Artilheiro do Brasil
Flamengo recusa proposta de R$ 150 milhões do Nottingham Forest por Pedro
Clube inglês procura o artilheiro do Brasil em 2024, mas Rubro-Negro não abre mão do jogador
Esporte
Artilheiro do Brasil em 2024 com 29 gols oficiais (e mais dois em amistosos) e convocado para a seleção brasileira, Pedro continua em alta, mesmo se recuperando de lesão na coxa esquerda. Nos últimos dias, ele recebeu uma proposta do Nottingham Forest, da Inglaterra, de 20 milhões de euros (R$ 122,6 milhões). O valor total poderia chegar a 25 milhões de euros (R$ 153,2 milhões) com bônus.
A informação da oferta foi divulgada primeiro pelo jornalista Venê Casagrande e confirmada pelo ge, que apurou que o Flamengo já recusou a proposta. Após as quase saídas de Wesley para a Atalanta, e de Fabrício Bruno para o Rennes, a diretoria rubro-negra não pretende vender ninguém. O objetivo é disputar os três títulos do segundo semestre: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores.
Artilheiro absoluto na “Era Tite” rubro-negra, Pedro vive sua melhor temporada, com 39 participações diretas em gols, sendo 31 bolas na rede e oito assistências. Nos últimos anos, o camisa 9 já esteve na mira de outros clubes do exterior, como West Ham e Fulham (Inglaterra); Zenit e Spartak Moscou (Rússia); Benfica (Portugal) e Al-Hilal (Arábia Saudita).
Pedro ficou fora dos últimos três jogos do Flamengo por causa de uma lesão sofrida ainda no primeiro tempo da vitória por 2 a 0 sobre o Bolívar no Maracanã, nas oitavas de final da Libertadores. O centroavante já treina em campo e deve voltar ao time no domingo, contra o Corinthians, na Neo Química Arena.
Pedro, de 27 anos, chegou ao Flamengo em janeiro de 2020, vindo da Fiorentina. Passou um bom tempo no banco de reservas, mas se firmou entre os titulares e é um dos destaques da temporada rubro-negra até agora.
Fonte: Ge – https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2024/08/27/flamengo-recusa-proposta-de-r-150-milhoes-do-nottingham-forest-por-pedro.ghtml
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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