonato Brasileiro – 5ª Rodada
Local Estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro
Data 14 de março de 2026 (sábado)
Horário 20h30 (de Brasília)
Gols (Flamengo) Samuel Lino (12′ 1ºT), Léo Pereira (46′ 1ºT), Pedro (3′ 2ºT)
Arbitragem Anderson Daronco (RS), Rafael da Silva Alves (RS), Brigida Cirilo Ferreira (AL)
Cartões Amarelos Alexander Barboza (BOT), Martin Anselmi (BOT), Erick Pulgar (FLA), Jorginho (FLA)
Cartão Vermelho Barboza (aos 46’1º T)
Botafogo Raul; Vitinho, Bastos, Alexander Barboza e Alex Telles; Allan (Ferraresi), Medina, Danilo e Barrera (Mateo Ponte); Matheus Martins (Newton) e Arthur Cabral (Júnior Santos). Técnico: Martin Anselmi.
Flamengo Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira (Vitão) e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Erick Pulgar (Evertton Araujo), Jorginho (Plata) e Lucas Paquetá; Carrascal (Luiz Araújo), Samuel Lino e Pedro. Técnico: Leonardo Jardim.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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