Mato Grosso
Seciteci realiza formatura de Técnico em Enfermagem em Barra do Garças
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) realizou, na noite desta quinta-feira (20.2), a formatura do curso Técnico em Enfermagem da Escola Técnica Estadual de Barra do Garças (ETEC). As 16 formandas receberam a certificação durante solenidade no anfiteatro da Prefeitura Municipal.
O evento contou com a presença de familiares e amigos das estudantes, além de autoridades como o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec; o secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Dimorvan Brescancim; o superintendente de Educação Profissional e Tecnológica, Ederson Andrade; e a superintendente de Regulação e Supervisão da Educação Profissional e Superior, Albéria Albuquerque.
“Este é um momento muito importante porque é a chance de as alunas virarem a chave da transformação social através da educação. Agora, por meio da capacitação profissional que tiveram aqui na ETEC, poderão ajudar na renda das suas famílias “, afirmou o secretário Allan.
O Governo do Estado tem investido cada vez mais na educação técnica profissionalizante gratuita. Por meio das 17 escolas técnicas estaduais administradas pela Seciteci são ofertadas diversas capacitações estrategicamente pensadas para os arranjos produtivos de cada região mato-grossense.
Em Barra do Garças, a Escola Técnica Estadual está vocacionada para cursos na área da saúde, ofertando cursos técnicos em Enfermagem, Farmácia, Saúde Bucal, Gerência em Saúde, além de cursos técnicos de interesse da economia regional, tais como Técnico em Administração, Segurança do Trabalho, Guia de Turismo, dentre outros.
*Sob supervisão de Téo Meneses.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Estatuto da Criança e Adolescente Digital amplia proteção na internet para o público infantojuvenil
A internet está cada vez mais presente na vida de crianças e adolescentes, mas também exige atenção diante dos riscos que surgem no ambiente virtual. Para explicar como a nova legislação busca enfrentar esses desafios, o juiz Israel Tibes Wense de Almeida Gomes, da Comarca de Brasnorte, participou do podcast Prosa Legal, da Rádio TJ, e falou sobre o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital.O magistrado explicou que a Lei nº 15.211/2025 não substitui o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, mas atualiza a proteção integral para a realidade digital. “Assim como o ECA de 1990 sempre protegeu a criança na escola, na rua e dentro de casa, agora também busca protegê-la nas redes sociais, nos aplicativos, nos jogos eletrônicos e em todas as plataformas digitais”, afirmou.
Proteção e participação da família
Durante a entrevista, Israel Tibes destacou que cerca de 93% das crianças e adolescentes brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet diariamente e que quase um terço deles já enfrentou alguma situação ofensiva, constrangedora ou incômoda no ambiente virtual. Para enfrentar esse cenário, a nova legislação prevê medidas como mecanismos mais seguros de verificação de idade, reforço da privacidade, combate à exposição de crianças a conteúdos inadequados, ações para reduzir o uso compulsivo de plataformas e jogos eletrônicos e a proibição das chamadas lootboxes (caixas de recompensa aleatórias) em jogos destinados ao público infantojuvenil.
O juiz também chamou atenção para os principais casos que chegam ao Poder Judiciário, como cyberbullying, crimes contra a dignidade sexual praticados pela internet, divulgação indevida de imagens e informações de adolescentes envolvidos em atos infracionais e exploração comercial da imagem de crianças nas redes sociais. Segundo ele, a produção de conteúdo monetizado por crianças, os chamados kidfluencers, passou a exigir autorização da Justiça da Infância e da Juventude.
Ao orientar pais e responsáveis, o magistrado ressaltou que a proteção começa dentro de casa. “Tecnologia não substitui a presença dos pais”, afirmou. Ele recomendou que as famílias acompanhem de forma ativa o que os filhos acessam, utilizem as ferramentas de supervisão parental disponíveis em celulares e aplicativos e mantenham diálogo constante sobre os riscos da internet, respeitando também a classificação indicativa de jogos e aplicativos.
Na conclusão da entrevista, Israel Tibes reforçou que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes, seja no ambiente virtual ou fora dele, deve ser comunicada ao Conselho Tutelar, à Vara da Infância e da Juventude, ao Ministério Público ou aos demais órgãos competentes. “A mensagem final que deixo é: proteção começa com atenção”, concluiu.
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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