Política

Gisela nega apoio a Galvan e reafirma Mauro e Buzetti como seus candidatos ao Senado

Publicado em

Política


A candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) negou ter declarado apoio à candidatura de Antônio Galvan (Avante) ao Senado, apesar de ter aparecido ao lado do empresário em um vídeo no qual o chamou de “nosso futuro senador”. Segundo Gisela, a manifestação ocorreu durante um encontro com Galvan como forma de agradecer o apoio dele à chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Questionada sobre sua posição para o Senado, Gisela afirmou que seus votos são destinados ao senador Mauro Mendes (União Brasil) e à senadora Margareth Buzetti (PP). Ela também disse que não concorda com declarações recentes de Galvan relacionadas à legislação que trata do feminicídio.

“Eu não declarei apoio ao Galvan. Meus senadores são Mauro Mendes e Margareth Buzetti”, afirmou Gisela.

A controvérsia surgiu depois da divulgação de um vídeo em que Gisela aparece ao lado de Galvan e da primeira suplente dele, Pastora Aline. Na gravação, a candidata afirma que a dupla seria importante para Mato Grosso e se refere a Galvan como futuro senador. A declaração foi interpretada como uma manifestação de apoio à candidatura do empresário.

Ao explicar o episódio, Gisela afirmou que houve, de fato, uma aproximação política entre os grupos, mas classificou o gesto como uma forma de retribuir o apoio de Galvan à candidatura de Pivetta. “Existe, sim, um gesto de retribuição ao apoio”, declarou.

A aproximação entre os dois ganhou repercussão também pelas posições diferentes em relação ao tratamento dado pela legislação aos assassinatos de mulheres. Galvan tem defendido que homens e mulheres recebam a mesma punição quando os crimes forem cometidos em circunstâncias semelhantes e já criticou a existência de uma legislação específica para o feminicídio.

Atualmente, o feminicídio é um crime autônomo previsto no Código Penal. A mudança foi estabelecida pela Lei nº 14.994/2024, que também fixou pena de 20 a 40 anos de prisão para o crime.

Gisela afirmou que discorda da posição de Galvan sobre o tema e lembrou que participou da tramitação do chamado Pacote Antifeminicídio enquanto deputada federal. Ela foi relatora na Câmara do projeto apresentado pela então senadora Margareth Buzetti, que posteriormente deu origem à Lei nº 14.994/2024.

Apesar da divergência, Gisela afirmou que o encontro com Galvan ocorreu dentro do contexto da aliança formada para a disputa pelo Governo. Galvan declarou apoio à candidatura de Pivetta, enquanto Gisela integra a chapa como candidata a vice-governadora.

Ao final, a candidata voltou a reafirmar que, na disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso, seus candidatos são Mauro Mendes e Margareth Buzetti.



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

Publicados

em


O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA