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TCE PRESSIONA A PREFEITURA QUE “POR BIRRA” NEGA O BRT – E DEIXA CUIABÁ NA ‘ESPERA’

A prefeitura já declarou abertamente de que não irá liberar as obras pela falta de transparência por parte do Estado

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Mayke Toscano / Secom-MT

Mais um capítulo no que já virou uma autêntica e mal resolvida ‘Novela Mexicana’, que é a questão da implantação do modal de transporte urbano que é essa ‘luta hercúlea’ entre o BRT X VLT em Cuiabá. Eis que o Tribunal De Contas do Estado decidiu em caráter liminar proibir que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), atrapalhe a implantação do Bus Rápid Transit (BRT) na Capital mato-grossense. A decisão foi tomada pelo conselheiro plantonista do TCE-MT, Valter Albano, ao acatar pedido de Representação de Natureza Externa proposta pelo governo do Estado. Apesar do deferimento do pedido, a prefeitura questionou a legitimidade do TCE-MT ao intervir na discricionariedade administrativa do Executivo Municipal.

A prefeitura já declarou abertamente de que não irá liberar as obras pela falta de transparência por parte do Estado. O governo não apresentou o projeto executivo da obra ao Município. Sem a apresentação do projeto, o impacto das obras representa uma verdadeira ameaça à estabilidade econômica. Além disso, a implantação sem a devida consulta e participação popular promoverá o verdadeiro caos na mobilidade urbana da cidade.

Recentemente o TCE-MT teve uma Reclamação (RCL 61714) negada no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por tentar questionar a constitucionalidade de leis estaduais e municipais. Na ação, o TCE saiu derrotado e o Judiciário deixou claro que o poder da entidade é limitado e não pode exceder a Constituição. Dentre os limites tanto o TJMT, quanto o STF deixaram claro que não é permitido revogar decisões administrativas dos executivos e nem questionar legalidade de leis aprovadas nos legislativos. Além disso, também não tem poder afastar gestores, nem de polícia para prender.

Na ação, fica claro que além das auditorias, análises de contas e fiscalização, o TCE-MT pode apenas, em casos excepcionais, bloquear contas ou bens, para evitar consequências irreparáveis até que os órgãos como o Ministério Público, ou as forças policiais -sejam estaduais ou federais -apurem supostas irregularidades.

Mesmo assim, o TCE-MT requereu que seja concedido tutela de urgência para determinar ao município de Cuiabá que cumpra integralmente o Acórdão 10/2023 e o julgamento singular 570/SR/2023, ambos do TCE, e Emanuel Pinheiro se abstenha de praticar qualquer medida que dificulte ou impeça as obras de implantação da infraestrutura do BRT em Cuiabá, sob pena de aplicação de multa diária à autoridade política municipal e demais formas de responsabilização.

Pinheiro, por sua vez, afirmou que tem agido de acordo com leis municipais, e que apesar de hipotecar seu respeito à Corte de Contas, o TCE-MT não tem permissão para intervir na discricionariedade administrativa do Executivo Municipal, suplantando lei ou normas legais. A decisão manda o governo dar continuidade à implantação do BRT.

A Prefeitura de Cuiabá informou em nota através da assessoria, que reitera que o modal a ser implantado na Capital deveria ser o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e não o BRT proposto pelo governador Mauro Mendes (União). A prefeitura formalizou pedido para a inclusão do projeto do Projeto de Aceleramento do Crescimento (PAC) do governo Federal, disponibilizando a cidade de Cuiabá para execução das obras de implantação do modal VLT, informou.

 

 

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Doação de bens do Fórum beneficia entidades e amplia ações sustentáveis

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Equipamentos e materiais classificados como antieconômicos por comarcas de Mato Grosso ganharão uma nova destinação social e ambiental após decisões favoráveis publicadas pela Coordenadoria Administrativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). As autorizações permitem que os bens sejam destinados a programas de reciclagem, órgãos públicos e entidades interessadas, evitando desperdícios e contribuindo para o reaproveitamento de recursos.

As decisões referem-se a processos das comarcas de Nova Canaã do Norte, Feliz Natal, São Félix do Araguaia, Lucas do Rio Verde, Terra Nova do Norte e Nobres, além de doação destinada ao Departamento de Água e Esgoto do Município de Várzea Grande.

Parte dos materiais será encaminhada ao Programa Recytec, desenvolvido por meio do Termo de Cooperação Técnica n. 13/2022, voltado à destinação ambientalmente adequada de equipamentos considerados antieconômicos. Entre os itens autorizados para doação estão equipamentos de informática e outros bens que já não possuem viabilidade econômica de uso pelo Judiciário, mas que ainda podem ser reaproveitados, reciclados ou destinados corretamente.

Nos casos das comarcas de Feliz Natal, Terra Nova do Norte, Nobres e São Félix do Araguaia, as diretorias dos fóruns deverão publicar editais de credenciamento para que entidades interessadas possam receber os materiais. Após a conclusão dos procedimentos, os comprovantes de recebimento das doações deverão ser juntados aos processos administrativos.

Em Nova Canaã do Norte e São Félix do Araguaia, alguns nobreaks foram excluídos das doações e serão encaminhados ao setor de Tecnologia da Informação do Tribunal de Justiça para avaliação técnica e possível reparo, seguindo procedimentos de logística reversa. A medida busca ampliar o aproveitamento dos equipamentos antes do descarte definitivo.

Já no processo envolvendo o Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande, os bens classificados como antieconômicos serão destinados à Prefeitura Municipal, após a formalização da documentação necessária.

As decisões foram assinadas pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, com providências conduzidas pela Coordenadoria Administrativa.

O edital completo está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última terça-feira (19 de maio), nas páginas 10 e 12.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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