Política
Várzea Grande dá mais um passo no processo de implantação do projeto A3P
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Da Redação
A prefeitura de Várzea Grande, por meio da secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável está implantando o Projeto Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), que torna rotina a gestão ambiental na administração pública, por meio do reaproveitamento de materiais recicláveis e da promoção de consumo consciente e da necessidade em se reduzir os gastos com materiais (ex: papel) e dos recursos naturais como energia e água.
A partir de abril, o recolhimento de resíduos como papeis e embalagens serão realizados por uma associação de catadores, a Asmats, cooperativa que venceu o processo de licitação realizado no ano passado e que vai, sem qualquer custo ao Município, executar toda a logística de recolhimento e destinação dos materiais juntos às secretarias e autarquias. Para que a rotina do A3P seja incorporada à rotina da Administração Pública, foi formada uma Comissão com dois representantes de cada secretaria. Esses voluntários serão capacitados para identificar situações que geram desperdício e impactos ambientais, bem como a identificar produtos que podem ser reaproveitados e a melhor maneira de acondicionar até a retirada dos bolsões.
O projeto A3P é uma estratégia para construção de uma nova cultura institucional inserindo critérios socioambientais na administração pública, visando sempre a conscientização ambiental.
Como explica a secretária adjunta de Meio Ambiente, – e coordenadora do projeto – Viviane Nascimento, esses servidores serão multiplicadores em suas secretarias. “Num primeiro momento vamos chamar à atenção para o descarte devido dos produtos, mas o foco é estimular a conscientização para redução do consumo de produtos que trazem impacto ambiental, criando uma nova consciência ambiental. Além disso tudo, que será um grande ganho para nossa comunidade, a percepção do que de fato é desperdício, como luzes acesas sem necessidade, ar condicionado ligado após o expediente e até mesmo o cuidado na hora de imprimir documento, são mudanças de hábitos que vamos levar para casa e isso vai irradiar entre os familiares. Para o poder público esse novo comportamento irá sem dúvida fazer a diferença nos custos com materiais de expediente e sobre as contas de água e de luz”.
A secretária da Pasta, Helen Farias Ferreira, acrescenta que a A3P faz parte de uma política de governo adotada desde 2017 pela prefeita Lucimar Sacre de Campos. O decreto nº 43, de 1º de junho de 2017, dispõe sobre a adesão ao programa do Ministério do Meio Ambiente, constituição de Comissão Municipal e nomeação de membros, e dá outras providências. “O programa do Ministério do Meio Ambiente foi criado como resposta da administração pública à necessidade de enfrentamento das graves questões ambientais. É preciso pensar em como gastar menos energia para manter as instalações públicas, a redução de gastos de materiais recicláveis e não recicláveis, gerando o mínimo de rejeitos ao planeta, além de desenvolver políticas públicas voltadas à aquisição de produtos e serviços que causem menos danos ao meio ambiente e que busquem a sustentabilidade na administração pública”.
Ainda conforme a secretária, o projeto A3P reflete o interesse da sociedade local, ao contribuir para a melhora da eficiência do órgão público, com menos gastos e menor impacto sobre o meio ambiente. “O A3P traz como meta a prática dos 5R’s: repensar, reduzir, reaproveitar, recusar e reciclar material consumido, visando sempre conscientizar ambientalmente os profissionais da Administração Municipal de Várzea Grande, além de estimular a reflexão e a mudança de atitude dos servidores para que os mesmos incorporem os critérios da gestão socioambiental em suas atividades rotineiras”.
A Administração Pública é uma grande consumidora e usuária de recursos naturais e tem papel estratégico na promoção e indicação de novos padrões de consumo e por isso deve ser exemplo na redução de impactos socioambientais e negativos gerados pela atividade pública, como pontua a secretária Helen.
A coordenadora do Projeto destaca ainda que o A3P é um desafio. “E só será vencido se suas ações se tornarem rotina. Há uma barreira, pois é preciso repensar a atuação pessoal e profissional, questionar hábitos, processos e procedimentos, conhecer o estado atual e as possibilidades de transformação e compartilhar conhecimentos, técnicas, informações, etc. No fim teremos o uso racional dos recursos naturais e bens públicos, gestão adequada dos resíduos gerados, qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação dos servidores e licitações sustentáveis em suas compras ou nas formas de serviços contratados”.
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CE aprova Dia Nacional do Carreiro de Boi, em 6 de setembro
A Comissão de Educação (CE) aprovou nesta quarta-feira (12) o projeto que institui o Dia Nacional do Carreiro de Boi, a ser celebrado anualmente em 6 de setembro.
O PL 1.036/2024, da deputada Flávia Morais (MDB-GO), recebeu parecer favorável da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), lido pelo senador Humberto Costa (PT-PE). Como a votação foi em caráter terminativo, o texto segue para sanção presidencial se não houver recurso para análise pelo Plenário. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e não recebeu emendas no Senado.
Segundo a justificativa, o carro de boi foi um meio de transporte importante desde o período colonial. No relatório, Dorinha destaca que os carreiros participaram, durante séculos, do transporte da produção e da integração de regiões onde outros meios de locomoção não estavam disponíveis. O ofício também envolve conhecimentos transmitidos entre gerações.
Patrimônio cultural
O parecer cita como exemplo a Romaria de Carros de Boi da Festa do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), reconhecida em 2016 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural imaterial do Brasil. Segundo o relatório, a celebração reuniu 432 carros de boi em 2025. Há manifestações semelhantes em Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A tradição envolve o carreiro, responsável pela condução do carro de boi, a família e o chamado candeeiro, função geralmente exercida por jovens aprendizes. Em algumas peregrinações, as comitivas percorrem mais de 100 quilômetros durante sete dias, preservando conhecimentos relacionados à condução dos animais e ao funcionamento dos carros.
A escolha de 6 de setembro considera a existência de uma lei de Goiás que, desde 2008, estabelece a data para homenagear os carreiros. Para Dorinha, a criação de uma celebração nacional contribui para preservar a memória do ofício e transmitir esse conhecimento às próximas gerações. A relatora afirma ainda que a homenagem pode favorecer o turismo e a economia das localidades que mantêm a tradição.
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