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FMF e Mixto em reunião na CBF para estreia na Série A1 do Brasileirão Feminino

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Representantes do Mixto Esporte Clube e da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) estiveram reunidos nesta quarta-feira (21 de janeiro) na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para discutir os detalhes da participação inédita do clube mato-grossense na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. O encontro, considerado crucial para o planejamento da equipe, alinhou as expectativas e os aspectos regulamentares da competição.

O presidente da FMF, Diogo Pécora, e o presidente do Mixto, Ítalo Freitas, foram recebidos por importantes figuras da CBF, incluindo o Diretor de Competições, Júlio Avellar, a Coordenadora de Competições Femininas, Aline Pellegrino, e o Diretor Executivo, Helder Melillo. A pauta central da reunião girou em torno dos interesses do clube, com foco nos regulamentos específicos da competição, na tabela de jogos e nas demais diretrizes que balizarão a disputa na elite do futebol feminino nacional.

A presença da FMF na reunião reitera o compromisso da entidade em acompanhar e apoiar seus filiados em torneios nacionais. “Tivemos tratativas importantes junto à CBF, reforçando o empenho da Federação Mato-grossense de Futebol na defesa dos interesses do nosso futebol e dos nossos filiados”, afirmou Diogo Pécora. Ele sublinhou a importância do momento: “É um momento em que Mato Grosso volta a estar representado na elite do futebol nacional, desta vez por meio do futebol feminino, com o Mixto Esporte Clube.”

Para Ítalo Freitas, presidente do Mixto, a reunião representa um passo fundamental em um processo construído em conjunto desde a confirmação do acesso à Série A1. “Debatemos regulamentos, a tabela e algumas regras da competição, além de informações importantes sobre uma disputa que será histórica para o Mixto e para o futebol mato-grossense”, destacou Freitas. Ele também agradeceu o suporte da federação: “Desde o início, quando surgiu a possibilidade de disputarmos essa vaga, o apoio da Federação tem sido fundamental. Essa reunião é mais um passo importante que estamos dando em conjunto para fazermos a melhor campanha possível e elevar o nome do futebol de Mato Grosso no cenário nacional.”

A ascensão do Mixto à Série A1 do Brasileirão Feminino não só consolida o clube entre as principais forças da modalidade no país, mas também amplia a representatividade de Mato Grosso no cenário nacional, refletindo o crescimento e a profissionalização do futebol feminino no estado.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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