Economia
Vendas no varejo sobem 1% em abril, diz IBGE
Economia
Alta em abril frente ao mesmo mês do ano anterior foi de 1,9%; apesar do desempenho positivo no mês, setor acumula queda de 1,6% no ano
Da Redação
As vendas no varejo subiram 1% em abril na comparação com março, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. No mês anterior, o índice havia registrado queda de 1,2%.
No confronto com o mesmo mês do ano passado, o avanço foi de 1,9%, a primeira alta depois de 24 meses seguidos de queda. Apesar do desempenho positivo no mês, as vendas acumulam queda de 1,6% nos quatro primeiros meses do ano.
A alta ocorreu em três dos oito setores monitorados pelo IBGE. O principal resultado positivo foi em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve alta de 0,9%, após 6,0% de queda acumulada nos dois meses anteriores. Os outros setores com alta foram tecidos, vestuário e calçados (3,5%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%).
Entre os setores que registraram resultados negativos estão livros, jornais, revistas e papelaria (4,1%), móveis e eletrodomésticos (2,8%), combustíveis e lubrificantes (-0,8%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%). As vendas do setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico ficaram estáveis em relação ao mês anterior, segundo o IBGE.
O varejo ampliado, que inclui os setores automotivo e de construção, registrou alta de 1,5%. O resultado foi influenciado pelo bom desempenho nos supermercados, já que houve queda nos setores veículos e motos, partes e peças (-0,3%) e Material de construção (-1,9%), de acordo com o IBGE.
Fonte: Veja
Economia
Brasileiros têm mais de R$ 5,1 bilhões esquecidos em bancos
Valores divulgados nesta terça-feira (11) pelo Banco Central (BC) mostram que há mais de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras brasileiras. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,35 bilhão a 2 milhões de pessoas jurídicas, de acordo com informações do Sistema Valores a Receber (SVR).

Segundo o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em instituições financeiras como bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões foram sacados.
Dos valores já devolvidos, R$ 11,65 bilhões tiveram como destino 38,73 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 4,15 bilhões foram destinados a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.
Saques
Os brasileiros sacaram, em junho, R$ 340 milhões em valores esquecidos por clientes bancários no sistema financeiro. Em maio, foram retirados R$ 427 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.
As quantias dos valores a receber são geralmente mais baixas. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, os valores esquecidos são de até R$ 10 – o que corresponde a cerca de 70% do total de beneficiários.
Para 4,96 milhões de usuários, os valores devidos encontram-se na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total).
Valores acima disso foram esquecidos por cerca de 3 milhões de brasileiros (cerca de 11% do total).
Sistema
O SVR é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa morta tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.
Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para aquelas já fechadas.
Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.
Resgate
O dinheiro pode ser resgatado de três formas:
- Solicitar diretamente à instituição responsável;
- Requerer pelo próprio Sistema de Valores a Receber;
- Pedir resgate automático de valores.
Os valores esquecidos são originados de:
- contas-correntes ou poupanças encerradas;
- cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
- recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
- tarifas cobradas indevidamente;
- parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
- contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
- contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas;
- outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
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