Energisa
Programa ‘Luz Para Todos’ concluiu as obras este ano
Economia
O Programa ‘Luz Para Todos’ neste ano concluiu as obras da Energisa. O projeto foi desenvolvido pelo governo federal em parceria com as concessionárias com o objetivo de levar energia para os moradores da zona rural que ainda não possuíam eletricidade.
O projeto atendeu a mais de 140 mil famílias em todo o estado, desde 2004, com o investimento de R$ 1,4 bilhão em Mato Grosso.
Marcelo Pazoti, gerente de construção e manutenção da Energisa Mato Grosso, explica que o maior desafio do programa foi vencer as longas distâncias. O estado é o terceiro mais extenso do Brasil. Pazoti destaca que as equipes enfrentaram, por exemplo, estradas de terra que dificultavam o acesso.
“Porém, independentemente da distância ou dificuldade de acesso, a nossa missão é levar desenvolvimento por meio da energia elétrica. E o ‘Luz Para Todos’ fez isso. Levou mais oportunidades para o aumento da renda familiar, geração de empregos e a possibilidade de uso de eletrodomésticos”, lembrou.
Entre todas as cidades, Confresa, Aripuanã, Colniza, Juara e Nova Bandeirantes foram as que mais tiveram clientes atendidos.
Por causa do fim do programa Luz Para Todos, os clientes que desejam instalar infraestrutura ou pedir a extensão de redes para as zonas rurais devem entrar em contato pelos canais de atendimento da Energisa. As obras são reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Economia
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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