Saúde

Várzea Grande continua vacinando e já imunizou 160 idosos em suas residências

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Saúde

Da Redação.

Várzea Grande prosseguiu neste fim de semana, 13 e 14 de março, com a vacinação de idosos acamados ou com dificuldades de locomoção.

Em cinco dias, 6, 7 e 8 de março e 13 e 14, foram vacinados 160 idosos, uma média de 32 por dia, lembrando que toda uma logística é colocada em prática para poder atender esta demanda que percorre diversos bairros da cidade e já atingiu quase 300 km percorridos.

São até quatro equipe com três pessoas em cada uma delas, mais o motorista e mais uma viatura da Guarda Municipal que faz a segurança das vacinas e dos profissionais que executam a tarefa que visa atender aqueles casos de pacientes que não podem se locomover ou que moram sozinhos.

O prefeito Kalil Baracat sinalizou pela celeridade no processo de vacinação. “Tenho convicção de que quanto mais pessoas vacinadas, maiores as chances de adquirirmos a imunidade de rebanho, que segundo os cientistas e médicos é quando parcela significativa da população, em torno de 60 a 67% já imunizada, ganha uma barreira espacial com a redução gradual da probabilidade de ser transmitido a indivíduos suscetíveis em uma população e pode ser induzida de forma natural, por disseminação da doença na população, ou por imunização por vacina e o vírus, no caso a COVID 19, acaba por ter a transmissão significativamente diminuída e tende a desaparecer ou a causar números endêmicos em escalas consideradas normais”, explicou o prefeito de Várzea Grande lembrando que alguns médicos defendem que taxas de 10 a 40% da população infectada seriam suficientes para proporcionar a imunidade de rebanho, ou seja, não seria apenas com a vacina, mas com os casos de pacientes curados e imunes.

Segundo a Superintendente da Vigilância em Saúde, Relva Cristina de Oliveira, a dinâmica da vacinação e da imunização depende do volume de doses de vacinas ofertadas pelo Ministério da Saúde através das Secretarias de Estado de Saúde, sinalizando que mesmo tendo a segunda maior população de Mato Grosso, Várzea Grande recebeu menos 10% do necessário.

“Ainda não temos um número fechado, mas com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e do Ministério da Saúde através dos Cartões de SUS emitidos que temos pouco mais de 200 mil habitantes para serem vacinados de um total de 287,5 mil, última totalização da população de Várzea Grande, por isto trabalhando com um volume da ordem de 400 até 550 mil doses de vacinas, já que seriam duas doses por vacinados”, disse a Superintendente da Vigilância em Saúde de Várzea Grande.

Relva Cristina lembrou que todas as visitas realizadas e mesmo o drive thru ou a vacinação nos dias D realizados nas Clínicas Médicas do Centro Universitário de Várzea Grande- UNIVAG, tem monitoramento e acompanhamento para evitar problemas de segunda ordem e após mais de 12 mil vacinas aplicadas houveram três ocorrências, todas corrigidas e as pessoas vacinadas novamente após avaliação médica e cinco doses perdidas por problemas nas seringas.

Ela lembrou ainda que por ordem superior da Secretaria Municipal de Saúde, está sendo cobrado dos acompanhantes e parentes dos idosos vacinados que acompanhem a vacinação e a correta imunização para que não restem dúvidas, “pois estamos em busca do maior e melhor resultado possível para conter a COVID 19”, disse Relva Cristina.

Kalil Baracat reforçou que a Administração Municipal fará o que está ao seu alcance para atender as demandas e reafirmou que ninguém ficará sem atendimento médico e na medida do possível, existindo vacina todos serão indistintamente imunizados, principalmente aqueles que necessitam do Poder Público Municipal através do Sistema Único de Saúde – SUS.

 

Foto: SECOM-VG

 

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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