Mato Grosso
Desfile de Blocos e Escolas de Samba marca o início do Carnaval em Cuiabá neste sábado (22)
Mato Grosso
O pontapé inicial para o Carnaval em Cuiabá será dado neste sábado (22.2), a partir das 18h, com o grande Desfile de Blocos e Escolas de Samba, que pela primeira vez terá o entorno da Arena Pantanal como passarela.
Organizado pela Liga Independente dos Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba de Cuiabá, o evento conta com o patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
“Desde o ano passado, o Governo de Mato Grosso vem construindo esse diálogo de fortalecimento e de crescimento dos Blocos e Escolas de Samba em Cuiabá. E neste ano, com a nova data e a ida para a Arena Pantanal, temos certeza que iremos ver o maior e melhor espetáculo de Carnaval em nossa capital”, destaca o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.
A programação começa com a abertura oficial do Desfile, às 18h, em frente ao setor Leste do estádio. Durante a cerimônia, que contará com representantes do Governo de Mato Grosso, haverá exibição do Grupo de Percussão Orunmila e apresentação da Corte Carnavalesca.
O primeiro bloco a desfilar será o Bloco Agora QQ Esse, com o tema “Alegria, Alegria na Cidade Verde”. Em seguida, o Bloco Explosão de Cuiabá entra na passarela homenageando a líder quilombola Tereza de Benguela.
Na sequência, o Bloco Oh Povo Feio exalta o espírito comunitário com a homenagem à Ana de Jesus, da comunidade Sapolândia. Logo depois, será a vez do Bloco dos Mélados entrar na avenida com o samba-enredo “Saravá Umbanda”, que celebra a diversidade espiritual e a força da ancestralidade.
O próximo bloco a desfilar será o Tradição do Araés, que traz o enredo “Quem disse que o herói é o bandeirante?”. O Bloco Luxo Folia entra em seguida com o enredo “Constelação de Alegria”, que fala sobre a explosão que deu origem ao universo.
O desfile prossegue com o Bloco Império de Casa Nova, que leva à passarela um espetáculo místico, onde feitiçarias e encantos ganham vida no tema “Encantos e Magias”. Já o desfile do Bloco Boca Suja faz uma viagem vibrante ao Nordeste, homenageando figuras como Padre Cícero, Mestre Vitalino, Lampião e Luiz Gonzaga, além dos escritores Jorge Amado e Ariano Suassuna.
A Escola de Samba Payaguás será a penúltima a desfilar, trazendo o enredo “Nos Caminhos da Purificação”, em que celebra Yemanjá, a divindade espiritual das águas. Encerrando o desfile, a Escola de Samba Império de Angola homenageia os orixás das religiões de matriz africana com o enredo “Magia Afro”.
Programação do carnaval cuiabano
Por meio da Liga Independente dos Blocos Carnavalescos e Escolas de Samba de Cuiabá, o Governo de Mato Grosso fomenta também diversas ações descentralizadas que fazem parte da programação de Carnaval na capital mato-grossense.
De 1 a 4 de março, a folia acontece em diversas regiões, como Coxipó do Ouro, Centro Histórico de Cuiabá, Orla do Porto, Praça Oito de Abril, bairros Boa Esperança e Planalto. A agenda completa será divulgada em breve.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Capacitação aborda atuação da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica
A atuação integrada da Psicologia e do Serviço Social no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher foi debatida em capacitação realizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) na tarde desta quinta-feira (16). A atividade teve como público-alvo integrantes das equipes multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.
Promovido por meio da Escola do Servidor e da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o encontro reúne, entre os dias 15 e 17 de julho, assistentes sociais, psicólogos, profissionais de saúde e da área jurídica para discutir formas de qualificar o atendimento à mulher em situação de violência.
A palestra foi conduzida pela assistente social Bruna Woinorvski de Miranda e pela psicóloga Maristela Sobral Cortinhas, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). As palestrantes abordaram questões como as raízes históricas e sociais da violência contra a mulher e passaram orientações sobre a elaboração de estudos, laudos, relatórios, pareceres, declarações e outros documentos produzidos pelas equipes multidisciplinares.
Ao tratar da contribuição do Serviço Social, Bruna Woinorvski destacou a importância de uma atuação articulada entre diferentes instituições e políticas públicas. Segundo ela, compreender as múltiplas formas de manifestação da violência é fundamental para identificar situações de risco, acolher as mulheres de forma humanizada e garantir a efetivação dos direitos previstos em lei.
“As expressões de violência contra a mulher acabam se manifestando de diversas formas no contexto doméstico e familiar, nas relações íntimas de afeto. E esse é o maior desafio profissional. É preciso acompanhar essas formas de expressões, estar preparado para identificá-las, e assim acolher e fazer um atendimento humanizado às mulheres que necessitam”, apontou.
A psicóloga Maristela Sobral ressaltou que a violência doméstica exige um olhar amplo e sensível por parte dos profissionais. Durante a palestra, ela explicou como a psicologia atua na avaliação das situações vividas pelas mulheres, na elaboração de documentos técnicos e na articulação com a rede de proteção, considerando também aspectos sociais, culturais, econômicos e familiares que influenciam cada caso.
“Abordamos, na verdade, toda a complexidade desse tema, que é a violência doméstica e familiar contra a mulher. Precisamos compreender o que fez a mulher denunciar, solicitar medida protetiva, o que faz ela pedir a revogação da medida e até mesmo a situação daquela mulher que está em um contexto de violência, mas não denuncia”, explicou a psicóloga.
Para as especialistas, momentos de formação como esse fortalecem a atuação das equipes multidisciplinares e contribuem para a troca de experiências entre profissionais que enfrentam desafios semelhantes. A iniciativa busca aprimorar o atendimento prestado às mulheres, crianças e famílias impactadas pela violência doméstica.
“A atuação das equipes multidisciplinares demanda esse conhecimento constante, não só das expressões da violência, mas dos contextos técnicos e normativos também. Eles mudam constantemente. Então, momentos de formação como esses são essenciais para que as equipes se sintam mais capacitadas para abordar essas situações”, completou Bruna Woinorvski.
Autor: Bruno Vicente
Fotografo: Rodrigo Moura
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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