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Leis aprovadas pela ALMT visam à prevenção do suicídio

O Dia Mundial de Prevenção do Suicídio é registrado nesta terça-feira (10) e, durante todo o mês, é realizada no Brasil a campanha Setembro Amarelo

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Política

Foto: ROSE DOMINGUES

Leis aprovadas pela Assembleia Legislativa e que já estão em vigor em Mato Grosso instituem medidas com o objetivo de conscientizar a população e prevenir o suicídio.  

Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que mais de 700 mil pessoas morrem por ano devido ao suicídio em todo o mundo. Dados do Ministério da Saúde mostram que houve, no Brasil, um crescimento do número de casos na última década.  

Somente em 2021 foram mais de 15,5 mil registros, equivalentes a uma morte a cada 34 minutos. Em Mato Grosso, houve aumento de 32,5% da taxa de suicídio entre os anos de 2010 a 2021.

Legislações estaduais – A Lei 10.598/2017 institui o Plano Estadual De Prevenção ao Suicídio e à Automutilação no âmbito do estado de Mato Grosso, cujo objetivo é identificar sinais de transtornos mentais e psicológicos e oferecer acompanhamento para os indivíduos que necessitam de tratamento, com o intuito de reduzir a progressão de quadros que possam resultar em suicídio ou automutilação.

No rol de diretrizes do plano estadual estão incluídas a promoção de palestras e exposições, disponibilização de canais diretos de atendimento, direcionamento de atividades para o público-alvo do programa e criação de um sistema integrado de coleta de dados, com a finalidade de detectar e acompanhar potenciais casos para avaliação e cuidado especializado, promovendo a atuação conjunta e interdisciplinar dos profissionais que atuam no setor.

A  Lei 10.949/2019 cria o Programa de Prevenção e Combate a Jogos que Induzem Crianças e Adolescentes à Automutilação e ao Suicídio, a ser implementado nas escolas públicas e particulares do estado.  

A medida consiste na implementação de ações conjuntas com o objetivo de alertar os jovens sobre os perigos de jogos que induzem ao suicídio e delega à Secretaria de Estado de Educação, em conjunto com as Secretarias de Estado de Segurança Pública e de Saúde, o dever de capacitar profissionais para compor o grupo de trabalho responsável pela efetivação do programa.

A Lei 11.655/2021, por sua vez, determina a afixação de cartaz informando o telefone do Centro de Valorização da Vida (188) nos espaços públicos, em local de fácil visualização.

Serviços à população – Milady da Silva Oliveira, servidora responsável pela área técnica denominada Promoção da Vida, da Cultura da Paz e Prevenção do Suicídio, que compõe a Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde, afirma que a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) realiza diversas ações com o intuito de assegurar o cumprimento das leis aprovadas pela Assembleia Legislativa.  

Em atendimento a diretrizes do Plano Estadual de Prevenção ao Suicídio e à Automutilação, instituído pela Lei 10.598/2017, segundo ela, a SES-MT realiza há alguns anos o Encontro Intersetorial de Promoção da Vida e Prevenção do Suicídio.

“Trata-se de encontros on-line onde o tema é discutido, sempre trazendo a perspectiva da promoção da saúde e da vida para pensar políticas públicas de prevenção ao suicídio. Este ano, o encontro tem como foco a ‘Valorização da Vida com Equidade de Direitos’. Serão realizadas quatro rodas de conversas nos dias 6, 13, 20 e 27 de setembro, em que abordaremos o Setembro Amarelo, fazendo intersecção com as populações vulnerabilizadas na nossa sociedade. Destacamos para este evento a população indígena, negra, LGBTQIAPN+, crianças e adolescentes, embora não sejam os únicos recortes possíveis”, explica.

Em relação à lei 10.949/2019, que cria o Programa de Prevenção e Combate a Jogos que Induzem Crianças e Adolescentes à Automutilação e ao Suicídio, Milady Oliveira informa que a SES-MT trabalha as diretrizes propostas de forma intra e intersetoriais, com  ações desenvolvidas pela Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde, sendo elas: promover a saúde mental, prevenir a violência autoprovocada e controlar os fatores determinantes e condicionantes da saúde mental.

“Nesse sentido, a coordenadoria trabalha ações e estratégias que contribuem para o desenvolvimento da saúde de forma integral, através da promoção da alimentação saudável desde a primeira infância com a amamentação, com o estímulo à prática de exercícios físicos e com os Programas IAF (Incentivo da Atividade Física na Atenção Primária à Saúde). Também com as Práticas Integrativas em Saúde (PIS ou PICS), cujas ações visam promover o bem-estar utilizando conhecimentos tradicionais, não biomédicos, buscando integração entre corpo e mente”, salienta.

A servidora aponta ainda os trabalhos realizados pelas equipes de Equidade em Saúde, que consiste na identificação das necessidades de saúde de populações vulnerabilizadas e na construção de políticas públicas voltadas aos seus atendimentos; e de Humanização da Saúde, que busca promover o acolhimento e a escuta qualificada em toda a Rede de Atenção à Saúde. Destaca também as atividades conduzidas pela área técnica de Saúde Mental, que visam a efetivação da Política Estadual de Saúde Mental e o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Mato Grosso.

“Entre outras ações, a área técnica vem trabalhando intra e intersetorialmente pela ampliação do número de serviços que oferecem cuidados em saúde mental, como credenciamento/habilitação de novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), unidades de acolhimento e leitos de saúde mental em Hospitais Gerais. Ao potencializar esse cuidado, a referida Coordenadoria promove a proteção da vida e atende a diretrizes estabelecidas pela Lei 10.949/2019”, conclui.

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CMO analisa crédito de R$ 24,9 milhões para AGU e segurança da Amazônia

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) analisa o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 10/2026, que abre crédito especial de R$ 24,9 milhões no Orçamento em favor da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Educação.

A maior parte dos recursos será destinada à AGU, que receberá cerca de R$ 14,9 milhões (60% do total) para viabilizar contribuição eventual à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Os recursos serão usados em atividades de cooperação técnica, capacitação e difusão de jurisprudência em direitos humanos, além da manutenção da adimplência do Brasil junto à instituição.

O Ministério da Justiça receberá aproximadamente R$ 9,9 milhões (39,7%) para ações do Fundo Nacional de Segurança Pública. Entre as medidas previstas, está a execução do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas ), que busca combater crimes na Amazônia Legal e é financiado com recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia. Os recursos também devem ser destinados à construção de bases operacionais em Altamira (PA) e Araguatins (TO), além de ajustes em obras em andamento em Presidente Dutra (MA), Rorainópolis (RR) e Uiramutã (RR).

Já o Ministério da Educação contará com cerca de R$ 74 mil (0,3%) para a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, destinados ao pagamento de contribuição à Associação Grupo de Tordesilhas de Universidades, no âmbito das contribuições regulares a organismos internacionais de direito privado.

De acordo com a proposta, os recursos para abertura do crédito virão de excesso de arrecadação de doações nacionais, no valor de R$ 9,9 milhões, e de anulação de dotações orçamentárias, no montante de R$ 15 milhões. O PLN ainda precisa ser analisado pela CMO e, posteriormente, pelo Plenário do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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