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Cruzeiro conquista Campeonato Mineiro após sete anos em final eletrizante contra o Atlético-MG

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O Cruzeiro quebrou um jejum de sete anos e sagrou-se campeão do Campeonato Mineiro neste domingo, após vencer o arquirrival Atlético-MG por 1 a 0, no Mineirão. O gol da vitória, marcado por Kaio Jorge, garantiu a taça para a Raposa em uma final de jogo único marcada por intensidade e fortes emoções.

A partida decisiva teve um primeiro tempo bastante disputado e físico. O Cruzeiro demonstrou maior controle da posse de bola, mas o ritmo foi constantemente interrompido por faltas, com 15 infrações registradas apenas nos 45 minutos iniciais, refletindo a rivalidade e a importância do confronto.

A etapa final trouxe o momento decisivo do jogo. Aos 15 minutos, Gerson avançou pela esquerda e fez um cruzamento preciso para Kaio Jorge. O atacante, de cabeça, não deu chances ao goleiro adversário, balançando as redes e colocando o Cruzeiro à frente. Na celebração, Kaio Jorge protagonizou uma provocação que esquentou ainda mais o clima no estáirão. Após o gol, a partida manteve-se tensa, com ambas as equipes lutando bravamente pela posse de bola. O apito final, no entanto, foi seguido por uma confusão generalizada envolvendo jogadores e comissões técnicas, evidenciando a paixão e a rivalidade do clássico.

Próximos desafios no Campeonato Brasileiro

O Cruzeiro já foca no Campeonato Brasileiro. A equipe celeste enfrentará o Flamengo no Maracanã, em uma partida válida pela competição nacional, na próxima segunda-feira, 11 de março, às 21h30 (horário de Brasília).

O Atlético-MG, após o revés na final, buscará a recuperação no Brasileirão. O Galo receberá o Internacional na Arena MRV, também na próxima segunda-feira, 11 de março, mas às 19h (horário de Brasília).

FICHA TÉCNICA
                                                          CRUZEIRO 1 X 0 ATLÉTICO-MG
Competição Campeonato Mineiro – Final
Local Mineirão
Data 08 de março de 2026 (domingo)
Horário 18h (de Brasília)
Cartões Amarelos Cruzeiro: Kaiki, Matheus Pereira, Villalba, Kaio Jorge, William
Atlético-MG: Vitor Hugo, Ruan, Natanael, Renan Lodi
Gols Kaio Jorge, aos 15′ do 2ºT (Cruzeiro)
 Cruzeiro Cássio, William, Fabrício Bruno, Villalba e Kaiki; Lucas Romero, Lucas Silva (Matheus Henrique), Gerson (Bruno Rodrigues), Christian e Matheus Pereira; Kaio Jorge (Wanderson).
Técnico: Tite
Atlético-MG Everson, Natanael (Preciado), Ruan, Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco, Victor Hugo (Alan Minda) e Bernard (Cassierra); Cissé (Igor Gomes) (Scarpa), Dudu e Hulk.
Técnico: Eduardo Domínguez

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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