Esporte
Cuiabá empata com Atlético-GO no Brasileirão
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Neste sábado (22.06), o confronto entre Cuiabá e Atlético-GO na Arena Pantanal resultou em um empate sem gols, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida foi marcada por um duelo equilibrado, mas sem grandes oportunidades de gol para ambas as equipes.
Com o resultado, o Cuiabá permanece com 11 pontos, ocupando a 14ª posição na tabela, a apenas quatro pontos acima do Vasco, primeiro time na zona de rebaixamento. Já o Atlético-GO está na 16ª colocação, com nove pontos, e corre o risco de entrar na zona de rebaixamento caso o Vasco vença o São Paulo.
Na próxima quarta-feira, o Cuiabá enfrentará o Corinthians na Neo Química Arena, às 20 horas (horário de Brasília). Enquanto isso, o Atlético-GO terá pela frente o Grêmio, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, no mesmo dia.
O primeiro tempo da partida foi marcado por poucas oportunidades claras de gol. Destaque para Shaylon, do Cuiabá, e Luiz Fernando, do Atlético-GO, que tentaram levar perigo ao gol adversário, mas sem sucesso. Ambas as defesas se mostraram sólidas e conseguiram neutralizar as investidas dos ataques.
No segundo tempo, a partida seguiu equilibrada, com chances de gol para ambas as equipes. Destaque para as defesas dos goleiros Walter, do Cuiabá, e Pedro Rangel, do Atlético-GO, que impediram que o placar fosse alterado. Apesar das oportunidades criadas, o jogo terminou sem gols, mantendo o empate no placar.
Nos acréscimos, o Cuiabá teve uma chance clara de marcar o gol da vitória, mas o atacante Eliel desperdiçou a oportunidade ao finalizar para fora, em uma jogada que poderia ter mudado o resultado da partida. Com um duelo equilibrado e sem gols, as equipes dividiram os pontos nesse confronto válido pelo Brasileirão.
FICHA TÉCNICA
CUIABÁ 0 X 0 ATLÉTICO-GO
Local: Arena Pantanal, em Cuiabá (MT)
Data: 22/06/2024
Hora: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos (BA)
Assistentes: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA) e Schumacher Marques Gomes (PB)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Cartões amarelos: Lucas Mineiro, Clayson e Petit (técnico) (Cuiabá); Rhaldney (Atlético-GO).
CUIABÁ: Walter; Matheus Alexandre (Eliel), Marllon, Alan Empereur e Rikelme; Lucas Mineiro (Filipe Augusto), Denílson e Max (Fernando Sobral); Jonathan Cafu (Derik Lacerda), Clayson (Raylan) e Isidro Pitta.
Técnico: Petit
ATLÉTICO-GO: Pedro Rangel; Maguinho, Adriano Martins, Pedro Henrique (Luiz Felipe) e Guilherme Romão (Alejo Cruz); Lucas Kal, Rhaldney (Max), Baralhas e Shaylon; Luiz Fernando e Emiliano Rodríguez (Derek).
Técnico: Anderson Gomes (interino)
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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