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TCU recomenda análise de alternativas à caducidade da Enel em SP

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou nesta quarta-feira (23) que o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estudem alternativas à caducidade da concessão da Enel São Paulo antes de uma eventual decisão pela extinção do contrato.

A recomendação determina que sejam avaliados os efeitos da medida para os consumidores e para o sistema de distribuição de energia. O processo foi relatado pelo ministro Augusto Nardes.

A caducidade é a forma mais severa de encerramento de uma concessão por descumprimento das obrigações contratuais. No caso da Enel, a decisão ainda depende da conclusão do processo na Aneel e, posteriormente, do Ministério de Minas e Energia.

Análise dos impactos

O TCU determinou que governo e Aneel façam uma “análise estruturada” antes de uma eventual caducidade. O estudo deverá considerar quais operadores poderiam assumir a concessão, o cronograma de transição, o custo de indenização dos bens reversíveis, o possível impacto nas tarifas e os riscos para o setor de distribuição.

Segundo o tribunal, deverá ser demonstrado, de forma fundamentada, que a caducidade produziria benefício líquido ao consumidor.

Processo na Aneel

A recomendação ocorre enquanto a Aneel analisa o processo que pode resultar na recomendação de caducidade da concessão da Enel São Paulo.

A diretoria da agência ainda decidirá se recomenda ou não a medida ao Ministério de Minas e Energia. A palavra final caberá ao governo federal.

A Enel contesta a conclusão da Aneel de que sua distribuidora paulista apresenta “falhas estruturais” na prestação dos serviços. A avaliação considera, entre outros fatores, o desempenho da empresa na recuperação do fornecimento após eventos climáticos extremos registrados em 2023, 2024 e 2025.

Argumentos da Enel

A recomendação do TCU está alinhada a um pedido apresentado pela própria Enel nas alegações finais do processo. A empresa defendeu que a Aneel avaliasse as consequências práticas de uma eventual extinção da concessão.

>> Enel apresenta alegações finais contra caducidade da concessão

Segundo a companhia, esses impactos ainda não teriam sido considerados de forma suficiente. O TCU agora determina uma avaliação que inclua efeitos sobre a continuidade do serviço, a transição operacional e as tarifas.

Histórico inédito

A eventual caducidade da Enel São Paulo seria inédita no setor elétrico brasileiro. A medida nunca foi aplicada a uma concessão de distribuição de energia no país.

Em casos anteriores, houve situações em que o poder público assumiu os serviços ou em que o operador decidiu vender a concessão. Uma eventual mudança no comando da Enel exigiria medidas para garantir a continuidade do fornecimento.

Prazo de 60 dias

O TCU também determinou que governo e Aneel apresentem, em até 60 dias, um cronograma detalhado das ações previstas para garantir a continuidade da distribuição de energia em São Paulo após o término do atual contrato da Enel, previsto para 2028.

O documento deverá indicar as medidas planejadas para a transição e para a manutenção do serviço.

Renovação em suspenso

A Enel havia pedido a renovação antecipada da concessão paulista, mas o processo está suspenso até a conclusão do procedimento de caducidade.

A decisão sobre o futuro da concessão dependerá das próximas etapas na Aneel e no Ministério de Minas e Energia, enquanto o TCU acompanha os possíveis impactos de uma eventual mudança de operador.

Origem do processo

A atuação do TCU começou em 2023, após representação do Ministério Público junto ao tribunal. O processo foi aberto para analisar as causas de um apagão ocorrido na área de concessão da Enel, na Grande São Paulo, e acompanhar as medidas adotadas pelo governo federal.



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Várzea Grande encaminha 180 pacientes da fila de neuropediatria para atendimento especializado

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A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande encaminhou à prestadora FEB Saúde os dados de 180 pacientes que aguardam atendimento com neuropediatra na rede municipal. As consultas começam nesta quinta-feira (24) e serão realizadas nos dias 24, 25, 28, 29 e 30 de setembro.

Os atendimentos serão realizados por um médico especialista de referência do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Entre os pacientes encaminhados estão pessoas que aguardam pelo atendimento desde 2024.

Para facilitar o contato e evitar que as famílias percam o agendamento, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que pais ou responsáveis procurem a unidade de saúde mais próxima de casa para atualizar o cadastro do SUS, principalmente o endereço e os números de telefone.

É importante informar um telefone de contato que esteja ativo. A família também pode cadastrar o número de um parente ou de outra pessoa de confiança que possa receber as ligações da prestadora e repassar o aviso ao paciente.

O superintendente de Controle, Avaliação e Regulação da Secretaria Municipal de Saúde, Giliard Vieira, reforça que a atualização dos dados é fundamental neste momento, principalmente para os pacientes que aguardam há mais tempo pelo atendimento.

“Estamos fazendo esse encaminhamento para garantir o atendimento de pacientes que aguardam há bastante tempo pela neuropediatria. Temos pacientes na fila desde 2024 e, agora, contamos com um profissional de referência ligado ao Albert Einstein. Por isso, orientamos as famílias a manterem o cadastro atualizado e, principalmente, um telefone de contato que esteja ativo para que a equipe consiga localizar o paciente e realizar o agendamento”, destacou Giliard.

A Secretaria reforça que as famílias devem ficar atentas às ligações durante o período de encaminhamento e procurar a unidade de saúde mais próxima caso precisem atualizar ou corrigir as informações cadastrais.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



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