Energisa
Programa ‘Luz Para Todos’ concluiu as obras este ano
Economia
O Programa ‘Luz Para Todos’ neste ano concluiu as obras da Energisa. O projeto foi desenvolvido pelo governo federal em parceria com as concessionárias com o objetivo de levar energia para os moradores da zona rural que ainda não possuíam eletricidade.
O projeto atendeu a mais de 140 mil famílias em todo o estado, desde 2004, com o investimento de R$ 1,4 bilhão em Mato Grosso.
Marcelo Pazoti, gerente de construção e manutenção da Energisa Mato Grosso, explica que o maior desafio do programa foi vencer as longas distâncias. O estado é o terceiro mais extenso do Brasil. Pazoti destaca que as equipes enfrentaram, por exemplo, estradas de terra que dificultavam o acesso.
“Porém, independentemente da distância ou dificuldade de acesso, a nossa missão é levar desenvolvimento por meio da energia elétrica. E o ‘Luz Para Todos’ fez isso. Levou mais oportunidades para o aumento da renda familiar, geração de empregos e a possibilidade de uso de eletrodomésticos”, lembrou.
Entre todas as cidades, Confresa, Aripuanã, Colniza, Juara e Nova Bandeirantes foram as que mais tiveram clientes atendidos.
Por causa do fim do programa Luz Para Todos, os clientes que desejam instalar infraestrutura ou pedir a extensão de redes para as zonas rurais devem entrar em contato pelos canais de atendimento da Energisa. As obras são reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Economia
Consumo nos lares acumula alta de 2,70% até setembro, diz Abras
O Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 2,70% no acumulado de janeiro a setembro, segundo balanço da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que considera o percentual praticamente estável em relação aos 2,71% acumulados até agosto. 

Em setembro houve alta de 0,59% em relação ao mesmo mês de 2025.
Na comparação mensal, houve queda de 1,46%, depois de dois meses de crescimento, sendo 3,01% em julho e 2,21% em agosto. O levantamento indica que também foram registradas quedas em setembro de 2024 (-1,30%) e de 2025 (-0,94%).
Os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) calculado pelo IBGE e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercados, desde os pequenos, de bairro, até os grandes.
Trajetória
Segundo o vice-presidente da Abras, Marcio Milan, o consumo mantém trajetória positiva ao longo do ano, mesmo em cenário em que as famílias precisam conciliar o abastecimento dos lares com outros compromissos do orçamento. “O resultado acumulado até setembro mostra a continuidade desse movimento”, analisa.
Milan destacou que os indicadores do mercado de trabalho seguem favoráveis, fatores positivos para o consumo, com taxa de desocupação em 5,3% no trimestre encerrado em agosto e população ocupada em 103,5 milhões de pessoas, maior contingente da série histórica.
“O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.777, com crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025. Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 385,6 bilhões, também recorde da série, com avanço de 4,8% na comparação anual, o equivalente a R$ 17,5 bilhões a mais”, disse.
Milan citou o Bolsa Família, que destinou R$ 13,04 bilhões a cerca de 19,3 milhões de famílias em setembro, e o Conselho da Justiça Federal, que liberou R$ 3,22 bilhões aos Tribunais Regionais Federais para o pagamento de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), envolvendo mais de 278 mil beneficiários, além do pagamento de 521,9 mil restituições do Imposto de Renda.
Reeleição
Milan afirmou que uma das conquistas mais relevantes do governo atual foi a isenção de impostos para os produtos da cesta básica, com uma gama maior de itens, incluindo as proteínas (carne, frango, peixe), o que deve ajudar a manter o consumo.
“Por outro lado, existe uma preocupação com relação às novas taxas de impostos que serão divulgadas no início da nova gestão, para que isso não onere o restante dos produtos que compõem a cesta de alimento e de consumo. Também estamos preocupados com o endividamento das famílias e as medidas do governo com relação a isso.”
O vice-presidente da Abras ressaltou a necessidade da manutenção da proibição das bets, que colaboraram para aumento do consumo. Segundo dados divulgados esta semana pela entidade, as vendas de alimentos tiveram alta nas semanas posteriores à medida: de 6,5% de 05 a 11/10/2026, e de 6,3% de 12 a 18/10/2026, ambas comparadas com o mesmo período do ano passado.
Milan citou também a aprovação do fim da escala 6X1 e na redução da jornada de trabalho dos funcionários. “O supermercado teve um papel relevante na época da pandemia por ser uma atividade essencial. Essas medidas trouxeram uma preocupação porque foi uma legislação para todos os elos da cadeia. Nosso receio é o de que isso não desorganize o sistema de abastecimento como um todo.”
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