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Programa ‘Luz Para Todos’ concluiu as obras este ano

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Economia

Foto: Jorge Sirio/ Energisa

O Programa ‘Luz Para Todos’ neste ano concluiu as obras da Energisa. O projeto foi desenvolvido pelo governo federal em parceria com as concessionárias com o objetivo de levar energia para os moradores da zona rural que ainda não possuíam eletricidade.

O projeto atendeu a mais de 140 mil famílias em todo o estado, desde 2004, com o investimento de R$ 1,4 bilhão em Mato Grosso.

Marcelo Pazoti, gerente de construção e manutenção da Energisa Mato Grosso, explica que o maior desafio do programa foi vencer as longas distâncias. O estado é o terceiro mais extenso do Brasil. Pazoti destaca que as equipes enfrentaram, por exemplo, estradas de terra que dificultavam o acesso.

“Porém, independentemente da distância ou dificuldade de acesso, a nossa missão é levar desenvolvimento por meio da energia elétrica. E o ‘Luz Para Todos’ fez isso. Levou mais oportunidades para o aumento da renda familiar, geração de empregos e a possibilidade de uso de eletrodomésticos”, lembrou.

Entre todas as cidades, Confresa, Aripuanã, Colniza, Juara e Nova Bandeirantes foram as que mais tiveram clientes atendidos.

Por causa do fim do programa Luz Para Todos, os clientes que desejam instalar infraestrutura ou pedir a extensão de redes para as zonas rurais devem entrar em contato pelos canais de atendimento da Energisa. As obras são reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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