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Cruzeiro amarga empate com o Mirassol e segue sem vencer no Brasileirão

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O Cruzeiro amargou mais um tropeço no Campeonato Brasileiro ao empatar em 2 a 2 com o Mirassol, no Estádio Maião, nesta quarta-feira. O confronto, válido pela terceira rodada da competição, estendeu o jejum de vitórias da equipe mineira, que agora acumula duas derrotas e um empate, permanecendo na penúltima colocação da tabela, com apenas um ponto conquistado.

Enquanto isso, o Mirassol faz um bom início de torneio, figurando na terceira posição, com cinco pontos, demonstrando solidez em seus primeiros jogos.

O jogo

A partida foi marcada por reviravoltas. O Cruzeiro abriu o placar aos 22 minutos do primeiro tempo: após roubar a bola no campo de defesa, Lucas Romero conduziu o contra-ataque e serviu Wanderson, que invadiu a área e finalizou com sucesso, superando o goleiro Walter.

A vantagem celeste durou até os 38 minutos, quando o Mirassol chegou ao empate. Eduardo cabeceou após cruzamento pela direita, Cássio fez a defesa, mas espalmou para o meio da área, e Nathan Fogaça aproveitou o rebote para igualar o marcador.

No retorno para a segunda etapa, o Mirassol virou o jogo. Negueba capitalizou uma falha da defesa cruzeirense e chutou de primeira da entrada da área, sem chances para Cássio. Aos 30 minutos, Galeano chegou a marcar o que seria o terceiro gol dos donos da casa, mas o lance foi anulado por impedimento. Já na reta final do jogo, o Cruzeiro conseguiu a igualdade através de uma cobrança de pênalti de Kaio Jorge, que decretou o placar final de 2 a 2.

FICHA TÉCNICA
                                                                 Mirassol 2 X 2 Cruzeiro
Competição 3ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local Estádio Campos Maia, em Mirassol
Data 11 de fevereiro de 2026 (quarta-feira)
Horário 19h (de Brasília)
Gols
  • Wanderson, aos 22′ do 1ºT (Cruzeiro)
  • Nathan Fogaça, aos 38′ do 1ºT (Mirassol)
  • Negueba, aos 7′ do 2ºT (Mirassol)
  • Kaio Jorge, aos 39′ do 2ºT (Cruzeiro)
Cartões Amarelos Reinaldo, Neto Moura, Aldo Filho (Mirassol); Gerson, Matheus Pereira (Cruzeiro)
Cartão Vermelho Yuri Lara (Mirassol)
Arbitragem
  • Árbitro: Braulio da Silva Machado
  • Assistentes: Gizeli Casaril e Thiaggo Americano Labes
  • VAR: Paulo Renato Moreira da Silva Coelho
Escalação Mirassol
  • Walter, Igor Formiga (Igor Cariús), João Victor, Willian Machado, Reinaldo, Neto Moura (Yuri Lara), Aldo Filho, Eduardo (Galeano), Alesson (Carlos Eduardo), Nathan Fogaça (Everton Galdino).
  • Técnico: Rafael Guanaes
Escalação Cruzeiro
  • Cássio, Fagner (William), Fabrício Bruno, João Marcelo, Kaiki Bruno, Lucas Romero, Christian (Kaique Kenji), Gerson (Matheus Henrique), Matheus Pereira, Wanderson (Sinisterra), Kaio Jorge.
  • Técnico: Tite

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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