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Corinthians sofre derrota para o Botafogo e cai para zona de rebaixamento

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A boa sequência de vitórias do Corinthians chegou ao fim neste sábado, após a equipe ser superada pelo Botafogo por 1 a 0, na Neo Química Arena.

O gol da partida foi marcado por Junior Santos, que garantiu a vitória para o Glorioso. Com esse resultado, o Timão foi empurrado para a zona de rebaixamento do Brasileirão, ocupando o 17º lugar na tabela, com cinco pontos.

Enquanto isso, o Botafogo assumiu a liderança do campeonato, de maneira provisória, somando 13 pontos.

O jogo teve um primeiro tempo truncado, com poucas chances claras de gol para ambas as equipes. A primeira oportunidade surgiu aos 21 minutos, com o Botafogo quase abrindo o placar. O Corinthians também teve suas chances, mas não conseguiu converter em gol.

No segundo tempo, o Botafogo conseguiu se sobressair e marcou o gol da vitória aos 14 minutos, com Junior Santos. O Corinthians tentou reagir, mas não conseguiu furar a defesa adversária e acabou sofrendo a derrota em casa.

A equipe do Parque São Jorge terá mais de uma semana para se preparar para o próximo confronto, marcado para o dia 11 de junho contra o Atlético-GO. Já o Botafogo enfrentará o Fluminense no mesmo dia, em um clássico carioca decisivo para as pretensões de ambos os times no campeonato.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 0 X 1 BOTAFOGO

Local: Neo Química Arena, em São Paulo
Data: 01/06/2024
Horário: às 21h (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Fifa-RS)
Assistentes: Bruno Boschilia (Fifa-PR) e Tiago Augusto Kappes Diel (RS)
VAR: Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (Fifa-RN)
Cartões amarelos: Luiz Henrique, Óscar Romero e Danilo Barbosa (Botafogo); Wesley e Félix Torres (Corinthians)

GOL: Junior Santos, aos 14′ do 2ºT (Botafogo)

CORINTHIANS: Carlos Miguel; Matheuzinho (Fausto Vera), Félix Torres, Cacá e Hugo; Raniele, Breno Bidon (Romero), Garro e Igor Coronado; Wesley (Gustavo Mosquito) e Yuri Alberto. Técnico: António Oliveira

BOTAFOGO: John; Damián Suárez, Lucas Halter, Bastos e Cuiabano; Danilo Barbosa (Gregore), Marlon Freitas e Tchê Tchê (Hugo); Savarino (Tiquinho Soares), Luiz Henrique (Óscar Romero) e Junior Santos (Yarlen).
Técnico: Artur Jorge

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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