Polícia Federal
PF prende 2 mulheres por contrabando de medicamentos emagrecedores
Polícia Federal
Divinópolis/MG. A Polícia Federal, com apoio da Polícia Civil de Alpinópolis/MG, cumpriu nesta quinta-feira (19/2), durante a Operação Good Shape, dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça Federal contra duas mulheres, investigadas por integrar uma rede de importação e distribuição ilegal de medicamentos emagrecedores contrabandeados, além de outros produtos, como celulares e perfumes.
As apurações apontaram que os medicamentos eram divulgados e comercializados por meio de plataformas digitais. A primeira investigada foi localizada no exterior e presa hoje (19) em Ciudad del Este, Paraguai, e será extraditada e entregue à Polícia Federal em Foz do Iguaçu. A segunda investigada foi presa em São José da Barra/MG.
Além das prisões, a Justiça Federal determinou o sequestro de bens e valores até o montante de R$ 500 mil, bem como o bloqueio das redes sociais utilizadas para a comercialização dos produtos ilícitos.
Os medicamentos comercializados são de marcas cuja importação é proibida no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por se tratarem de produtos sem registro no país e sem qualquer controle oficial de qualidade, segurança ou eficácia, havendo, inclusive, elevado índice de falsificação.
Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais
Contato: (31) 3168-6342
[email protected]
Fonte: Polícia Federal
Polícia Federal
Relatório final do grupo de trabalho sobre combate à misoginia será apresentado na próxima quarta-feira
A Câmara dos Deputados encerrou nesta quarta-feira (3) a fase de audiências públicas do grupo de trabalho que analisa o Projeto de Lei 896/23, que equipara a misoginia, definida como o ódio ou a aversão às mulheres, ao crime de racismo. O texto prevê penas de 2 a 5 anos de reclusão para combater discursos de ódio e a discriminação baseada na crença da supremacia masculina.
A coordenadora do colegiado, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), anunciou que o grupo ainda pode receber sugestões técnicas para construir a versão final do texto para votação. Segundo a deputada, o relatório será apresentado na próxima quarta-feira (10), às 14 horas. “Nós encerramos as audiências públicas e entramos na fase de receber contribuições textuais”, pontuou.
A última audiência pública reuniu juristas, pesquisadores e diplomatas para avaliar a eficiência jurídica da proposta. O objetivo é assegurar que os novos mecanismos possam ser aplicados de forma prática pelo sistema de Justiça e estejam alinhados com os princípios da Constituição Federal, como a liberdade de expressão e a dignidade humana.
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Cynthia Ohayon: direito francês prefere focar em “sexismo” ou “violência sexista e sexual”
Experiências estrangeiras
Representantes estrangeiros compartilharam as experiências de seus países. Simon Fairweather explicou que o Reino Unido incluiu gênero na lista de motivações de crimes de ódio. Pela legislação britânica, se um crime for motivado por hostilidade baseada no gênero, a pena se torna mais severa. O diplomata também destacou ações voltadas para o ambiente digital, como a proibição de aplicativos de inteligência artificial que tiram a roupa de mulheres em fotos sem autorização.
Já a representante da embaixada francesa, Cynthia Ohayon, afirmou que a lei da França evita o termo “misoginia” por considerá-lo amplo e subjetivo. O direito francês prefere focar em “sexismo” ou “violência sexista e sexual”. Ela detalhou que o país pune severamente o assédio de rua e ataques virtuais coordenados. Ela alertou, porém, que as leis sozinhas não resolvem o problema e apontou que a subnotificação e o arquivamento de casos ainda são desafios reais na França.
Decisões do STF
A presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB-SP, Maira Recchia, disse que o Brasil precisa de uma legislação específica para frear o aumento e a crueldade da violência de gênero, impulsionada por grupos organizados na internet.
Ela sugeriu que o projeto adote o termo “preconceito de gênero” ao lado da palavra misoginia, para alinhar o texto a decisões do Supremo Tribunal Federal. “A nossa liberdade de expressão encontra limite quando ela violenta o outro”, ressaltou a advogada.
Discurso de ódigo
A constitucionalista Alice Bianchini, presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas, garantiu que a proposta atende aos critérios técnicos necessários para integrar o sistema penal. Ela rebateu críticas de que o texto criaria um conceito vago e explicou que a proposta segue a mesma lógica das leis que já punem o racismo e a homotransfobia. “O discurso de ódio não está acobertado pela liberdade de expressão”, afirmou Bianchini.
O projeto, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), já foi aprovado pelo Senado. A proposta também dobra a pena prevista no Código Penal para crimes como injúria, difamação e calúnia cometidos contra mulheres em contexto de violência doméstica.
Se o texto for aprovado pela Câmara dos Deputados sem alterações, poderá seguir diretamente para a sanção presidencial.
Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes
-
Cidades4 dias atrásMoradores aprovam Acelera Mais Várzea Grande e destacam facilidade de acesso aos serviços públicos
-
Política4 dias atrásComarca de Juara promove roda de conversa sobre entrega voluntária para adoção
-
Política5 dias atrásPasso a passo: como configurar o autenticador no PJe
-
Política7 dias atrásProjeto que mantém benefícios tributários para o Terceiro Setor vai à Câmara
-
Cidades4 dias atrásPrefeitura de Várzea Grande entrega títulos definitivos a famílias do Jardim Manaíra
-
Polícia4 dias atrásPolícia Civil deflagrou operação contra investigados por homicídio ligado a facção em Tabaporã
-
Opinião7 dias atrásGrupo Revirado MT segue bombando com entrevista de Wender Madureira no PodRevirar
-
Polícia7 dias atrásOperação da Polícia Civil mira grupo que manipulava imagens de adolescentes e vendia como conteúdos pornográficos


