Covid-19 não é mercadoria

Recurso da Covid-19 pode mudar a política de Sapezal

O recurso da Covid-19 é destinado para pagamentos de pessoal, equipamentos específicos como respiradores, medicamentos, insumos e EPIs.

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Foto: Reprodução

Da Redação

Escândalos e suspeitas de irregularidades com recurso público, destinado pelo Governo Federal para o tratamento preventivo, de combate e vacinação contra o Coronavírus, poderá resultar em investigações, exonerações, afastamento, cassação e prisão em Sapezal.

Sendo apontada há vários dias, como uma das cidades com alto risco de contaminação pela Covid-19, Sapezal deixou ser referência política e administrativa no estado, já que mesmo com tanto recurso próprio devido a sua alta arrecadação, registrou-se milhares de pessoas com suspeita de contaminação e com casos confirmados, sem falar das mais 50 mortes, decorrentes da Covid-19.

Sem seguir algumas normas da Organização Mundial da Saúde, os Decretos do Governo do Estado de Mato Grosso, como forma de prevenção e combate a pandemia, essas ações da gestão municipal, podem ter colaborado para o avanço da contaminação no município.

Não bastando o caos na saúde da população, escândalos com suspeitas de desvio do recurso da Covid-19, já viraram rotina em Sapezal, um deles é referente a compra dos combustíveis, que até o momento, nem a Câmara Municipal, colaborou com as devidas prestações de esclarecimentos.

“Além da compra dos combustíveis, existem outras denúncias de que o recurso teve outras finalidades”.

De escordo com especialistas na área da saúde, o recurso da Covid-19 é destinado para pagamentos de pessoal, equipamentos específicos como respiradores, medicamentos, insumos e EPIs.

“Aquisição de material que fuja das características de atendimento ao combate, prevenção e vacinação contra Covid-19, é considerado desvio de recurso”, afirmou um profissional da saúde, que pediu para não ser identificado.

Desta forma, como o prefeito de Sapezal, Valcir Casagrade afirma que seus secretários são todos escolhidos por ele, que basta ser de confiança, que não mexa em coisas dos outros, e que queria trabalhar que basta, sem precisar ser especialista na área, a população espera que as suspeitas de irregularidades, sejam todas infundadas.

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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